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Contra a maioria absoluta do Partido Socialista. No comício desta quinta-feira, a par da habitação, foi essa a principal bandeira apontada pelo Bloco de Esquerda. Primeiro, Catarina Martins, com o plano de recuperação e resiliência à mistura.
Acham mesmo boa ideia que o programa de recuperação e resiliência seja gerido por uma maioria absoluta do Partido Socialista? Sabemos todos a resposta. A maioria absoluta, o poder absoluto, será inimigo das conquistas concretas em nome da vida de quem aqui está.
Aviso deixado, a coordenadora bloquista insiste, com ironia, contra o PS.
Colocou-se à sombra do programa de recuperação e resiliência durante a campanha eleitoral, como se prometer charters de euros a aterrar na Portela fosse a solução para os problemas.
No discurso, Catarina Martins destacou ainda a habitação como um problema urgente a resolver. Na mesma linha, já antes, falou Mariana Mortágua, com críticas claras ao PS.
É que a especulação imobiliária na nossa cidade, como no resto do país, não foi uma fatalidade. Foi um projeto político da direita, que os executivos do Partido Socialista, aqui e em Lisboa, promoveram desde o primeiro momento, incluindo o executivo de António Costa.
A deputada do Bloco de Esquerda insiste depois na narrativa da maioria absoluta.
Eu deixo uma pergunta a todas as pessoas que ainda pensam em votar Fernando Medina. Por quê? Por que entregar a maioria absoluta ao Partido Socialista? Por quê?
Quanto ao que pode acontecer já depois deste domingo, Beatriz Gomes Dias, a candidata a Lisboa, volta a garantir: o Bloco de Esquerda está disponível para acordos pós-eleitorais.
Estamos disponíveis para um acordo claro, transparente, com metas inequívocas, para que todas as pessoas possam conhecer e avaliar o trabalho que fazemos. Assumimos responsabilidades, não passamos cheques em branco.
O aviso deixado pela candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa, num comício em que Mariana Mortágua e Catarina Martins foram aplaudidas de pé.