Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Boa tarde. Presumo que, infelizmente, não conseguiremos estar em contato direto com muitas portuguesas e portugueses, mas presumindo que, ainda assim, a mensagem, através do vosso trabalho, conseguirá chegar à casa de todos, dizer-vos que lamentamos muito este episódio, que aflige muito daquilo que é o dia a dia dos portugueses. Sabemos que a origem não teve lugar em Portugal e desde a primeira hora que o governo vem acompanhando, com todas as autoridades nacionais e internacionais, esta situação e este apagão, este corte de energia que foi completamente inesperado e imprevisto. O Conselho de Ministros está reunido há mais de duas horas. A reunião vai continuar. Eu sairei por momentos para ir ao centro de operações da REN tentar, presencialmente, recolher ainda mais informação do que aquela que já tivemos ocasião de recolher. Temos o sistema de segurança interno com a sua célula de crise ativa. Temos os Serviços de Informações da República a recolher todas as informações para podermos ter ainda uma maior compreensão da origem deste problema. Tive a ocasião de manter sempre informado o senhor Presidente da República. Estamos também a informar a Assembleia da República, através da Assembleia da República, todos os partidos com assento parlamentar. Tive também já a ocasião de falar por duas vezes com o secretário-geral do Partido Socialista e tive também a ocasião de falar já várias vezes com o presidente do governo espanhol. Queria também pedir às portuguesas e aos portugueses que confiem no trabalho que estamos a desenvolver para, do ponto de vista da nossa capacidade e autonomia, a partir dos nossos centros de produção elétrica nacionais, podermos repor a situação nas próximas horas. A nossa expectativa é que ainda hoje toda a situação seja restabelecida. E para isso, é importante que neste momento, que sabemos que é difícil, que sabemos provoca sempre alguma intranquilidade, possa haver calma, possa haver espírito de solidariedade. Não é um bom caminho estarmos a acelerar consumos que não são necessários, porque devemos concentrar-nos em acudir às situações que são mais urgentes e emergentes. Nós próprios, através das zonas de maior pressão do nosso Serviço Nacional de Saúde, do nosso sistema de transportes, das nossas infraestruturas mais críticas, estamos a concentrar naquilo que é mais urgente todos os nossos esforços, sem embargo de querermos, tão rapidamente quanto possível, restabelecer toda a situação.

O ainda hoje é válido para o restabelecimento total?

Estamos a trabalhar nesse sentido. Neste momento estamos com a expectativa, e é isso que eu vou tentar agora perceber ainda melhor nesta visita à REN. Estamos com a expectativa de que, a partir da central de Castelo de Bode e da Tapada do Outeiro, todo o sistema de produção elétrica em Portugal possa ser ativado e que, nas próximas horas, as portuguesas e os portugueses possam ver restabelecida a sua ligação.

Qual é a situação mais crítica?

Neste momento, aquilo que é crítico são as unidades de saúde, é o sistema de transportes. Todas as situações que nos foram relatadas estão neste momento ultrapassadas, nomeadamente passageiros que estavam em composições ferroviárias, no metrô, que já foram evacuados. Sabemos que com o aproximar do final do dia e com o regresso das famílias, das pessoas que estão a trabalhar, dos alunos que estão nas escolas, a casa vai haver algumas complicações de trânsito e, portanto, queremos que todos possam ter aqui uma dose de compreensão acrescida. Há também dificuldades relativamente ao abastecimento de combustíveis e, portanto, é preciso também ter aqui uma compreensão redobrada enquanto todo o sistema não for restabelecido e, portanto, toda a situação não for normalizada. Serão algumas horas e é preciso termos todos paciência, porque objetivamente a situação é muito incômoda, mas não é também razão para alarme, não é razão para estarmos a ter comportamentos diferentes daqueles que um dia normal nos proporciona, sendo certo que eu também gostaria de poder dizer já a hora exata que todos podem tornar a ter acesso à energia elétrica.

Já percebeu melhor o que é que poderá estar na origem deste apagão?

Nós não temos informação. Sabemos que a origem não foi em Portugal. Como sabemos, nós temos a nossa interconexão com a Espanha e tudo aponta que foi daí que se originou toda esta situação, mas eu não quero estar a especular. Há também um trabalho que está a ser conjunto com o governo espanhol no sentido de compreendermos melhor tudo isso. Temos os nossos serviços de inteligência também a procurarem aprofundar tudo aquilo que possa estar na origem da situação. Aquilo que posso dizer é que, neste momento, aquilo que nos concentra mais atenção é a reposição da capacidade das pessoas terem acesso à energia elétrica e é acudir às situações mais urgentes. Não quero com isto dizer que não estejamos a trabalhar, em simultâneo também, na procura de compreender as causas que originaram tudo isto.

Não está afastado um ataque cibernético na origem desta falha?

Eu creio que é importante dizer que não está nada afastado, mas não há nenhuma indicação também que aponte nesse sentido.

Esteve em contato com a REN nos últimos minutos? Pergunto porque temos a informação que a REN estará a dizer que poderá demorar uma semana a reposição total e também algumas informações sobre a origem.

Nós vamos agora para a REN, já tivemos vários contatos e portanto atualizarei essa informação quando estiver na posse agora dos elementos que me vão ser facultados lá presencialmente. Mas creio que essa informação não se confirma, mas não quero estar a contrariar, se diz que ela veio de lá, mas não tenho essa informação.