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A equipa termina a fase de grupos sem qualquer derrota, conseguiu três empates que garantiram o apuramento para os 16 avos-de-final do Mundial de Futebol, num grupo com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, isto logo no primeiro campeonato do mundo em que Cabo Verde garantiu um segundo lugar histórico no grupo. Recebemos agora em direto, neste jornal das 11h, Miguel Fortes, é presidente da Associação Caboverdiana do Seixal. Bom dia. Não sei se já tem o sono recuperado depois da festa, imagino, ontem, depois do jogo de ontem à noite.

Bom dia, Luís Soares. Olha, eu por acaso só agora que eu levantei da cama, nem sequer ainda tomei o pequeno-almoço, porque realmente nós vivemos o jogo com muita emoção e o peso também de ver Cabo Verde onde nós chegamos, foi muito grande e ficamos até às tantas.

Foi uma noite de muita festa?

É, muita festa. Ficamos a vibrar, a gritar, a pular, porque realmente é um feito histórico para Cabo Verde e os caboverdianos.

Esperavam que Cabo Verde conseguisse passar esta fase de grupos?

É assim, nós esperamos sempre. Como o nosso mister diz, que fé e foco nós temos que ter até os últimos minutos. Mas também nós, quando dizemos que é um feito histórico, temos de ver a capacidade dos nossos jogadores e a capacidade dos jogadores adversários que nós temos espanhado desde o primeiro jogo da Espanha. E quando ultrapassamos a barreira da Espanha, dissemos: "Bom, já vamos pensar em mais um empate com o Uruguai". Passamos o Uruguai. Dizemos: "Bom, o jogo de ontem era um jogo muito complicado para nós, porque tinha dois jogos que disputavam o terceiro lugar ao mesmo tempo". Nós estávamos com o telemóvel aberto a ver o jogo da Espanha no telemóvel e televisão a ver o jogo de Cabo Verde.

Claro, a fazer contas. E agora a Argentina, como é que está a confiança para esse jogo que a partir de agora, enfim, são jogos decisivos cada um deles?

São jogos mais difíceis, mas ao pensar na Argentina como candidata ao título, que já teve dois a três mundiais, nós não vamos pensar na equipa, vamos pensar em não sofrer gols, não ter uma derrota pesada, sabendo com quem que nós estamos a jogar. Nós temos a Argentina, a seleção da Argentina e o Messi. São duas equipes que estão lá no campo. E nós temos de ver que argumentos aqueles que nós temos para poder controlar, sabendo que é difícil, mas controlar para não ter uma derrota pesada. Se tiver possibilidade de ter um novo empate, melhor ainda.

Mas depois vai ter que ir às grandes penalidades e vai ser ainda mais sofrimento. Já está a preparar a festa ou a forma como vão acompanhar esse jogo no dia 3 de julho, o jogo vai ser às 11 da noite?

É assim.

Ainda não teve tempo de pensar nisso.

No dia 3 de julho, nós vamos ter uma reunião hoje, da direção, que é uma reunião normal, para tratar de algumas questões e vamos organizar o que é que nós vamos poder fazer, também com a Câmara Municipal do Seixal, com a Junta de Freguesia de Amora, porque são os nossos parceiros locais e também com alguma proximidade aqui no concelho e vamos organizar, fazer qualquer coisa.

Para acompanhar a partida.

Para acompanhar a partida.

Miguel Fortes, muito obrigado por ter estado em direto conosco. Miguel Fortes, presidente da Associação Caboverdiana do Seixal, depois do apuramento de Cabo Verde para os 16 avos-de-final do Campeonato Mundo de Futebol. O jogo com a Argentina está então marcado para o dia 3 de julho, às 11 da noite, hora de Lisboa