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Boa tarde, posso deixar aqui o panfleto? Muito obrigada. Eu sou candidata à Câmara.

A arruada foi morna, mas contou com caras de peso. Com uma banda que vai seguindo a pequena comitiva, Pedro Filipe Soares, Mariana Mortágua e Jorge Costa passeiam lado a lado com Beatriz Gomes Dias.

Isto aqui é para a Câmara, são as ideias para a Câmara, aqui são as ideias para a freguesia. Sim, é isso.

Durante cerca de meia hora, a candidata do Bloco de Esquerda bateu em todas as capelinhas, como quem diz, entrou em cada restaurante, café e loja.

Eu vi já na televisão.

Sim, participei nuns debates.

Pronto, exatamente. Agora há que eu estou a ver.

É verdade, com máscara é mais difícil.

Sim, senhora. Então vamos lá, força.

Muito obrigado.

Ao longo da arruada, Beatriz Gomes Dias vai apanhando o jeito, sempre de sorriso na cara, e conta também com a experiente ajuda do líder parlamentar bloquista.

No debate, por acaso, não é pela senhora estar aqui, gostei da senhora. Eu estava a dizer à minha mulher: "Olha, estou a gostar da conversa. Estou mesmo a gostar.".

É genuíno. Eles gostam mesmo da cidade, gostam mesmo da freguesia e por isso é malta que vai trabalhar. Tem é que ter voto.

No fim, balanço positivo, com Beatriz Gomes Dias a registar algumas das queixas que foi ouvindo.

Muitas das habitações não têm saneamento básico. Houve uma senhora que nos chamou a atenção para a necessidade de haver um semáforo, porque há ruas sem semáforo. Mas é preciso uma intervenção de requalificação e regeneração do próprio bairro, que está bastante abandonado e, usando a expressão que a senhora usou, está esquecido do governo e dos poderes políticos.

A candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa promete não esquecer também Campolide já no próximo domingo.

Um bom resto de dia para o senhor. Muito obrigada. Adeus, fique bem.