A Infraestruturas de Portugal apenas perspetiva reabrir no primeiro semestre de 2027 as três estradas fechadas na região de Coimbra na sequência das tempestades que afetaram o país no início do ano.

A informação foi prestada esta quinta-feira pelo secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), Jorge Brito, dando nota de um ponto de situação da resolução de ocorrências por parte da IP.

Em conselho intermunicipal realizado esta quinta-feira em Coimbra, Jorge Brito referiu que se mantêm três estradas interrompidas: estrada regional (ER) 110, em Coimbra; ER2, em Penacova; e estrada nacional (EN) 347, em Penela.

Para todas estas estradas com vias interrompidas na região, a IP aponta a resolução das situações para o primeiro semestre de 2027.

Segundo Jorge Brito, no caso da ER110, interrompida em Coimbra mas que afeta, sobretudo, o concelho de Penacova, há informação de que o projeto da empreitada está pronto, mas aguarda aprovação de portaria.

Além destas estradas, no caso do antigo itinerário complementar (IC) 3, em Penela, que foi reaberto de forma parcial e condicionada (proibida a circulação a veículos pesados) em julho, também se perspetiva uma solução que assegure a circulação de pesados no primeiro semestre de 2027.

No conselho intermunicipal, o presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra, lamentou o atraso da IP para “resolver estes assuntos”.

No caso da ER110, “passaram nove meses, agora há projeto, mas falta luz verde para se avançar com a obra”, notou, recordando que aquela interrupção afeta várias populações do concelho de Penacova.

“Em fevereiro, houve estradas municipais que ficaram intransitáveis, conseguimos fazer obra e reabrir as estradas. E isso mostra a diferença entre a forma expedita como o município trabalha e a forma como a IP resolve os seus assuntos”, disse, criticando a “insensibilidade do Governo para avançar com este processo”.

Já o presidente da Câmara de Penela, Eduardo Santos, afirmou que, no caso da EN347, perspetiva-se que a empreitada possa arrancar antes do final do ano, dando nota de uma “evolução significativa” por parte da IP.

No caso do antigo IC3, o empreiteiro responsável “já está a montar estaleiro”, esperando-se cerca de oito meses de obra, referiu.

Apesar disso, Eduardo Santos lamentou que a IP, no contrato interadministrativo celebrado com o município, não tenha permitido incluir um traçado alternativo para garantir o trânsito a pesados.

“Mantiveram uma postura irredutível. O nosso entendimento é o de que, mesmo assim, devemos avançar, porque queremos que o ex-IC3 fique pronto”, disse.