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Na reação que podemos ter em quente é que, olhando para este anúncio, olhamos com bastante preocupação. Nós não estamos a ver uma situação que seja minimamente viável antes do dia 5 de maio. Portanto, a restauração irá viver até essa altura, naturalmente, muitos empresários vão optar por abrir por uma questão de necessidade de liquidez imediata, nas situações muito condicionadas. Nós entendemos que as situações que estão apresentadas até essa data não dão condições mínimas para os restaurantes trabalharem de forma viável, porque irão trabalhar numa situação muito reduzida, mas que, de certa maneira, acaba por ser uma forma minimamente dos empresários poderem fazer algum encaixe financeiro, porque nesta fase já estamos a falar de um ano em que seis meses, praticamente, os restaurantes se mantêm totalmente encerrados. Portanto, aquilo que temos a dizer, mesmo em relação aos níveis que estão fixados para a alteração da condição de os estabelecimentos estarem ou não abertos, são de tal ordem baixos e colocam a restauração numa posição de enorme dificuldade. Vamos andar sempre em sobressalto, num abrir e fechar permanentemente. Diria que mesmo depois do dia 5 de maio, a restauração vai, pensamos nós, até ao final do ano, viver em sobressalto. E aquilo que apelamos é que o Governo encontre medidas adequadas para fazer face a esta dificuldade, que já estamos a perceber e vamos experimentar, vai ser muito grande e vai ser muito para além do dia 5 de maio, porque pelas projeções que temos vindo a fazer, vamos assistir claramente a períodos de encerramento e de reabertura de 15 em 15 dias. Se não forem devidamente apoiados, vai ser uma dificuldade tremenda, até porque neste momento o setor da restauração já está numa situação de total rutura. Já não está a conseguir fazer face aos compromissos mais básicos e tem beneficiado de uma certa facilidade que os senhorios têm dado. Até dizemos que é quase uma moratória forçada que estão a ter, mas que essa situação já está ultrapassada e que neste momento até já são os trabalhadores que já não conseguem receber os seus salários na íntegra. Dívidas ao Estado começam a aparecer, começa a ser um problema realmente grave. Estamos perante uma situação de rutura e aquilo que estamos a pedir é que o Governo amanhã, ao anunciar os apoios, sejam realmente bastante robustos, sejam alargados, que haja um espetro ainda mais alargado do que aquilo que temos vindo a observar. Uma grande maioria, estamos a falar de mais de 50% dos empresários, não estão a receber apoios minimamente aceitáveis para manter a sua operação a funcionar. Pedimos também, em função dos apoios, mesmo para as empresas que já eram elegíveis, que sejam bastante reforçados, porque já em 2020 foram muito insuficientes e agora com esta situação toda, que já estamos a prever que vai entrar pelo segundo trimestre do ano e que se vai prolongar até o final do ano. Já estamos a analisar e a ver um ano ainda pior que o ano passado.