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Foi em ambiente de festa que João Cotrim de Figueiredo foi recebido pelos apoiantes, após ter sido o terceiro mais votado nas presidenciais. Ainda assim, assume que não era o resultado desejado.

Não é uma derrota da ideia de Portugal pode ser mais e pode ser melhor. É uma derrota pessoal do candidato, que não conseguiu transmitir essa ideia com força suficiente.

Fora da corrida, Cotrim lamenta a segunda volta que aí vem.

Conforme fui alertando, os portugueses estarão confrontados nessa segunda volta com uma péssima escolha entre António José Seguro e André Ventura.

Mas adianta, desde já, a posição pessoal para o dia 8 de fevereiro.

Não tenciono endossar ou recomendar o voto em qualquer dos candidatos na segunda volta.

E perante a má escolha entre Seguro e Ventura, Cotrim apresenta um responsável, o PSD.

Embora hoje exista em Portugal uma maioria social de centro-direita, é provável que venhamos a ter um presidente da República oriundo do Partido Socialista. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD.

E endurece as críticas a Luís Montenegro.

Apesar das evidências, apesar do apelo que lhe fiz, Luís Montenegro não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido. Tenho que o dizer, Luís Montenegro não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro.

Ainda assim, Cotrim de Figueiredo considera que a candidatura que liderou abriu portas a um novo movimento, que até pode ser continuado por outra figura. O candidato garante ainda não ter intenções de regressar à liderança da Iniciativa Liberal.