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João Carvalho, do Festival Paredes de Coura. João, estamos aqui em vésperas do regresso dos Coldplay a Portugal, uma grande expectativa para ver uma banda que entretanto cresceu tanto. E você que os trouxe pela primeira vez a Portugal, 2000, Festival Paredes de Coura, ainda recordas alguma coisa desse concerto?
Recordo a necessidade de afirmação que eles tinham, porque já eram um fenômeno da pop britânica, estavam em número um no top 10 e passaram metade do concerto a dizer: "Vocês não nos conhecem, mas estamos em primeiro lugar no top britânico". Era uma banda de gente simpática, mas já se adivinhava ali um grande potencial e muito confiantes. Lembro-me perfeitamente de eles estarem em palco e serem um bocadinho frustrados porque ninguém os conhecia, mas as pessoas estiveram a ver religiosamente, como sempre acontece em Paredes de Coura. Paredes de Coura tem essa vantagem nas pessoas.
Lembras-te alguma coisa de como foi contratar a banda? Seguramente quando os contrataste ainda não estavam nessa posição no top. E também deve ser muito grande a diferença de cachê dessa altura para esta.
Muitos milhões depois, não é? Na altura, foi uma banda que custou 20, 25 mil euros. Portanto, o que hoje eles devem gastar em gasóleo. Em gasóleo, não, em gasolina. No jato privado, devem gastar isso em gasolina, acho que os aviões já andam a gasolina. Portanto, sim, hoje são uma banda estratosférica, esgota estádios em todo o mundo.