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Devem estar ansiosos por ver aquilo o Tesouro Real.
São três pisos cheios de diamantes, ouro e outras pedras preciosas. Uma autêntica caixa de joias em ponto grande. Mas para entrar, os visitantes têm que seguir um rígido protocolo. Primeiro, um detetor de metais. Depois, uma porta giratória que, ao primeiro sinal de alerta, pode ser bloqueada. Subimos de elevador até ao terceiro andar para iniciar a visita. A exposição está dentro de uma caixa-forte dourada, protegida por uma grande porta, como um cofre, que abre diariamente.
Estas portas não são decorativas. De facto, há duas portas, uma na entrada e outra na saída, com cinco toneladas cada uma delas.
Segurança é a palavra-chave, explica o diretor do Museu do Tesouro Real.
É uma caixa de alta segurança.
Aqui não há janelas, paredes e chão escuros, com focos de luz apontados para as joias. O brilho dos diamantes enche a sala de luz. Ao longo do percurso, José Alberto Ribeiro conta a história de cada peça.
Esta peça deve ser a insígnia mais rica e mais deslumbrante, nossa, portuguesa e também a nível internacional.
Pepitas de ouro, joias, insígnias. São 736 peças no total, espalhadas por três salas.
Nesta casa-forte estão 22 mil pedras, sendo que 18 mil são diamantes.
Todas estão acompanhadas por legendas em quadros interativos. Mas o Tesouro Real não teve uma viagem fácil até ao museu. Pelo contrário, teve uma vida bastante atribulada.
O terramoto de 1755 a arder a Real Barraca, ardeu parte do Tesouro. Para o Brasil, vão uma série de peças. Tudo isso desaparece.
Custou, mas as portas do Museu do Tesouro Real já estão finalmente abertas.