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António Costa confirma que o PS queria evitar eleições e até tinha um nome para a sucessão.

Foi uma escolha do próprio e o Partido Socialista, como lhe competia, como referencial da estabilidade no nosso país, lhe competia apresentar uma solução alternativa, que permitisse poupar ao país meses de paralisação até às eleições e que constava da solução de apresentar uma personalidade de forte experiência governativa, respeitado e admirado, que foi precisamente o professor Mário Centeno.

Mas agora que é preciso ir ao combate eleitoral, o ainda primeiro-ministro está descansado quanto à sucessão interna.

Tenho um grande orgulho de fazer parte de um partido há muitos anos, desde os 14 anos, que tem uma qualidade extraordinária de quadros. Gente muito bem preparada, com grande capacidade executiva. E quando eu olho para o líder da oposição e para vários dos dirigentes do PS, eu diria que dão 10 a 0 em experiência executiva, capacidade executiva, capacidade de liderança do país relativamente ao líder da oposição.

Para já, Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro são os nomes que podem avançar. Ana Catarina Mendes já se excluiu da corrida, mas nestes meses em que ainda vai ser primeiro-ministro, Costa tem ainda um dossiê chamado João Galamba por resolver.

Fiquei de falar com o senhor Presidente da República sobre esse assunto.

A decisão sobre o futuro do ministro das Infraestruturas está para breve, depois de ter rebentado a operação Influencer, sobre a qual continua a assegurar não saber de nada.

A senhora Procuradora-Geral da República não falou comigo, ninguém do Ministério Público falou comigo. A única coisa que eu sei é o comunicado e o que vou lendo.

E quanto a Vitor Escária, o antigo chefe de gabinete, diz ter feito o que tinha que fazer.

Não, é evidente que não sabia e mal soube, fiz aquilo que obviamente se impunha, que era demiti-lo.

António Costa à entrada para a comissão política socialista, que vai decidir o calendário para escolher o próximo líder do PS.