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Muito gosto em conhecê-la.

Igualmente.

Vim me cumprimentar com uma série de amigos, só para lhe desejar tudo de bom.

Obrigada!

O mercado de Alvalade foi esta manhã o local escolhido pelas duas principais candidaturas à Câmara de Lisboa. Carlos Moedas surge acompanhado de um apoio de peso.

Apresentar-lhe a Dra. Manuela Ferreira Leite.

Já a conhecemos da televisão.

Exatamente.

Sim, senhora.

Não perca as suas compras.

Estava um bocado indecisa, porque quem não conhece mal.

A mim ainda...

Mas o pior é que nós não votamos em quem já conhecemos bem.

Pois, mas conheço mal o programa.

Entre cumprimentos e sorrisos, há espaço para ouvir também o que pode ser mudado em Lisboa.

Contra o PS. Vá lá.

Agradeço.

E tira aquela ciclovia, que eu chego todos os dias atrasada ao Hospital da Avenida Espanha. Às 7h30 estamos em fila e chego atrasada, é horrível. Não há lá ninguém a andar naquela ciclovia.

Célia Pinto, moradora na capital, sabe por que é que vai votar em Carlos Moedas.

Olhe, eu vou votar em Carlos Moedas porque ele disse que tirava as ciclovias. É só por isso que eu vou votar nele.

Moedas presidente, Moedas presidente. Nós só queremos Moedas de dia. Eu vou votar, vou votar, vou votar, tar, tar. Se seis é Moedas.

As palavras de ordem agora confundem-se. Foram pouco mais de 60 minutos que separaram as duas comitivas. Agora é Fernando Medina que visita o mercado de Alvalade e a receção é diferente. O recandidato aparece munido de rosas para oferecer aos fregueses e sabe como falar com o eleitorado.

Não há falsidades. Não há rosas falsas. Está aqui. Bom dia! Posso deixar? Há bocado era só o papel, agora é o que faltava. Estava a faltar! E eu a reclamar que ainda não tinham trazido. Cuidado aí.

É verdade. Nós gostamos muito de cravos, também.

Não, isso é só rosas.

Não, rosas.

Isso é rosas. Cravos é em abril.

Agradece a confiança de quem diz que vai votar Medina. E ao contrário de Carlos Moedas, carrega o peso da responsabilidade de quem esteve aos comandos da capital nos últimos quatro anos.

Olá! Viva, bom dia, está tudo bem?

Acabe com o barulho dos motos. Esses tipos têm direito a tudo e mais algum porque é um barulho ensurdecedor.

Qual é?

Avenida Estados Unidos da América.

Não é um problema fácil.

Já fora do mercado, na descida da Avenida da Igreja, por onde já tinha passado a comitiva de Moedas, há encontros inesperados.

Uma rosa para a concorrência.

Ó Virgínia!

Olha a Virgínia.

Eu aceito a tua rosa porque amanhã é domingo. PSD! PSD!

Dá lá uma maior, Virgínia.

Não, eu só quero uma.

Pronto, está bem. Boa campanha. Conhece? É a Virgínia Storninho, a histórica. Todos nós a conhecemos bem, porque ela é deputada municipal há muitos anos, pelo PSD.

Virgínia Storninho levanta a bandeira social-democrata com o devido fair play.

Obrigada.

Não me dá um abraço?

Ó filho, eu cumprimento-te bem, sou amiga de vocês todos, mas o abraço não, até porque nem podemos.

Não podemos, a Dra. Graça não deixa.

A manhã para as duas candidaturas foi passada em Alvalade. Quanto aos comerciantes do mercado, agradecem.

Não sei se é o quarto ou se é o quinto que já cá passou. Teve um não sei quê da junta, mudar a junta, teve Nuno Lopes. Teve, quem é o outro? Não sei o que, liberal.

Isto é um fartar.

É, isto agora é. Até acabar, mesmo durante a semana. Os mais pequeninos vêm durante a semana que é para estarem mais calminhos e terem mais atenção.