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Sob vento e ao mesmo tempo um sol escaldante, Jerónimo de Sousa encerrou o comício desta tarde em Almada com baterias apontadas aos socialistas. O trabalho na Câmara é dececionante e o PS está nervoso.

A candidatura do PS já se assume como oposição à CDU. É vê-los à pressa, oporem-se ao projeto e à obra que a CDU representa. E as provas dadas pelos nossos candidatos põem a candidatura do PS nervosa.

Para Jerónimo de Sousa, Almada fez marcha atrás.

As populações comparam o antes com a CDU e o depois com o PS, com os quatro anos últimos de paralisia e de retrocesso da gestão PS. Quatro anos bastaram para ver como Almada andou para trás.

Com cinco dias de estrada em campanha oficial, o líder comunista acaba mesmo por assumir já os efeitos colaterais.

Camaradas, desculpem estar um pouco rouco, mas foi tão bonito ontem em Viana do Castelo, em Guimarães, no Porto, que valeu a pena a rouquidão.

Desculpas pedidas, Jerónimo de Sousa insiste nas críticas.

A demagogia, o sofisma e a promessa fácil andam por aí à solta. Como aqui para ganhar votos há quatro anos, prometeram proximidade e participação e o que se vê é distanciamento e desprezo pelo movimento associativo.

Também Maria das Dores Meira alinha no mesmo discurso. A candidata da CDU à Câmara de Almada caracteriza o trabalho de Inês de Medeiros como dececionante.

De forma atabalhoada, o atual executivo deu início a um trabalho de cosmética no final do mandato. Tornou Almada num estaleiro.

A meio do discurso, a antiga presidente da Câmara Municipal de Setúbal, que agora se candidata a Almada por ter esgotado o número de mandatos possíveis, comete até uma gafe que é rapidamente esquecida com fortes aplausos.

O Forum Romeu Correia, para usufruto de todos os setubalenses. Peço desculpa, almadenses. Peço muita desculpa, mas isto ainda não está no sítio. Peço desculpa.

Seguindo em frente nas críticas à gestão do PS na autarquia almadense, há tempo também para um apontar de dedo que se estende ao secretário-geral do PS, António Costa.

A nossa indignação tem a ver com a habilidade do cidadão António Costa. Retirar a hora do almoço a gravata oficial de Primeiro Ministro, abrir o botão de cima da camisa, arregaçar as mangas e oferecer aos candidatos do seu partido fatias da tal bazuca. Como se os da sua casa política pudessem ser favorecidos no programa de auxílio que a Europa votou.

Uma autêntica bazuca, não europeia, mas de críticas apontadas ao PS, que nas últimas autárquicas interrompeu 40 anos de liderança comunista em Almada. Maria das Dores Meira assume que a obra em Setúbal fala por si e quer agora abraçar a causa de Almada, assumindo-se confiante numa vitória já no dia 26 de setembro.