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Temos connosco o Álvaro Covões, da Everything Is New, que promove estes concertos. Bom dia, Álvaro Covões. Obrigada por ter tempo para nós, até porque queríamos que nos explicasse o que se faz a oito horas do arranque do concerto.
Muito bom dia. Felizmente, como tivemos a sorte de ter os primeiros espetáculos desta tour, tudo ficou pronto com muita antecipação e, portanto, agora esta manhã estamos tranquilos, praticamente com pouco que fazer.
Está tudo feito já.
À espera que as pessoas comecem a chegar esta tarde e com muita expectativa também para o primeiro de um dos quatro grandes concertos Coldplay aqui em Coimbra.
Para já ainda está tudo muito calmo, portanto, ainda não há aquela corrida à espera que as portas abram, não é? Vai haver depois procura pelos melhores lugares, seguramente, não é, Álvaro?
Sim, tivemos um pequeno grupo de jovens que chegou ontem à noite já.
E que está acampado aí perto, não é?
E que está acampado à porta, mas isto é um público mais adulto, mais familiar e, portanto, a nossa expectativa é que comecem a chegar cedo a Coimbra. É muito importante que as pessoas cheguem cedo para poderem, de facto, assistir ao espetáculo 100%, conseguir entrar no estádio a horas e assistir a estes grandes três concertos. Há duas bandas, há dois artistas que fazem, digamos, uma primeira parte e depois logo no final da noite os Coldplay.
E os Coldplay. O Álvaro Covões conhece muito bem o mundo da música, conhece muito bem as bandas. O que ajuda a explicar este fenómeno dos Coldplay? Tem uma base de público muito heterogéneo, acredito que haja famílias a comprar bilhete para ver o concerto. A crítica não é propriamente uma grande adepta dos Coldplay. Que fenómeno é este, Álvaro Covões?
Isto às vezes faz lembrar, é como o cinema. Muitas vezes, eu sei que os críticos de cinema às vezes ficam zangados com esta opinião mais popular, mas normalmente quando a crítica é má é quando é muito melhor. E quando a crítica é muito boa, o grande público não gosta assim tanto. Eu acho que os Coldplay, obviamente que não é uma banda jovem, já tem uma carreira com alguns anos, têm grandes canções e acima de tudo conseguem fazer espetáculos espetaculares. É muito interessante.
É mais do que um simples concerto, é um espetáculo mesmo.
É, porque eles inovaram este sistema de distribuir uma pulseira a cada espectador e inovaram este sistema de pôr, neste caso, estes 52 mil espectadores por noite a participarem também como um elemento fundamental do próprio espetáculo, porque eles controlam todas as pulseiras que são distribuídas e com isso conseguem criar um efeito absolutamente extraordinário. Isto, obviamente, juntando com as grandes canções que eles têm, porque mesmo a crítica não gostando, as canções são muito boas e por essa razão também as rádios passam muito.
Claro. A Everything Is New já trabalhou com os Coldplay outras vezes que eles vieram a Portugal. As exigências mudaram muito para a concretização de um espetáculo como este?
Eles são muito preocupados com o produto final que apresentam ao público e, portanto, as exigências estão sempre viradas para o melhor espetáculo que se pode apresentar ao público. E portanto, são exigências muito mais a nível profissional técnico, para conseguir atingir a perfeição de um grande espetáculo para massa.
Portanto, as exigências não são aquelas excentricidades nos bastidores.
Não, senão não teriam esta procura, nem teriam esta carreira tão sustentável. Eles já estão em Coimbra há alguns dias, eles gostam de sentir as cidades onde vão fazer espetáculos e estão com uma grande expectativa destas quatro grandes noites aqui em Coimbra.
Têm andado aí por Coimbra, assim no anonimato, Álvaro?
Têm, eles têm andado aí por Coimbra no anonimato. Porque muitas vezes acabam por passar despercebidos no meio da multidão. Isso é também é muito bom.
Então esperam-se, quem sabe, algumas surpresas e algum toque particular logo à noite com o público, na relação com o público. Vamos ouvir Chris Martin a falar português, provavelmente.
Sim, é engraçado porque ele fala português com sotaque brasileiro. O que torna uma proximidade ainda maior com os portugueses.