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Fernando Medina chega à Praça Paiva Couceiro para dar início a uma tarde de descidas. Primeiro o PS, depois os liberais, por fim, Carlos Moedas. À chegada, o calor dos apoiantes e militantes socialistas, mais do que habituados a esta tradição.
Olá, tudo rápido. Está boa? Tudo bem?
E se o líder do PS tenta mudar de fato em campanha ou fora dela, Fernando Medina não consegue despir o fato de presidente e vai anotando problemas e queixas ao longo do caminho.
Tenho uma casa minha, pago renda.
Particular.
Só que...
Mas tem que se inscrever. Está inscrita na casa ou não?
Estou inscrita duas vezes.
Então tem que aguardar. Tem que manter sempre a inscrição.
E dizem para me dar resposta e nada.
Queixa anotada e encaminhada, tem sido uma das características desta campanha na rua, com um encontro particularmente especial, premonitório ou não.
Foi preciso utilizar uma instalação hoteleira, que foi-nos cedida logo no Largo do Intendente pela Cooperativa O Largo, e este menino nasceu lá.
Esteve lá, a mãe estava lá. Depois esteve na maternidade Alfredo da Costa. A mãe veio para casa, ele ficou lá e é o nosso vencedor, que nasceu.
É uma história incrível.
Vencedor é o nome de uma criança nascida durante a pandemia, num local criado em parceria com a autarquia, mas é também a palavra vencedor, a que alguns dos comerciantes da zona aplicam a Fernando Medina, que o veem até a lutar por batalhas maiores.
O senhor não precisa de andar a fazer muito esforço.
Preciso.
Precisa só para que as coisas corram bem, mas não precisa. E prepare os papéis para outras batalhas, que esta nos chega.
Para já, Lisboa e por isso o discurso habitual: ninguém ganha à partida, todos os votos contam.
Não há nenhuma eleição ganha à partida. Eu sei que é muito normal nesta altura, todos nós estamos a discutir sondagens, a ver sondagens, mas vocês todos sabem, têm a experiência de como as sondagens tantas vezes se enganaram.
Fernando Medina já no Almirante Reis, depois da tradicional descida socialista da Rua Morais Soares.