Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E esta precipitação intensa faz aumentar o risco de cheias e inundações. É esse o cenário que temos visto nas últimas horas em Alcácer do Sal. Onde o Sado já inundou a baixa da cidade. A maré alta foi há cerca de uma hora e meia. Com isso, a água subiu mais uns metros. Só é possível circular na baixa de Alcácer de barco. Ontem, a rádio observadora, a Câmara Municipal, adiantava que mais de 50 pessoas foram resgatadas. As autoridades continuam em prontidão, enquanto a água continua ainda a subir. E no local está o repórter Miguel Cordeiro. Miguel, bom dia. O que é que nos consegues descrever?
Muito bom dia. O que consigo descrever é uma baixa da cidade de Alcácer transformada num rio, o Sado galgou completamente as margens, subiu e temos a baixa da cidade completamente inundada. E eu diria, a altura de uma pessoa, certamente, na parte da rotunda deste Largo 25 de Abril, onde podemos ver uma estátua. Essa estátua já está também debaixo d'água, no centro da rotunda. Ainda ontem à noite, conversávamos com o vereador da Proteção Civil, que nos descrevia um cenário nunca antes visto. Tenho também comigo uma outra pessoa que nos pode ajudar a explicar aquilo que aqui se passa. Duarte Dimas, presidente da Junta da Freguesia de Santiago. É a freguesia que lida com esta inundação, com esta enorme cheia. Duarte, tem estado aqui durante a noite, chegou aqui também muito cedo. Isto é um cenário desolador.
É, como podemos constatar, é muito desolador. É quase um filme de terror. Eu fui descansar uns minutos a casa e a minha mente não saía deste cenário e não tenho palavras para descrever.
Tem estado em contacto com a população, com os fregueses. O que têm dito e o que é que têm dito também a si?
O que tem sido dito é que, primeiro de tudo, toda a gente está assustada, ninguém viu uma coisa destas e estamos a tentar lidar da melhor maneira. As pessoas estão a ser muito compreensivas, estão a colaborar, estão a ajudar, estão a oferecer imensa ajuda. Acho que mais não se pode fazer e temos de aguardar que as águas baixem e que consigamos avaliar os estragos e vamos pedir que não subam mais.
E está também em contacto com as autoridades, especialmente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, sobre aquilo que são as previsões para as próximas horas. O que nos pode dizer em relação a isso?
As previsões dizem que agora nas primeiras horas do dia de hoje, a chuva vai dar umas tréguas e nós esperamos que aconteça. E também há uma janela de abertura no fim de semana. Se isso acontecer, se as previsões não mudarem, é excelente. Dá para avaliar e tentar baixar as águas por permanecer aqui mais uns dias.
Duarte Dimas, muito obrigado presidente da Junta de Freguesia de Santiago. Para já ainda é cedo, ao certo, para perceber quando é que a água vai deixar esta baixa da cidade de Alcácer do Sal. Neste local, GNR, Marinha, Bombeiros, membros da Proteção Civil, também alguma população curiosa já a esta hora. Está à minha frente um balcão de um banco parcialmente submerso. A nível de estradas, a Nacional 120, que liga à Grândola, que tem esta ponte na baixa da cidade, está completamente cortada. A Nacional 5, no cruzamento já com a Avenida dos Clérigos, aqui em Alcácer do Sal, a partir daí também é cortada. À minha frente, alguns postes de eletricidade e alguns candeeiros que vão piscando, estão intermitentes, naturalmente. O rio subiu, levou tudo à frente. Há cadeiras, mesas, esplanadas completamente levadas com a força da água, que continua a correr, para já, sem previsão para baixar.
O rio a galgar as margens de Alcácer do Sal. A reportagem em direto aqui com o Miguel Cordeiro, que vai ficar ao longo da manhã pelo local.