Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
A Fórmula 1 vai regressar a Portugal e poderá ter público nas bancadas.
O Mundial de Fórmula 1 regressa a território português, vai ser entre os dias 23 e 25 de outubro. O presidente da Federação de Automobilismo e Karting de Portugal, Nia Mouzinho, já confirmou que deverá haver público nas bancadas, sendo que a organização está agora a trabalhar com vários cenários e de acordo com a situação da pandemia de Covid-19 em Portugal. Junta-se agora a nós neste jornal Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, a quem começo por perguntar qual vai ser o investimento feito pelo Estado português para esse regresso da Fórmula 1 a Portugal.
Olá, viva, muito boa tarde. O Turismo de Portugal tem um pré-acordo com o Autódromo Internacional do Portimão, no sentido de garantir o financiamento da repavimentação de todo o autódromo. Essa repavimentação está orçamentada em cerca de 1,5 milhões de euros e é nestes termos que neste momento estamos a ultimar um acordo.
Sra. Secretária de Estado, qual vai ser o impacto financeiro que diz respeito ao retorno deste investimento?
O impacto económico ainda está a ser analisado. Temos vários exercícios. O primeiro exercício é aquele que depende apenas e tão só das equipas e se assim for o caso, não será o caso, porque nós já dissemos que à partida vamos ter público. Aliás, não é à partida, está a ser trabalhado esse cenário com o público. Portanto, sem público, nós teríamos um impacto na ordem dos 30 a 40 milhões de euros. Sendo certo, como eu dizia há pouco, estamos a trabalhar com a Direção Geral de Saúde e com todas as entidades competentes, no sentido de termos público. Trata-se de um espaço que pode acolher cerca de 100 mil pessoas e estou confiante que se a situação epidemiológica evoluir favoravelmente, como todos queremos que assim aconteça, que vamos ter público na bancada e não apenas 10 ou 20%, gostaríamos ter muito mais.
Mas portanto, o governo admite que se a situação piorar, esse cenário ainda pode vir a ser revisto?
Nesta altura, como eu dizia, estamos a fazer vários cenários, a trabalhar vários cenários com a Direção Geral de Saúde. Todos esses cenários preveem público, naturalmente, com cargas distintas, sendo certo que tratando-se de um espaço outdoor, portanto, ao ar livre, com uma capacidade de 100 mil pessoas, estamos em crer que teremos público na bancada e espero que seja em elevada quantidade. Estou convencida que tratando-se de um espaço de 100 mil pessoas, encontraremos naturalmente um registo que cautele, por um lado, a segurança sanitária que se impõe por estes dias e, por outro lado, que reconheça aqui a notoriedade de uma prova e que é uma prova rainha, é uma prova muito ambicionada por nós. Há 24 anos que não tínhamos esta prova no território nacional.
E qual a importância do regresso desta prova rainha do automobilismo a Portugal, numa altura em que se atravessa esta fase difícil do turismo português, relacionado também com esses efeitos da pandemia de Covid-19?
O turismo é um setor de pessoas para pessoas e nós no turismo trabalhamos diariamente para criar boas impressões, boas memórias naqueles que nos visitam. Nunca deixamos de trabalhar, muito pelo contrário, trabalhamos até mais arduamente nestes tempos difíceis. E este é justamente o reflexo ou é o resultado desse mesmo trabalho. Esta negociação já decorria há alguns meses, até numa fase pré-pandemia, e encontramos agora uma janela de oportunidade excelente para poder materializar. E portanto, em outubro, cá estaremos todos para celebrar esta grande vitória. Acho que é um grande reconhecimento do esforço de todos os portugueses. É esse o mote que nos distingue, foi o resultado de um trabalho em equipa.
Este regresso da Fórmula 1 a Portugal está relacionado também com o facto de Portugal apresentar condições que outros autódromos noutros países não apresentavam, também questões sanitárias. Isto pode significar que a Fórmula 1 pode estar em Portugal agora de forma regular daqui para a frente ou para já é passo a passo e esta é apenas uma situação que vai acontecer este ano e terá de ser depois negociado nos anos seguintes?
Tudo que fazemos é passo a passo e é a muito custo. Estamos agora focados na realização da prova no ano de 2020, já em outubro, e o Turismo de Portugal continuará a apoiar todos os eventos que coloquem Portugal num patamar de excelência, ajudando a projetar a imagem de um país seguro, de um país amigo do turismo. É preciso dar nota que Portugal foi reconhecido há três anos consecutivos como sendo o melhor destino turístico do mundo e portanto, essa medida o Turismo de Portugal tem vindo a financiar e a acarinhar projetos de projeção internacional. Fê-lo este ano e continuará a fazê-lo, com certeza, nos próximos anos. É assim que temos trabalhado anualmente, diariamente, aliás.
Ainda hoje ficamos a saber dessas novidades que vieram do Reino Unido, o facto de os britânicos manterem Portugal na lista de países com restrições nas viagens por causa da Covid-19. O ministro dos Negócios Estrangeiros já lamentou esta decisão do governo britânico. Como é que a Secretaria de Estado do Turismo reage também a esta notícia de hoje?
Eu acho que mais do que estarmos aqui a evidenciar posições de governo, de governos, em particular aqui do governo do Reino Unido, importa dar nota que Portimão foi escolhido para esta prova, não só pelo esforço que foi feito deste lado, mas também pela preferência, atendendo à preferência do público internacional. A FIA lançou ainda há pouquíssimo tempo um desafio para identificarem localizações interessantes para a realização desta prova e o Algarve destacou-se face a todos os outros destinos concorrentes. Neste caso, Portimão destacou-se. E portanto, mais do que estarmos a discutir as decisões dos governos, é importante dar nota que esta foi uma decisão de um operador económico, da FIA, foi uma decisão do público e que o público acredita que Portugal é um destino seguro e é nesse registo que temos vindo a trabalhar e continuaremos seguramente a vir a trabalhar. Continuam a chegar muitos aviões a Portugal e continuamos a acolher todos de braços abertos.
Portanto, não fica preocupada para já com esta decisão?
Claro, não se trata de uma preocupação. Evidentemente que todos ficaríamos muito mais felizes, e trabalhamos justamente para que isso tivesse acontecido, se a decisão fosse favorável ou estivesse alinhada aos bons números que temos. Continuamos a não entender o critério, facultamos ainda assim toda a informação que foi solicitada pelo governo britânico e continuaremos a trabalhar de modo a garantir que o governo britânico e outros acreditem que Portugal é um destino seguro e que a nossa situação epidemiológica tem evoluído favoravelmente. Os números não enganam, os números dizem isso mesmo e portanto continuamos a trabalhar para que isso continue a acontecer.
A trabalhar também do ponto de vista diplomático? Sra. Secretária de Estado, queria perguntar-lhe se esse é um trabalho também do ponto de vista diplomático.
Este é um assunto que deve ser tratado a três níveis: político, diplomático e técnico. Portanto, são esses três níveis que o assunto tem vindo a ser gerido, quer com o governo britânico, com os outros estados também, que decidem ter listas verdes, ou amarelas, ou vermelhas. Tem sido sempre esse registo.