Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Francisco Jerónimo, vice-presidente na empresa de estudos de mercado do setor dos smartphones, a IDC. Eu sou o Manuel Machado de Machado, jornalista de tecnologia do Observador, e acabamos de ver, Francisco, um dos eventos da Apple de setembro, que só no ano passado, destes últimos anos, é que não apresentou novos iPhone, e desta vez voltamos a ter os iPhone 13, outras novidades, outras que não apareceram e eram rumores. Por isso, a primeira pergunta é: como analista de mercado, quais consideras que foram as novidades mais fortes deste ano, deste mês de setembro, vamos dizer assim, porque a Apple já teve outros eventos?
Efetivamente, este é o evento talvez mais importante da Apple em cada ano, é quando lançam os novos produtos, principalmente o principal produto deles, que é o iPhone. Efetivamente, vimos o lançamento do próximo iPhone, do iPhone 13, com várias versões, desde o iPhone 13 Mini até ao iPhone 13 Pro Max, portanto dos tamanhos de ecrã mais pequeno até o tamanho máximo de ecrã que eles já têm. No entanto, não houve nenhum produto novo PC, portanto, o que houve foi apenas melhorias àquilo que a Apple já tinha nos iPhones 12, upgrades bastante interessantes na categoria dos iPhones, mas não houve nada totalmente disruptivo nesses lançamentos. Foi também interessante ver que, por exemplo, houve novidades a nível dos iPads. Não costuma ser o forte dos anúncios em setembro a categoria dos iPads, mas houve também upgrades bastante interessantes, nomeadamente ao iPad Mini, que já há vários anos não sofria nenhum upgrade, portanto a versão mais pequena, digamos assim, dos iPads. E também vimos o lançamento do próximo Apple Watch, com características físicas ligeiramente maiores, ligeiramente diferentes, portanto, um smartwatch um pouco maior e com maior aproveitamento do ecrã, com mais bateria e com outras funcionalidades, por exemplo, a nível de desportos, de ciclismo, que também foi incluído nas funcionalidades, mas mais uma vez, nada completamente disruptivo, apenas o upgrade normal que estaríamos à espera neste evento para o Apple Watch.
E foi exatamente isso, este evento, e depois de termos estado a acompanhá-lo. A sensação é esta, não foi nada do que não estivéssemos à espera. Ok, já havíamos falado dos AirPods, não foram falados, mas isto tudo era o que era esperado, num evento que a Apple faz todos os anos.
É verdade.
Estas novidades vão ser suficientes para convencer o público português?
É verdade, estas novidades era aquilo que já se estava à espera, que os rumores já se ouvia falar. Para dizer a verdade, quando estava a ouvir o evento, esperei mesmo até o final para saber se não haveria mais alguma surpresa, estaria à espera de algo mais. Sabemos que há vários projetos que a Apple está a trabalhar em novos conceitos, em novos produtos, em novas iniciativas, mas nada disso era, de certo modo, esperado e efetivamente não foi lançado. Os AirPods eram aquele produto que havia rumores que iriam lançar melhorias numa nova versão, mas efetivamente não houve qualquer anúncio, nem qualquer referência aos AirPods. Houve, sim, anúncios à volta dos serviços com novas séries de televisão para a Apple TV, a cobertura e oferecerem os serviços, por exemplo, do Fitness Plus, que é o serviço de fitness, de desporto, que eles oferecem, que vai estar também disponível em Portugal a partir deste outono.
Foi um dos 25 países, não é? Um dos 20 países que foi anunciado. Mas isto é suficiente para convencermos então o consumidor português? Para a Apple convencer, com tanta concorrência no mercado, com outras marcas como a Samsung, a Sony, a Asus, a Oppo, a Xiaomi, que têm estado a puxar bastante, a Apple com essas novidades pequenas ou então grandes, dependendo do ponto de vista de quem estiver interessado nesses produtos, vai conseguir ou não, tendo em conta os dados a que têm acesso?
A verdade é que todos os anos se coloca essa questão quando efetivamente as novidades e os anúncios não são disruptivos, não são maiores do que aquilo que estávamos à espera. Estes são apenas alguns melhoramentos, melhoramentos muito importantes, muito relevantes, mas melhoramentos face àquilo que já existia. Se é suficiente ou não, acho que a questão não é relevante no sentido de quem compra um iPhone não está a comprar pelos anúncios que foram feitos agora, está a comprar porque já tem o último produto, já o usa há dois, três, quatro, cinco anos e, portanto, quando chega a altura de renovar em cada ano, espera sempre pelo lançamento do telefone e efetivamente vai comprar a última e melhor tecnologia que a Apple oferece. E essencialmente, o que os consumidores estão à procura não é necessariamente de saber se este telefone é muito melhor do que o que foi lançado no ano passado, é saber se este telefone é melhor do que aqueles que eles já têm e usam, que foi comprado há quatro ou cinco anos, e se ao fazer essa renovação, estão a comprar um dos melhores telefones do mercado. E efetivamente estão. Efetivamente, estes telefones que a Apple lançou são dos melhores telefones do mercado. Não quer dizer que outros fabricantes, como a Samsung, a Xiaomi ou a Oppo, não ofereçam muitas dessas funcionalidades já nos seus produtos. Mas quem é um utilizador frequente dos produtos da Apple, quando renova, quer renovar para o último produto e não quer andar a comparar, a saber se a concorrência tem produtos melhores. Espera que a Apple, dado também o preço que cobra pelos seus produtos, ofereça o melhor da tecnologia que está disponível no mercado. E nesse aspecto, a Apple está efetivamente a oferecer o melhor da tecnologia nos telefones, nos iPads e no Apple Watch. E houve melhorias bastante relevantes. Uma delas, por exemplo, que nos impacta na nossa vida diária, é a bateria. A duração da bateria, e a Apple conseguiu aumentar a duração da bateria dos iPhones Em 2 horas e meia nos maiores e 1 hora e meia nos mais pequenos, o que parece uma coisa pequena, mas é efetivamente algo bastante desafiante fazer. Melhorar a bateria de um iPhone, ou de um telemóvel, ou de um smartphone, neste momento, em 2 horas e meia é efetivamente inovação, porque exige que se coloquem baterias maiores e para que isso aconteça, precisamos desenvolver todos os outros componentes mais pequenos para dar espaço dentro do telefone para que a bateria seja maior. Portanto, são coisas que, para sermos totalmente justos, dizemos que são apenas alguma evolução menos relevante, mas estamos a falar de inovação, que é muito mais difícil de fazer do que criar alguma coisa pela primeira vez, muitas vezes.
Entretanto, por fim, a última pergunta que tinha era quanto também ao público português, porque a Apple, nesta apresentação, mais uma vez, desta vez com enfoque maior, porque num dos vídeos mostrou Lisboa, uma das imagens do estafeta. No passado, já tínhamos isso visto. Por que a Apple pode ter escolhido esta cidade para fazer este vídeo promocional do iPhone 13?
Nós, como portugueses, sentimo-nos bastante orgulhosos em que a maior marca e a maior empresa do mundo use Portugal, e Lisboa em particular, para promover e para fazer vídeos de promoção aos seus produtos. Portanto, isso, como é óbvio, e principalmente para mim, que não vivo em Portugal, vivo em Inglaterra, foi algo que me cativou a atenção naqueles microssegundos em que vimos a bandeira portuguesa no vídeo, cativou logo a atenção e é um orgulho. Mas isso não é algo de novo. A Apple já o fez no passado, outras marcas é frequente vermos anúncios televisivos filmados em Portugal, filmados em Lisboa, filmados noutras zonas do país, e portanto, isso tudo tem a ver com a diversidade de cores, a beleza natural do país, a beleza de cidades como Lisboa e outras em Portugal. E isso efetivamente capta a atenção, porque ninguém quer filmar um produto premium numa cidade feia, num lugar feio, escolhem os sítios mais agradáveis. E a realidade é que Portugal está na moda. O turismo em Portugal tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos e, portanto, é uma cidade que até os próprios utilizadores, ou consumidores e clientes da Apple vão reconhecer ao verem as imagens de Portugal, porque provavelmente já visitaram ou já viram fotografias de Lisboa. E, portanto, é normal que também marcas como a Apple se associem a cidades e a países que estejam na moda ou que possam atrair pela sua beleza natural. E é efetivamente o que a Apple e outras marcas fazem.