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Contamos agora, em directo, com a participação do presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria.

Jorge Vala, obrigada por estar conosco. Compreendo que a estrutura de missão ainda não tenha dito às construtoras para onde devem mobilizar os operacionais.

Boa tarde a todos. A estrutura de missão entrou em pleno funcionamento hoje. Portanto, eu penso que depois de uma avaliação e de um trabalho de campo que todos os autarcas estão a fazer, estaremos em condições de continuar a colocar trabalhadores e voluntários, porque felizmente, durante esta semana têm sido milhares os voluntários que têm vindo até a nossa região. E também, naturalmente, os donativos por parte de um país solidário, que mais uma vez se comprova estar bem presente nestes acontecimentos.

Mas vai contactar ou já foi contactado pela estrutura de missão no sentido de melhor agilizar esta ajuda?

Estivemos presentes numa reunião primeira anteontem. A estrutura de missão ontem passou uma parte do seu tempo a reunir exactamente com estas entidades, com reuniões de trabalho para operacionalizar todo este processo. Estamos a falar, de facto, de muitos trabalhadores que são necessários, para o qual é necessária uma logística com grande dimensão, e que esperamos ainda esta semana que comecem a chegar ao terreno e comecem a resolver os muitos problemas que a nossa região infelizmente tem e que urge resolvê-los. Eu relembro que a região de Leiria é também o coração da economia do país. Este parar de empresas está também a fazer parar outras empresas.

É um efeito em cadeia.

Em todo o mundo.

Dizia que faltam profissionais para ajudar e o que é que, para além dos profissionais, ainda está a faltar?

O principal problema que temos neste momento, e que algumas destas unidades que ficaram sem cobertura, que têm as máquinas cobertas sem plásticos e que precisam urgentemente de começar a trabalhar, é que um dos problemas tem a ver com a falta de energia ainda em muitos dos concelhos da região de Leiria. Eu lembro que, por exemplo, Leiria ainda tem cerca de 30 mil clientes da ERREDES sem fornecimento de energia eléctrica. Mas temos, praticamente em todos os concelhos, sobretudo no norte da região, percentagens muito elevadas, 36% em Figueiró dos Vinhos, 30% em Pedrógão Grande, 40% em Pombal, mais de 15 mil clientes sem energia eléctrica. E já passou uma semana. Portanto, esta semana foi uma semana diabólica também para os trabalhadores da ERREDES. Estão no terreno mais de 1200 trabalhadores e algumas empresas contratadas. No entanto, achamos que agora, quando começamos a olhar para a necessidade de recuperar, uma semana depois, ainda falta recuperar muito e precisamos urgentemente, aqui sim, de um trabalho muito mais robusto por parte da ERREDES, que naturalmente, embora tenha sido informado pelo presidente da ERREDES que provavelmente antes do final do mês este processo não está concluído, mas o não estar concluído, naquilo que foi o sentimento com que ficamos, era haver pontualmente em cada concelho algumas habitações ou algumas empresas sem energia. Estamos a falar da nossa região de mais de 65 mil clientes, o que ainda é muito significativo uma semana depois.