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Muito felizes. Eu, o meu marido, a família, todas as famílias na Síria, amigas, todos.
Uma vida sem injustiça, sem dor e sem Bashar al-Assad. É o que deseja Ramia Abdulghani, sentada no restaurante Taibé, que abriu em Moscavide. O projeto, que gere com o marido, nasceu perante as dificuldades de ambos em encontrarem emprego em Portugal, depois de terem chegado ao país com dois filhos em 2016. Conta que a notícia da queda do regime do presidente deposto da Síria, além de felicidade, traz também a esperança, por exemplo, de poder levar os filhos a conhecer o país de origem, onde nasceram e do qual já não têm memória.
Nós falamos sobre a Síria com eles, mas eles não imaginam como é a Síria, como são as pessoas lá. Acho que esta é uma boa oportunidade para eles visitarem a Síria e conhecerem a cultura de lá, as pessoas e todas as famílias, cara a cara e não no telemóvel.
Sobre o que deseja agora para o futuro do país onde nasceu, Ramia Abdulghani diz que o próximo chefe de Estado poderia ser, por exemplo, como o presidente que visitou o restaurante em 2019, Marcelo Rebelo de Sousa, ou seja, com quem se possa falar sem medos.
Nós esperamos agora que o presidente da Síria seja uma pessoa normal, que não tenhamos medo de falar com ele, de falar a verdade, de obter os nossos direitos. Acho que é isso que todos os sírios esperam que aconteça na Síria agora.