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O Carlos Avilez conheci-o em múltiplas ocasiões, a última das quais foi numa conversa com a Eunice Muñoz, por acaso, em Felgueiras, no Teatro de Felgueiras, há alguns anos. É uma notícia muito triste e, como lhe disse ainda há pouco, é nestes momentos em que somos surpreendidos por notícias destas, que fazendo um ponto de situação, realmente percebemos não só a importância da pessoa que neste momento desaparece, da sua contribuição no teatro, como criador, como pedagogo, como dinamizador. Lamentamos a situação. Peço desculpa por não ser mais articulado, mas de facto apanhou-me de surpresa esta notícia.

Estava a dizer que há muitos profissionais que foram formados pelo Carlos Avilez ou que passaram pela escola do Carlos Avilez.

Nós, como Teatro Nacional, não só trabalhamos nas nossas criações com profissionais que passaram pela escola de Cascais, como acolhemos companhias, acolhemos projetos, acolhemos pessoas que têm essa escola, para quem o Carlos Avilez foi uma etapa fundamental no seu percurso como ator, como criador, etc. E portanto, juntamente com outros criadores, neste caso especificamente o Carlos, pelos criadores que acolhemos, pelos atores com quem trabalhamos, percebemos a sua importância, de como os marcou e de como definiu o futuro e as escolhas de muita gente.

É uma marca que fica no Teatro Nacional.

Certamente, sobretudo visto que ele foi diretor do Teatro Nacional D. Maria. Talvez mais ligado ao universo teatral de Lisboa, mas sobretudo ligado ao universo teatral português. Agora é uma lacuna, mas sim, ele deixou uma marca profunda no nosso teatro.