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A Ministra da Administração Interna rejeita renunciar os aumentos salariais com os polícias, avisa que as negociações estão fechadas e até descreve o acordo assinado entre o governo e as forças de segurança como excelente. Por isso, na Rádio Observador, vamos falar com o presidente do SINAPOL, Sindicato Nacional da Polícia. Bom dia, Armando Ferreira. Em primeiro lugar, como reage às declarações da Ministra da Administração Interna, Margarida Blanco, à Sic Notícias?
O Sindicato Nacional da Polícia não pode aceitar que três sindicatos da PSP ponham em causa o todo dos seus profissionais. E a senhora ministra, ao utilizar esse argumento, só está a dar força àquilo que o SINAPOL sempre disse desde o início, que qualquer acordo que fosse um mau acordo, não deveria ter sido assinado. E esse, neste momento, acaba por ser o problema, é ter havido quem assinasse o acordo e agora a senhora ministra estar a usar isso como ferramenta para não abrir negociações justas e corretas, que deveria fazer neste momento com os polícias, após os polícias terem verificado que, afinal, para alguns, há mais cêntimos para além dos €300 e para outros nem mais um cêntimo do que os €300, como foi o caso dos profissionais da Polícia de Segurança Pública e também da Guarda Nacional Republicana. Portanto, não podemos aceitar que o governo esteja dessa forma intransigente, fechado à abertura de uma negociação importante que visa corrigir mais um erro que foi praticado pelo governo.
Negociar para a Ministra da Administração Interna parece estar fora de questão. O sindicato ameaça voltar a sair à rua em protesto?
O sindicato não ameaça novos protestos. O sindicato afirma categoricamente que haverá protestos se no decurso do ofício que vai chegar hoje ao Ministério da Administração Interna e ao gabinete do senhor primeiro-ministro, até setembro, não forem abertos procedimentos negociais extraordinários. Não se trata de ameaçar, trata-se de afirmar de forma categórica e muito pragmática, os polícias sairão à rua em setembro para demonstrar o seu descontentamento. Isso é algo que não é uma ameaça, é de fato uma afirmação e uma promessa que fica, porque não podemos aceitar que, mais uma vez, mais um governo diferente, os polícias sejam destratados, sejam desconsiderados e sejam, mais uma vez, postos de lado no que diz respeito à valorização das suas carreiras profissionais. E isso, para nós, é inaceitável