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É uma hora. Está a começar o Jornal da Uma com a edição do Miguel Vider. Miguel, já vamos recuperar as declarações do selecionador nacional de futebol, que anunciou há instantes a convocatória para os dois jogos de Portugal a contar para a Liga das Nações. Mas começamos este jornal com a ameaça de bomba num avião da Ryanair, que deveria ter partido esta manhã do aeroporto de Lisboa.
Foi falso alarme. Isso mesmo concluiu a Polícia de Segurança Pública, depois de uma vistoria ao aparelho que tinha um voo programado com destino a Roma, depois de ter aterrado no aeroporto de Lisboa às primeiras horas da manhã. O alerta de bomba foi recebido pela PSP, através dos mecanismos de cooperação internacional, quando o avião preparava a aproximação à pista da Portela. A Unidade Especial de Polícia foi chamada ao local, não foi detectado qualquer engenho explosivo. O voo acabou por realizar-se com quase três horas de atraso. Têm sucedido os alertas de bomba nos últimos dias em vários países europeus. Esta sexta-feira, Martim Madeira, não é exceção.
Já são mais de 17 ameaças de bomba apenas no dia de hoje. Em Praga, houve pelo menos nove voos sinalizados com ameaças, voos provenientes da Dinamarca, da Espanha, do Reino Unido, bem como voos com destino para os Países Baixos, Chipre, Roménia, Itália e também Reino Unido. Pelo menos quatro destes aviões ficaram no ar, à espera. Ficaram obrigados a voar perto do aeroporto. Mais três voos foram também registados com ameaça de bomba em território aéreo francês. Já em Copenhaga, um dos aviões sinalizados já foi verificado e, tal como em Lisboa, não tinha qualquer ameaça para os passageiros. Dar ainda conta de que uma estação de rádio irlandesa foi também alvo de uma ameaça de bomba. A RTE Radio 1 teve de parar a emissão em direto e a estação teve de ser evacuada. No entanto, não houve nenhuma indicação de perigo.
Martim Madeira, com os alertas de bomba, vários, que hoje voltam a ser notícia. Só esta semana já foram contabilizados pelo menos 36. Têm-se revelado falsos estes alertas. Ainda assim, o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, coronel Francisco Rodrigues, sublinha que não há margem para facilitismos.
Este tipo de ameaças são sempre a levar a sério e muito mais quando elas são em ambiente da aviação ou aeroportuário, porque o ambiente aeroportuário desde há alguns anos, eu diria desde algumas dezenas de anos, foi sempre um ambiente procurado por alguns atores, sejam eles estatais ou não estatais, no sentido de provocar alguma disrupção nas sociedades.
Ainda que se revelem em falso alarme, todas as ameaças devem ser levadas a sério, sublinha o presidente do OSCOT.
E Miguel, ontem o Chega e o PS, hoje os restantes partidos com assento parlamentar. O governo prossegue os encontros tendo em vista a procura de entendimentos em torno da política de habitação.
O primeiro partido a ser recebido foi a Iniciativa Liberal. Não houve declarações no fim. A delegação do partido remeteu para o que disse a presidente da Iniciativa Liberal esta manhã na Malfeira. Já vamos ouvir. Seguiu-se o Livre, o encontro já terminou e se a ideia era promover aproximações, Vasco Maldonado Correia, a intenção saiu furada.
Saiu furada e deixa-me dizer, Miguel, que entretanto acabou também a reunião com o PCP e precisamente com o mesmo desfecho. Tanto o Livre como o PCP viram nesta reunião com a representação do governo a intransigência, diz tanto partido como outro, que não viram do governo qualquer vontade de abandonar ou deixar cair a lei do arrendamento. Essa era a principal condição de ambos os partidos para se abrirem ao diálogo nesta reunião e, assim sendo, não veem grande margem para poder encontrar uma solução com o governo. Sendo que o Livre diz que houve, no mínimo, alguma abertura, que viu alguma abertura por parte da equipe do governo para debater ou para discutir mais à frente duas propostas. Por um lado, o agravamento do IMI para as casas vazias. Essa era uma das propostas e também uma outra, diz Isabel Mendes Lopes, a porta-voz do Livre nesta reunião, uma outra, além da que dizia agora, do agravamento do IMI para casas vazias, também a discussão do apoio para o setor cooperativo. Foram esses os únicos dois pontos de entendimento entre Livre e governo, sendo que o PCP, disse aqui também Paula Santos, líder parlamentar comunista, não viu qualquer ponte de diálogo com o governo.
Vasco Maldonado Correia, que acompanha estes encontros do governo, quatro ministros que participam nestas reuniões com os diferentes partidos com assento parlamentar.
Sem surpresa, é assim que a presidente da Iniciativa Liberal olha para o insucesso das reuniões entre os três maiores partidos para encontrar soluções para a habitação.
Reuniões que decorreram ontem com o PS e com o Chega, numa tentativa do governo de consensualizar uma política de habitação. Ora, em declarações aos jornalistas esta manhã em Malveira, Mariana Leitão acusa PSD, PS e Chega de continuarem a bloquear o país.
Os três maiores partidos, o partido do governo e os dois maiores partidos da oposição, aquilo que têm feito nos últimos anos é bloquear o país. Não estão a encontrar soluções, não têm como objetivo encontrar soluções, movem-se por puro taticismo político. E, portanto, o desfecho das reuniões de ontem não foi propriamente uma surpresa para mim, considerando que este tem sido o modus operandi nos últimos anos.
Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, esta manhã, na Malveira, em Mafra, diz que foi sem surpresa que acolheu a falta de entendimento entre PS, Chega e governo em torno da definição de uma política de habitação.
Uma hora e seis minutos, vamos ao desporto neste jornal da uma. Paulo Fonseca, o novo treinador leonino, está nesta altura, Miguel, a fazer a antevisão do próximo encontro do Sporting. É contra o?
Moreirense. Primeira conferência de imprensa do novo técnico dos Leões, de antevisão de uma partida frente ao Moreirense, equipa de Moreira de Cónegos. Ora vamos lá ouvir um pouco do que diz Paulo Fonseca, aqui à boleia do canal do Sporting.
Um jogo que acaba por ser importante também a marcar a sua estreia no comando técnico, especialmente no Estádio José Alvalade. Obrigado.
Naturalmente, esperamos dificuldades. Eu tive a oportunidade de observar bem o Moreirense. É uma equipa que se dermos espaço, tem qualidade, tem um sistema muito próprio. Na realidade, não sei que sistema é que eles vêm, porque eles conseguem ter essa variabilidade no sistema. Preparámos da melhor forma. É verdade que o tempo não foi muito, mas a equipa esteve bem estes dias. Dentro daquilo que pudemos trabalhar, acho que eles entenderam o que eu pretendo. Agora temos, naturalmente, que estar a um bom nível, porque o Moreirense nunca é uma equipa fácil.
RTP.
Boa tarde, Paulo Fonseca. João Miguel Nunes para a RTP. Escutei a sua apresentação, claro, e disse que no futebol não há impossíveis, referindo-se à questão do título, mas não o ouvi dizer taxativamente que acredita que ainda é possível o Sporting ser campeão esta época. E por isso gostava de lhe perguntar se acredita e se esse é o seu objetivo já para esta época, ser campeão este ano.
Eu não gosto de criar expectativas nas pessoas quando nós temos um cenário como o que temos. Naturalmente, eu acredito muito na nossa equipa. Nós vamos em cada jogo jogar para ganhar, independentemente do adversário, mas nós sabemos que é difícil, não queremos criar essa expectativa. Pessoalmente, se eu não acreditasse, não estava aqui. E digo-lhe que após estes três dias de trabalho, começo a acreditar mais.
Paulo Fonseca, técnico dos Leões, aqui a responder à pergunta sobre se é intenção, se tem essa vontade, essa ambição, mais do que tudo, essa ambição de ser campeão nacional. Claro que sim, mas sem prometer o título, pese embora também aqui diga que começa a reforçar essa convicção depois destes primeiros dias de trabalho em Alvalade, que é possível o Sporting chegar ao título de campeão.
Declarações de Paulo Fonseca na Academia Cristiano Ronaldo, o ausente mais presente da conferência de imprensa da última hora de Jorge Jesus. O selecionador nacional, Miguel, anunciou os 25 mais três para a concentração dos próximos dois jogos da seleção.
Sim, há sete novidades na convocatória de Jorge Jesus. Gustavo Varela, Alberto Costa, Giovani Quenda podem estrear-se pela seleção nacional. São algumas das novidades anunciadas pelo selecionador. Uma conferência de imprensa acompanhada pelo jornalista Miguel Cordeiro. Antes da convocatória, Pedro Proença, o presidente da federação, também falou para deixar uma mensagem de agradecimento a Cristiano Ronaldo. Miguel Cordeiro, agora aqui em direto da Cidade do Futebol, em Oeiras. Vamos lá então a esses 28 nomes e aos destaques desta conferência de imprensa de Jorge Jesus aí na Cidade do Futebol.
Sim, vamos começar pelos nomes. Guarda-redes Diogo Costa, Rui Silva e Samuel Soares. Na defesa, Diogo Dalot, Alberto Costa, Rúben Dias, Tomás Araújo, Renato Veiga, António Silva, Cancelo e Nuno Tavares. Os médios Palhinha, Rúben Neves, Matheus Fernandes, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva são os médios selecionados por Jorge Jesus. E depois muitos avançados. Pedro Neto, Trincão, Carlos Forbes, Rafael Leão, Giovani Quenda, Bruno Fernandes, João Félix, Rodrigo Mora, Gonçalo Ramos, Fábio Silva e Gustavo Varela. Novidades são sete, face à última convocatória. Alberto Costa, António Silva, Matheus Fernandes, Carlos Forbes, Quenda, Mora e Gustavo Varela são as novidades, sendo que Varela, Alberto Costa e Giovani Quenda podem mesmo estrear-se com a camisola da seleção nacional. Naturalmente, este anúncio de convocatória ficou muito marcado também pela ausência de Cristiano Ronaldo. Não está disponível pela primeira vez em 23 anos. Já esteve indisponível outras vezes por lesão, mas nunca por não estar definitivamente disponível para representar a seleção nacional. Jorge Jesus falou sobre isso. Foi questionado de várias formas sobre este tema e há uma das questões que é sobre se Jorge Jesus sente que é por culpa dele que Cristiano Ronaldo deixa a seleção. Jorge Jesus respondeu assim.
Não, se calhar eu apressei as coisas, mas por minha causa, não. Estava na cabeça dele que mais convocatória, menos convocatória, porque nós também falávamos algumas vezes. Isso ia acontecer. Portanto, iria sempre ser no meu consulado a saída dele. E, portanto, não me sinto culpado de nada em relação à saída dele. Respeito a decisão dele e como tal, a história dele também não pode ser ignorada. E isso eu nunca vou fazer, porque ele será sempre um símbolo.
Jorge Jesus a falar de Cristiano Ronaldo, a dizer que não se considera culpado porque considera que Ronaldo iria sempre acabar por sair neste período de quatro anos em que Jorge Jesus está à frente da seleção. Foi também confrontado com uma possibilidade. Se pudesse voltar atrás, mudava alguma coisa no anterior estágio? Mudava alguma coisa para que não houvesse este mal-estar com Ronaldo? Jorge Jesus foi muito claro.
Eu não mudava nada. Zero. Zero por quê? Porque eu tomei uma decisão de treinador. Tomei uma decisão a pensar na minha equipa, na equipa portuguesa, e tomei como tomei a decisão de treinador. Portanto, estou consciente, não fiz nada para que isto pudesse ter acontecido.
Nada mudava Jorge Jesus face ao que aconteceu no anterior estágio. Falou também sobre a vaga de capitão. Diz que há cinco jogadores que podem assumir essa braçadeira nesta convocatória. Bernardo Silva à cabeça, depois Bruno Fernandes, Rúben Dias, também João Cancelo e Rúben Neves estão entre as possibilidades de capitães para a seleção nacional, com Bernardo Silva a ser o jogador mais internacional neste momento.
Miguel Cordeiro, aqui em direto da Cidade do Futebol, em Oeiras, com a convocatória de Jorge Jesus para os dois últimos jogos de Portugal nesta fase da Liga das Nações, a primeira sem CR7.