Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A TAP agravou os prejuízos em €590 milhões para €701 milhões até setembro. Sabe-se ainda agora, de acordo com os dados que a TAP divulgou, que a companhia recebeu €582 milhões do Estado e há também menos 729 trabalhadores na empresa. Henrique Louro Martins, o que é que estes dados nos podem dizer e o que é que significam para o futuro da empresa e para o futuro dos trabalhadores?

Em primeiro lugar, boa tarde. Estes resultados são extremamente preocupantes, tendo em conta a situação pandémica que vivemos atualmente e são o reflexo da pouca atividade que a TAP tem vindo a fazer. É mais um sinal que o nosso sindicato tem vindo a defender, que é uma injeção de capital por parte do Estado. É aqui, possivelmente, a resolução destes problemas, porque não é com reduções salariais, nem com despedimentos, que a TAP sairá vencedora deste desafio.

O que é que já sabem, neste momento, do plano de reestruturação da TAP?

Neste momento, não sabemos nada do plano de reestruturação da TAP. Não soubéssemos há 15 dias ou há três semanas. Portanto, a empresa, como vos é notícia, chamou-nos na passada semana, onde nos disse que estas eram as medidas que ia tomar para poder recuperar.

E quanto aos números de trabalhadores a sair, qual é a última atualização disponível ou qual é a previsão para os próximos tempos?

Olhe, não nos podemos nunca esquecer que os tripulantes de cabine contratados a termo não viram já os seus contratos de trabalho renovados. Falamos de cerca de mil tripulantes de cabine. E o que a TAP nos informou na passada semana é que queria dispensar mais 750 trabalhadores, neste caso, efetivos. Portanto, são 1750 que estamos aqui a falar. É um número extremamente trágico, é uma dimensão nunca vista, da qual o nosso sindicato estranha o silêncio dos partidos políticos e o governo, o senhor Presidente da República, de todas as entidades envolvidas, que até o momento não conseguiram ainda ter qualquer palavra sobre este assunto.

Voltando um pouco atrás, os sindicatos, os trabalhadores não tinham conhecimento destes números que falávamos há pouco, destes dados que a TAP enviou hoje para a CVM? Tinham conhecimento destes números ou não estavam bem a par da situação?

O SINTRAV sobre estes números não tinha aqui o conhecimento pormenorizado, porque a empresa, em muitos dos aspetos, também não os fornece.

Nós tínhamos aqui a indicação de que os sindicatos, os trabalhadores iriam começar a reunir hoje com o governo. Confirmam-se essas reuniões?

Eu sei que já há sindicatos hoje que vão reunir com o governo, mas o nosso sindicato só na próxima quarta-feira é que está a reunir.

Muito bem. Há pouco falávamos da solução que os trabalhadores defendem, que é uma injeção de capital por parte do Estado nesta companhia aérea portuguesa. Quais são as previsões de recuperação da TAP para os próximos tempos? O que é que vem aí?

Face ao aparecimento da vacina, as previsões são bastante mais animadoras. Ainda hoje saíram umas previsões mais próximas da IATA. Também temos as previsões da Eurocontrol e possivelmente já a partir do próximo ano teremos aqui uma forte recuperação do setor, o que também será um indicador de que estes números que a TAP nos fala terão obviamente de baixar. Porque se há aqui uma tentativa, ou melhor, se há aqui um aproximar de uma recuperação, estes números começam a deixar de fazer sentido.