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15 minutos antes da meia-noite, menos uma hora nos Açores. A dupla queniana Duma não vai tocar num palco normal. O concerto vai acontecer numa garagem. A escolha do local não é ao acaso. Márcio Laranjeira, um dos diretores do festival, garante que o Festival Tremor é mesmo assim.
Vários dos espaços mais nobres da cidade, como o Coliseu ou o Teatro Micaelense, até espaços inusitados, como são a Garagem Varela ou como são o Solar da Graça. Não é um lugar apenas com uma cara, é um lugar com muitas caras.
Várias caras que não se mostram apenas através da música. O Tremor também oferece cinema, conversas e workshops. Os Cocanha, por exemplo, vêm aos Açores de propósito para mostrar a tradição do sul de França. Mas o Tremor não fala apenas em estrangeiro. Márcio Laranjeira conta que toda a comunidade açoriana faz questão de deixar uma marca.
Está muito presente na organização, também está muito presente como artistas. Temos vários artistas residentes no arquipélago que estão a participar do festival, como os UC ou o Jonathan.
Açores em força, numa altura de preocupação. O arquipélago vive uma crise sísmica neste momento, mas esses são tremores que não entram no festival.
As pessoas, principalmente as pessoas do continente, olham para os Açores como um todo, mas como Ponta Delgada está a uma distância ainda considerável do epicentro e faz parte do outro grupo, até agora ainda não tivemos nenhum cancelamento. Esperamos não ter e também que o próprio público não tema vir ao festival.
Que não tema, mas que venha para tremer. O primeiro concerto arranca com Tristane, às 21h30, mais uma hora no continente.
Sinto o chão