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Ana faz parte da Quinta do Roseiral. Pergunto-lhe, em primeiro lugar, qual é o grau de dificuldade, apesar de já estar habituada a grandes eventos, de fazer uma recepção para 1200 pessoas, ainda por cima de uma casa real?

Qualquer coquetel de grandes dimensões é sempre um desafio e tem um grande grau de dificuldade, devido não só à dimensão das pessoas que vamos ter presentes no coquetel, como também toda a logística, em termos de empregados, de gastronomia, de comida, como também o peso da responsabilidade que é um coquetel para uma casa real, em que vão estar representadas muitas pessoas e que, da nossa parte, tem que haver muito cuidado. Não deixa de ser uma preocupação e uma grande responsabilidade, se bem que estamos habituados a grandes eventos, eventos de grande dimensão, porque já fizemos eventos de 3000, 4000 pessoas. Mas é sempre um desafio.

Quantas pessoas da sua equipe estão envolvidas neste coquetel que vai ser servido depois da cerimônia religiosa?

Entre empregados da equipe que vai estar a passar o coquetel, equipe de cozinha, equipe de manutenção, rondará cerca das 120 pessoas.

120 pessoas.

Que estão entre manutenção, logística, equipe de cozinha, equipe de copa, equipe de sala. É uma grande equipe.

Qual foi a inspiração para a criação deste coquetel e o que vai ser servido?

A principal inspiração foi aquilo que nos foi solicitado pelos noivos, que quiseram manter a comida tradicional portuguesa e fizeram questão que no coquetel estivesse representada a nossa comida portuguesa das várias regiões do país. E o nosso chef de cozinha fez um menu tendo em conta os nossos ingredientes, que são todos portugueses, e mantendo o tipo de comida que nós costumamos fazer em termos de gastronomia portuguesa. A nossa principal inspiração foi essa.

Pode desvendar-me só uma coisa que vai estar presente nesse menu?

Pronto.

Eu já ouvi dizer que há pastéis de bacalhau.

E pastéis de nata. Isso é a tradição do português, terá que ter sempre. Depois teremos outras iguarias tipicamente portuguesas, em que se destaca o polvo, o choco, o bacalhau vai estar muito presente também. Os ingredientes que normalmente se utilizam na comida portuguesa vão estar presentes no coquetel, desde um arroz de polvo, um bacalhau à Brás, que é comida tipicamente portuguesa, claro, com uma apresentação distinta. Mas mantendo todos os nossos sabores, que para mim, a nossa gastronomia é uma das melhores gastronomias do mundo, não só pela riqueza de ingredientes que temos, como também pela conjugação de sabores que nós fazemos. Desse aspecto, eu acho que por muito que a pessoa viaje pelo mundo, continua a ter um posto seguro em casa e achar que a nossa gastronomia é, de fato, muito boa.

E rica também.

E rica. É também diferente, é mesmo muito rica. Muito variada, que é normal.

Para as crianças, por exemplo, está prevista alguma coisa mais especial?

Está. Vamos fazer uns mini cachorros, uns mini hambúrgueres, que eles vão gostar imenso, uns mini waffles, que é o que os miúdos gostam. Isso também vai passar e acho que eles vão adorar.

Em termos de decoração, é um momento que vai ainda ter lugar no Palácio de Mafra. O palácio já por si dispensa, podemos quase dizer, qualquer tipo de decoração, dada a imponência e a riqueza da estrutura do próprio palácio. Mas vai haver alguns apontamentos de decoração neste coquetel?

Sim, claro que sim. Temos que, embora seja um palácio, e eu costumo dizer que o palácio fala por si, porque é de fato muito bonito e muito nobre. No entanto, temos que isto não deixa de ser um coquetel de um casamento. Um casamento tem decoração e claro que sim, respeitando na íntegra não só o que nos foi solicitado pelos noivos, que querem algo simples, elegante.

Vai haver flores, por exemplo?

Claro que vai haver flores. Em todos os casamentos há flores. Claro que sim. Senão não seria um casamento. Todos os casamentos têm flores e este não foge à exceção. Embora se trate de um casamento real, são dois noivos, duas pessoas que estão a casar, e faz parte de uma decoração de casamento existirem flores, como é evidente.

Dada a simplicidade que em várias entrevistas já foi referida por parte da infanta, em termos de cores, as cores vão ser cores suaves, vão ser cores mais garridas?

Vai ser tons muito neutros, pastel. Será dentro desses tons, sim. Até porque, tendo em conta as pessoas que são, são pessoas que não gostam de opulência, não gostam de simplicidade e gostam de coisas muito simples, muito discretas. Diria que a decoração vai primar pela elegância e pela discrição.

Ana, no dia do casamento, a que horas vai começar a preparar tudo isto?

Em termos de preparativos, será por volta das 07h. É quando eu começo a trabalhar.

Sendo que o coquetel será servido por volta das 16h, 17h, não é?

Sim, será mais ou menos por essa hora, após a cerimônia religiosa