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No dia em que a Raspadinha do Património chega aos quiosques, mantém-se o hábito do jogo. Neste quiosque de Lisboa, as regras da pandemia vão deixando visível uma pequena fila de apostadores que jogam às primeiras horas do dia. Entram e apostam. As motivações são várias.

Primeiro para ajudar e depois porque gosto de jogar a raspadinha. Se puder ajudar o património também, com outras raspadinhas ajudamos a Santa Casa. É uma questão de ajudar.

Fernanda Maurício vem cá quase todos os dias. Como muitos outros apostadores, quer ganhar, mas acredita que nunca perde tudo.

Pode ser que corra bem, que as pessoas adiram com essa ideia do património. As pessoas são sensíveis, às vezes, quando perdem, dizem: "Pronto, foi para ajudar". Pode ser que alguém pense e diga: "Olha, é só 1 € também é para ajudar o património". Não faz mal.

Carla Pontes é a gerente deste quiosque no bairro lisboeta de Alvalade. Acredita que a nova raspadinha do património pode atrair os apostadores, mas deve ser sol de pouca dura.

A raspadinha é de 1 € e, neste momento, são as raspadinhas que vendem pior, que são as raspadinhas de 1 €. Se vai ter recetividade agora no início, acho que sim, porque as pessoas estão curiosas para ver que raspadinha é essa. Mas no futuro vai cair como as outras, porque as pessoas agora querem sempre de 2 €, de 3 €, de 5 €.

São também as que têm prêmios maiores.

São as que têm prêmios maiores.

Apostadora frequente, Fernanda preocupa-se com o vício e pede controlo a quem está atrás do balcão.

As pessoas que vendem também têm que ter esse cuidado. Os 18 anos já são pessoas adultas. Mas eu acho que essa parte dos vícios atinge mais os adultos e propriamente os jovens também não têm dinheiro.

É preciso jogar com cuidado.

É preciso jogar com cuidado também, dentro do possível, com cuidado.

Com 1 €, a raspadinha do património pode dar acesso a um prêmio de 10 mil.