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E agora o líder da oposição, André Ventura. Vamos ouvir.

Redondamente na gestão desta crise, em que se esperava, pelo menos, termos um governo capaz de responder àquelas que eram as necessidades mais urgentes das pessoas. Nesses dias, Sr. Primeiro-Ministro, teve o Sr. Ministro da Coesão na televisão a dizer para as pessoas usarem o salário do mês anterior para gerirem os seus problemas. A dizer para usarem o salário do mês anterior, àquele em que tinham sido afetados pelas tempestades e pela crise para reduzir e para resolver os problemas. No meio disto, nomearam um enfermeiro para as energias, que nunca deve ter ouvido falar de energia, e ainda nomearam o estagiário chefe do governo ou do gabinete, vindo de estagiário diretamente, que acontece ser irmão do seu chefe de gabinete. Era isto que o preocupava enquanto o país sofria às mãos da tempestade. Era isto que o preocupava enquanto o país caía, desfalecia, nalguns casos perdia mesmo a vida e noutros perdia todas as suas circunstâncias. Como se não bastasse, Sr. Primeiro-Ministro, apesar desta bancada três semanas antes lhe ter dito que a Sra. Ministra da Administração Interna não tinha nenhumas condições para continuar no cargo, insistiu em mantê-la no cargo. Pois que as tempestades, as várias chegaram. E da Sra. Ministra tivemos expressões como esta: "Não sei o que se passa, não sei o que é isso, mas temos que fazer uma aprendizagem coletiva. O que é isso do Plano Nacional de Proteção Civil? Temos que pensar e ver o que aconteceu." Sr. Primeiro-Ministro, já não é só incompetência da Ministra da Administração Interna, que já não está aqui, é a sua incompetência na gestão deste problema. É a sua incompetência. Por isso, eu gostava de lhe começar esta ronda de perguntas questionando sobre precisamente o Ministério da Administração Interna, porque já sabemos que não conseguiu tirar a tempo. Mas então que consiga nomear pelo menos a tempo, porque senão, Sr. Primeiro-Ministro, dá-nos a ideia a todos não só de descoordenação do Ministério da Administração Interna, como de descoordenação do Governo e, francamente, da sua própria desorientação. Por isso eu quero lhe perguntar aqui hoje, perante o Parlamento, que é o órgão ao que o Governo responde, já tem ou não Ministro da Administração Interna? Obrigado.

André Ventura tinha lançado ontem o repto, em conferência de imprensa, para que Luís Montenegro trouxesse aqui o nome do próximo ou da próxima ministra. E a fazer agora diretamente essa pergunta ao primeiro-ministro, que vai responder.

Muito obrigado, Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Deputado André Ventura. O Sr. Deputado André Ventura, à sua boa maneira, atira um fogacho para o ar e depois desvia a sua atenção para tudo, menos para a concretização do fogacho. Sr. Deputado André Ventura disse que o Governo falhou. Depois discorreu sobre tudo e mais alguma coisa, mas não disse concretamente onde é que o Governo falhou. Eu acho que quem falhou foi o Sr. Deputado, porque não foi capaz de dizer que perante uma ocorrência cujos contornos não eram completamente antecipáveis, a Proteção Civil acionou todos os seus instrumentos para estar em prontidão com os sistemas locais e os autarcas, em particular, para poder acorrer às situações de emergência na primeira oportunidade, na primeira hora após o evento. O Governo esteve em prontidão máxima desde as 08:30 da manhã do dia 28 de janeiro de 2026 acionando a sua célula de crise e comunicando ao país pela minha voz logo às 09:30 da manhã. À tarde estive na Proteção Civil e ainda nesse dia três secretários de Estado estiveram no território. No dia seguinte, fizemos uma reunião do Conselho de Ministros, tomámos as primeiras medidas para poder reparar a situação e eu próprio fui para o território mais atingido. Queira Vossa Excelência, portanto, dizer onde é que falhou o Governo nesta prontidão e nesta capacidade de resposta. Essa era a questão que se colocava para materializar o seu fogacho. O Sr. Deputado André Ventura preocupou-se com questões de nomeações, que são importantes. Não digo que não tenham de ser escrutinadas, essas como, aliás, também aquelas que o Chega vai fazendo. E vamos sabendo de muitas, à medida que crescem as responsabilidades políticas do Chega, também crescem as dúvidas sobre essa capacidade de recrutamento, mas eu não vou agora aqui desviar a atenção, porque vou diretamente à sua questão. É verdade, Sr. Deputado, a Sra. Ministra da Administração Interna apresentou a sua demissão. Eu próprio fiz questão de assumir essa responsabilidade e essas competências e na próxima semana o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com a proposta que farei a Sua Excelência, o Sr. Presidente da República, da nomeação de um novo titular do Ministério da Administração Interna.