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Aqui a Base Aérea nº 5 de Monte Real é um dos pontos onde quem precisa pode vir tomar banho ou tomar uma refeição. Comigo tenho a porta-voz, comandante Capitão Patrícia Fernandes da Força Aérea. Obrigado por estar aqui conosco. Como é que têm sido estes dias aqui vividos na base aérea, no que diz respeito às pessoas que têm vindo aqui, o que é que têm procurado?
Basicamente, a partir do momento em que as pessoas começaram a perceber que havia esta possibilidade de banhos e de alimentação, tem elevado o número de pessoas que se aproximam a solicitar esses serviços e têm a possibilidade de tomar banhos quentes, ou então de solicitar refeições em regime de takeaway, para que possam melhorar um pouco as suas condições que neste momento se vive aqui nesta zona de Leiria.
Sabe me dizer quantas pessoas é que já vieram aqui nos últimos dias?
Sim, temos mais ou menos a contabilização de 300 pessoas para banhos e perto de 120 refeições.
Como é que está a afluência? Ou seja, sente-se que há menos pessoas a vir conforme a energia e a água, tudo isso vai voltando um bocadinho à normalidade ou a afluência ainda continua a ser a mesma?
Na verdade, vai subindo, porque temos feito um esforço de divulgação, mas as pessoas nesta zona estão sem acesso às comunicações e basicamente passa pelo conhecimento que vão tendo, falando com determinadas pessoas, ou então nós temos feito alguma divulgação aqui na zona, e por isso é que vai aumentando. Mas estamos a contar, efetivamente, que com a reposição dos serviços que comece a diminuir no entretanto.
Aqui a base aérea tem um espaço específico, apesar da destruição que é visível, há um espaço específico para essas pessoas, como é que está a funcionar logisticamente lá dentro?
Em termos de banhos, será em um balneário, portanto, que as pessoas podem usar. No que diz respeito às refeições, será em regime takeaway. As pessoas fazem uma reserva antes, quer para o almoço, quer para o jantar, e depois recebem aqui na entrada da porta de armas as refeições.
Vêm aqui levantar. No que diz respeito à destruição, é bastante visível. Imagino que ainda seja cedo para haver algum desenvolvimento daquilo que se passou há praticamente uma semana. Como é que têm sido os trabalhos de limpeza, como é que tem sido o dia a dia na base?
O dia a dia tem sido como nesta zona toda no geral, portanto, é remoção de destroços. Nós temos estado com equipes no interior da unidade, foi feito esse trabalho de remoção de destroços e que depois se estendeu às zonas envolventes. No apoio à comunidade também para limpeza das suas casas, de entulhados, tem sido um apoio que temos dado também à comunidade nesse sentido, de remoção desses destroços. A unidade em si mantém a sua atividade e obviamente que o serviço de defesa aérea nunca esteve comprometido. A Força Aérea continua a manter-se no ar e a cumprir com as suas missões.
Ainda não há um valor calculado de prejuízos causados nesta base pela tempestade.
Neste momento, ainda não. Ainda está a ser feito um levantamento.
Capitã Patrícia Fernandes, muito obrigado por ter estado conosco aqui a falar-nos daquilo que tem sido o apoio da Força Aérea também às populações da região que têm sido afetadas por esta tempestade.