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Nós começámos em 2019 e o balanço tem sido muito positivo. Nós já conseguimos oferecer presentes e ajudar cerca de 70 mil crianças até agora. Isto com mais de 100 instituições, que vão variando de ano para ano, mas tem sido um balanço muito positivo porque quer os portugueses, que apoiam muito estas causas e nos têm ajudado muito, até aos colaboradores que tomam este projeto como algo muito seu e gostam de ajudar. A realidade é que estamos com muito poucas cartas por apadrinhar e até dia 6 de janeiro, Dia de Reis, nós vamos ter aqui aberto e acredito que vamos chegar aos 100% de apadrinhamentos este ano.

Este ano está muito próximo de chegar aos 100% de apadrinhamentos. Para quem não conhece a iniciativa, crianças carenciadas enviam as cartas com os desejos de Natal, que estão disponíveis para toda a gente ver no site dos CTT, e qualquer pessoa pode oferecer uma prenda com os desejos de Natal destas crianças. E eu gostava de saber qual é que foi o número de prendas oferecidas até ao momento.

Nós até ao momento já oferecemos mais de 1800 presentes. Faltam pouco mais de 100 para oferecer. Só tem que ir ao site painatalsolidario.pt, onde há cartas de crianças carenciadas para escolher uma carta e depois ver o presente que a criança escolhe. Tem três dias úteis para ir comprar o presente, entregar numa loja CTT e depois os CTT oferecem a embalagem e a entrega à instituição ou à criança, porque isto podem ser crianças que vivem na instituição ou crianças que são apoiadas, a família é apoiada e apesar de não estar na instituição, está com a família e a instituição apoia. E todos estes apadrinhamentos são anónimos. O padrinho ou a madrinha nunca conhece quem é a criança e a criança também não conhece quem é o padrinho. Ou seja, nós podemos estar a comprar um presente aqui em Lisboa que poderá ir para uma ilha, ou para norte, ou para sul. Não há contacto entre as crianças e os padrinhos e as madrinhas.

Portanto, são os CTT que tratam de toda a intermediação.

Os CTT disponibilizam as cartas, as pessoas vão comprar o presente, entregam numa loja CTT, nós fazemos uma embalagem, os presentes têm que ser novos, não podem vir embrulhados. Não queremos que tenha cartões que possam identificar os padrinhos, por razões de segurança óbvias das crianças. E depois nós fazemos o envio para as instituições, que no dia de Natal dão às crianças, quer sejam crianças institucionalizadas ou crianças que vivem em casa dos pais e a instituição vai entregar o presente.

E em relação ao ano passado, os números têm-se mantido constantes, tem existido um aumento ao longo dos anos também? Como é que tem sido?

O número estabilizou muito. Aqui ao princípio, em 2009, ainda não tínhamos esta possibilidade de ter redes sociais e de ter um site para apadrinhar as cartas, por isso tínhamos as cartas expostas nas lojas e as pessoas iam escolher na loja CTT a carta. Agora, assim que começámos a ter redes sociais e a pôr as cartas no site, tornou-se tudo muito fácil, tanto que nós chegamos muito perto dos 100% de apadrinhamento. Ultrapassamos muitas vezes os presentes. Imagine, temos 1900, 2000 crianças com presentes, muitas vezes damos 2200 presentes, porque há crianças que às vezes recebem mais que um, são apadrinhadas mais que uma vez as cartas. E o número tem estabilizado. Nós andamos sempre à volta dos 1900, 2000 presentes entregues por aí.

E a perspetiva é desta iniciativa continuar?

A perspetiva é continuar e se possível, todos os anos aumentar o número de instituições e de crianças que possamos ajudar.