Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Para analisar o resultado desta primeira volta das eleições brasileiras, junta-se agora a nós a investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais, Carmen Fonseca. Muito bom dia, Carmen Fonseca, e bem-vinda a este jornal da Rádio Observador. Tendo em conta aquilo que as sondagens apontavam, este primeiro lugar de Lula da Silva tem um sabor amargo?
Muito bom dia. É verdade, o eleitorado e a campanha de Lula da Silva sentiu-se, de certa forma, motivado com os resultados das sondagens e parece-me que foi com grande decepção que recebeu estes resultados. Embora o candidato Lula tenha ficado em primeiro lugar, não recebeu os votos suficientes para ser eleito nesta primeira volta. Isto torna necessário haver uma segunda volta e torna este período entre a primeira volta e 30 de outubro, a segunda volta das eleições, um período bastante competitivo, onde certamente vão também estar em jogo os projetos e as ideias dos dois candidatos. Provavelmente, Bolsonaro estará mais otimista para desenvolver esta campanha agora até à segunda volta, uma vez que conseguiu estar acima daquilo que as sondagens previam, e estará com mais vontade de continuar a sua mobilização e de captar os eleitores que não conseguiu para ter também uma vitória na primeira volta.
Com essa argumentação, Carmen Fonseca, é de admitir uma segunda volta ainda mais dura nos discursos?
Eu acho que sim. Acho que vai ser, dada a pequena diferença entre Lula e Bolsonaro, e acima de tudo, também, porque os resultados ao nível estadual das eleições dos governadores e da composição do Senado, é muito favorável a Bolsonaro, aos partidos que o apoiam, e a base política de apoio de Bolsonaro está muito mais forte e consolidada pelas eleições dos governadores e dos senadores do que Lula. Esses grupos partidários já eleitos ao nível dos estados vão ter uma capacidade e certamente vão focar-se especialmente na tentativa de convencer o seu eleitorado, que votou neles ao nível estadual, para que apoiem Bolsonaro numa segunda volta.