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Junta-se em direto aqui ao jornal do meio-dia, Rui Machado, é treinador precisamente do Nuno Borges, a quem agradeço desde já a disponibilidade para estar conosco. Rui Machado, muito bem-vindo. Obrigado por ter aceitado o nosso convite para estar aqui conosco. Gostava de lhe perguntar, em primeiro lugar, se o Nuno Borges está pronto e se está confiante numa vitória hoje importantíssima.

Boa tarde, obrigado pelo convite. Sim, o Nuno é um jogador supercompetitivo, que está sempre pronto em qualquer circunstância para competir e para dar o seu melhor. É isso que nos tem habituado nos últimos tempos. É a primeira vez que joga uma meia-final, mas não tenho dúvidas que estará pronto para enfrentar o desafio da melhor maneira com o seu melhor ténis.

Gostava de lhe perguntar se esta questão de poder jogar a final com Rafael Nadal, ainda não sabemos se será ou não, mas se pode ser também um aliciante, uma vitamina para que o Nuno Borges mais logo dê ainda mais de si para conseguir a vitória.

Sem dúvida, o Nuno é um jogador que efetivamente está a viver o sonho de criança, de ser profissional de ténis, está no auge da sua carreira e ele gosta de viver intensamente todos os momentos e aproveitar todos os momentos e as possibilidades já com Nadal na final, certamente é algo que ele adoraria e que gostaria de enfrentar esse desafio. Por isso, não tenho dúvidas que ele vai estar supermotivado para que isso possa acontecer. Não dependerá só dele, dependerá que o Nadal ganhe também, mas eu acho que ele agora, neste momento, estará focado em fazer a primeira final da carreira.

Olhando para o adversário do Nuno Borges, porque antes de olharmos para Rafael Nadal, há primeiro o Thiago Tirante. Não vamos queimar etapas, como se costuma dizer. Olhando para Thiago Tirante, o que é que nos pode dizer deste adversário argentino? Até porque já jogou contra um português neste Open, jogou contra o Jaime Faria, foi a estreia no torneio, uma vitória por 3-6, 6-1 e 6-4, uma hora e 58 minutos. O Nuno Borges pode encontrar aqui também algumas das dificuldades que o Jaime encontrou no início do torneio?

Sem dúvidas. Os jogadores argentinos em terra batida são sempre superperigosos. Têm provavelmente a melhor mentalidade competitiva em terra batida do circuito e é isso que o Nuno tem que estar preparado. Vai ter que enfrentar um grande desafio, apesar do Tirante ter tido também jogos bastante duros e possivelmente poderá estar um pouquinho desgastado, mas nós sabemos que andamos no circuito, sabemos que isso para uma mentalidade argentina não tem grande importância. E ele terá que certamente aplicar o seu melhor ténis. Mas ele sente-se muito bem, sente-se cada vez a evoluir mais, cada vez a jogar e ganhar contra melhores jogadores, por isso acho que estou bastante otimista quanto ao jogo de hoje, pelo menos quanto à preparação do Nuno.

O Nuno Borges consegue aqui pela primeira vez chegar a uma meia-final, consegue igualar nomes como João Sousa, Pedro Sousa, fica aqui a apenas uma de apanhar o Gastão Elias. O João Sousa está um pouquinho mais afastado, o Frederico Gil teve três meias-finais. Qual é agora o objetivo para o Nuno Borges? É conseguir pelo menos chegar ao segundo lugar ou tentar ainda atingir o João Sousa? Qual é o grande objetivo agora, tendo em conta que este marco na carreira também já foi ultrapassado?

Certo, o Nuno neste momento, em termos de ranking, é o segundo melhor jogador português de todos os tempos. Eu acho que ele não estará focado, pelo menos nós não trabalhamos nesse sentido, de estar focado em bater recordes em Portugal, mas sim de explorar o máximo do seu potencial. Estamos a fazê-lo, estamos todos os anos a evoluir e eu acho que esse é o principal foco. Se acrescentando a que temos um país pequeno e ainda não com muitos resultados, formos escrevendo algumas páginas da história do ténis português, melhor ainda, porque é sempre bom ser uma referência no nosso país, mas não é esse o foco principal. O foco principal é desenvolver ao máximo e não nos queremos quebrar barreiras também.