Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

e música de introdução ] Sem Falta, na Rádio Observador, para ouvir agora mesmo com o nosso audioárbitro Pedro Henriques. Um clássico que deu vitória ao Foco do Porto por três bolas a zero e um clássico, em termos de arbitragem, do Nuno Almeida, com pano para mangas do homem mais braçudo do mundo. Pedro Henriques, bem-vindo a mais uma edição do Sem Falta.

Boa noite.

Vamos começar pelo minuto dois deste clássico no Dragão, à terceira jornada. Zaidu, acreditas tu, ficou livre de um amarelo que podia ter visto, Pedro.

Sim, embora perceba a gestão do árbitro nestes dois primeiros lances que vamos falar, numa tentativa de puxar o cartão amarelo o mais tarde possível, o fato é que às vezes há cartões que não são geríveis e este, na minha perspectiva, não é gerível. O Zaidu falha completamente a entrada. O Zaidu está em posição de ataque, portanto está na área do Sporting e ao tentar interceptar a bola, acaba por pisar de forma claramente negligente o pé e o tornozelo do Gonçalo Inácio e, portanto, uma entrada dura, passível de cartão amarelo, que ficou por mostrar.

Minuto oito, faltou também um amarelo, desta feita para o defesa do Sporting, Neto.

Sim, embora Neto tenha esticado e pontapeado a bola, não para o movimento e cravou bem os pitões no tornozelo do Otávio. Esta entrada negligente também, no meu ponto de vista, sem qualquer possibilidade de gestão. E portanto, ficou aqui um cartão amarelo por mostrar. Percebo que este cartão não é mostrado na sequência ou na consequência do anterior, que ele também não mostrou e tentou aqui repartir, entre aspas, o mal pelas aldeias, e ficamos com aquela perspectiva que a partir dali não haveria mais tolerância e, portanto, os cartões, como depois vamos provar, começavam a sair mesmo.

Minuto 11, Pedro Henriques, reclamavam do lado do Sporting um penalti sobre Morita, na área do Foco do Porto. Havia motivos?

Sobre o Edwards.

Sobre o Edwards, na verdade.

Edwards, exatamente. Aqui a questão é que é um lance em que o Morita depois acaba por rematar, supostamente após um apoio de passe do Edwards, que não foi, o Edwards tocou na bola e o Morita depois rematou e a bola foi ao poste.

Foi o lance mais perigoso, o primeiro do jogo, o mais perigoso.

Exatamente. E o Edwards, ficamos com a ideia que tinha feito a assistência e teria tocado e rasteirado. O Otávio é um dos dois jogadores do Porto que estão a tentar interceptar a bola e é o Otávio que toca na bola. Aliás, é o Otávio que faz, sem querer, obviamente, o passe pro Morita e não o Edwards. E depois há o contacto. E portanto, o facto de o Otávio ter tocado na bola primeiro e de forma clara, e depois haver um contacto com o Edwards, digamos que iliba a circunstância de um jogador que falha, por exemplo, uma entrada e depois rasteira o seu adversário. Mas mais importante do que isto é que não ficou pontapé de penalti, até porque o contacto é só isso mesmo e é o Otávio que toca na bola e, portanto, não há qualquer cargo, neste caso, rasteira ao jogador do Sporting. Boa decisão. De resto, o lance foi analisado pelo VAR, porque quando a bola saiu para fora, o árbitro fez um compasso de espera exatamente pra receber essa informação do VAR e eu concordo, quer com a decisão do árbitro, quer depois com a confirmação do VAR, sem motivo pra pontapé de penalti.

Minuto 16, ainda na primeira parte, amarelo para o Ugarte, o médio do Sporting. Bem mostrado?

Sim, bem mostrado. O Ugarte tem uma entrada muito no limite e muito dura, de cima pra baixo, de sola, mas a sorte é que, entre aspas, acaba por acertar apenas na ponta do pé do Otávio. Esta mesma entrada, um joelho ou um tornozelo, era claramente pra cartão vermelho. Neste caso concreto, não obstante a entrada ter sido feita de sola, de pitão de cima pra baixo, acaba só por, quase de raspão, acertar na ponta do pé do Otávio e, portanto, entrada não de força excessiva, mas apenas de negligência naquilo que é sobretudo a sua consequência e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 25. Queixavam-se os homens do Foco do Porto e também o Estádio do Dragão com o habitual bruá de um penalti sobre Otávio, depois de o lance envolver um carrinho de Neto. Lance meio suspeito, diria, Pedro. Vamos analisá-lo aqui.

Mas bem decidido. O Neto estica o pé esquerdo e a perna semidobrada, mas estica o pé esquerdo e toca claramente na bola. E toca na bola. E depois, isso às vezes por si só pode não chegar, porque pode tocar na bola e depois, na contínua, acertar no adversário, rasteirar ou pontapear, mas não. O Otávio, ainda antes do possível contacto com a perna do Neto, já estava a projetar. Ou seja, ele projetou-se pra frente e iniciou o salto e a queda antes. Ou seja, é mais o Otávio que provoca o contacto na perna do Neto, que pra além de ter esta atenuante, ter tocado claramente na bola. E portanto, boa decisão da equipe de arbitragem. Não há penalti, Neto toca na bola, Otávio é que se projeta pra cima da perna e, portanto, sem motivo pra pontapé de penalti.

Minuto 33, há um livre para o Futebol Clube do Porto e Bruno Costa faz a bola bater na barreira, que acaba também por tocar no braço de Neto. Resta saber se havia motivos para grande penalidade.

Não, o Neto tem o braço colado ao corpo, dobrado e completamente encostado. E com esta atenuante, que é muito importante nestes lances. Por isso é que se fala na volumetria. Se a bola não batesse no braço, bateria no corpo do Neto. Quer dizer que o braço está, digamos, no enfiamento do corpo e não está fora do plano do corpo a ganhar, por exemplo, uma volumetria anormal. Portanto, boa decisão, sem motivo pra pontapé de penalti.

Minuto 34 deste encontro, Matheus Reis envolvido numa atitude com um dos apanha-bolas, um momento que não passou em claro aqui em antena e que mereceu também um comentário teu, que creio que vais voltar a repetir, mas resta saber se faltou alguma coisa aqui pro Matheus Reis depois desta atitude.

Faltou. Portanto, duplo documentário em relação a este lance. Relativamente ao Matheus Reis, por muita razão que tenha, não pode fazer aquilo que fez, que é um comportamento antidesportivo em relação ao apanha-bolas, que é uma criança e encosta ali a cabeça e empurra o apanha-bolas. É uma atitude antidesportiva, que sabe que vai correr o país, que vai correr o mundo. Estes comportamentos não são de um jogador que está em jogo, por muito que tenha a cabeça quente e por muito que possa ter a razão. E agora vamos ao segundo comentário, que a função do apanha-bolas em Portugal está completamente deturpada. Há uma forma de resolver isto. E o que quer dizer deturpada? Porque os miúdos são crianças, são enganados, são jogadores, e é-lhes dito claramente para que reponham as bolas rápidas para a equipa da casa e quando é o adversário, sobretudo, deixarem a bola mais devagar ou no chão ou mais lenta e impedir de alguma maneira, porque isto vai fazer com que a equipa da casa possa se repor. E foi isso que aconteceu. O miúdo não quis dar a bola logo de primeira, fez ali já uma manha, um show off, como quem quer dar e afinal até ia dar. Não, não quis nada dar, não quis repor. E portanto, isto é uma treta em termos de futebol. Como é que isto pode ser resolvido? Como a gente fazia no meu tempo e como penso que os árbitros têm que fazer aqui, duas coisas têm que ser feitas. Primeiro, na reunião preparatória, de reforçar bem diante do diretor de campo, diretor de segurança e, sobretudo, da equipa da casa, que os comportamentos do apanha-bolas têm que ser igual para ambas as equipas do princípio ao fim, independentemente do resultado, e que se isso não acontecer, vai escrever no relatório e vai chamar a atenção. E depois o segundo comportamento é, naquele momento, deveria ter mostrado cartão amarelo ao Matheus Reis, porque independentemente da razão que possa ter, não pode ter aquele comportamento antidesportivo. A seguir, chamar o delegado do Porto, chamar o delegado da liga e dizer que os apanha-bolas têm que ter um comportamento, ou seja, fazer show off, mostrar claramente aquilo que está ali a fazer, porque isso vai fazer com que os miúdos ponham a bola e que os delegados fiquem alerta que realmente o crime não compensa. Portanto, de qualquer maneira, fica aqui o cartão amarelo para o Matheus Reis, que teve um comportamento que não pode ter.

Vamos a outro lance, ainda nesta primeira parte, ao minuto 40. Neto, o defesa central do Sporting, vê um amarelo depois de, ao minuto oito, como vimos, ter faltado um.

Exatamente. Aqui é a situação da chamada falta tática, uma carga que ele faz e que impede uma saída em contra-ataque do Taremi, que a gente diz que é falta útil, esta infração em si é passível com o cartão amarelo e foi o que aconteceu. Portanto, tudo certo.

Minuto 41, novo amarelo, desta feita para um defesa lateral do Bloco do Porto, Zaidu.

Sim, falta sobre o Ugarte. Pendurou-se, é o termo mais correto, e agarrou ligeiramente e pendurou-se em cima do jogador do Sporting, impedindo também aquilo que era uma saída. Além da saída do contra-ataque, é sobretudo o comportamento propriamente dito, da maneira como vai atrás do jogador e agarra e pendura-se em cima dele. Isto é um comportamento antidesportivo, cartão amarelo bem mostrado.

Minuto 43, Pedro Henriques, gol do Bloco do Porto, o primeiro dos três que se daram esta vitória.

Não, deixa-me só falar.

Um lance antes, sim.

Minuto 41, Morita.

Ah, o Morita.

Não sei se coloquei.

Não, não tenho aqui indicação desse lance, Pedro, mas por favor.

Peço desculpa.

Não faz mal.

O Morita levou cartão amarelo. Pronto, então fui eu que falava.

Ah, foi aquele amarelo até que se queixou o Rúben Amorim no final do encontro, dizendo que, na sua opinião, nem falta era. Sim.

Sim, mas repare, este lance depois tem importância, porque daqui vai nascer o gol do Bloco do Porto. Talvez por isso o Rúben Amorim tenha realçado. Mas há falta. Há falta do Morita, não é para cartão amarelo, é uma falta absolutamente normal sobre o Taremi, ali perto da linha lateral, no meio-campo, não trava, lá está, neste não sai propriamente uma falta por estar a travar um contra-ataque, nada disso. É apenas uma falta simples. Para mim era livre direto, sem cartão amarelo.

E fica analisado esse lance que fez nascer precisamente o gol do Bloco do Porto. Pela direita, João Mário colocou a bola na área, na direção de Taremi, que acabou por não chegar à bola. O mesmo Adán, guarda-redes do Sporting, tentava chegar à bola, mas ambos chocaram e a bola sobrou para Evanilson, que conseguiu encostar de baliza aberta, fazendo o primeiro gol para o Bloco do Porto. Resta saber se este choque entre Adán e Taremi é passível de alguma coisa, Pedro.

Sim, não, aqui o mais importante é começar pelo fim, que é dizer que o gol é legal. E portanto, nem há falta do Taremi sobre o Adán, que isso é que seria mais relevante para anular o gol, nem há, no meu ponto de vista, pênalti do Adán sobre o Taremi, que aqui perdia um bocadinho o interesse, porque como a bola sobrou para o Evanilson, era gol, portanto o pênalti não teria tanto interesse aqui. De qualquer maneira, o Adán sai e toca na bola. Isto para mim é um fator muito importante. Quando um guarda-redes sai, porque eles estão lá para isso, para sair, para aceitar a bola e que depois de tocar na bola, eventualmente promove um contacto no adversário. O fato de tocarem na bola, para mim é o atenuante, não justifica que depois não possam cometer pênalti, obviamente. Mas o Taremi não está parado. Se o Taremi está parado, o Adán toca na bola, não para o movimento e derruba o Taremi, eu diria que é pênalti, mas como a bola sobrou para o Evanilson, era gol, estava tudo certo. Como o Taremi também se projeta para frente na tentativa de chegar à bola, embora não a toque, digamos que há um choque que é promovido por ambos os jogadores, se calhar mais evidente o do Adán sobre o Taremi. E por isso eu digo, para terminar, gol legal, não há falta atacante, também não há pênalti, mas aqui o mais importante era não tanto o pênalti, mas sim se havia falta atacante do Taremi. Essa claramente não existe e automaticamente o gol do Bloco do Porto é legal.

E é visível a perna do iraniano a afastar-se para não embater, nem sequer com a sola, nem com pitons em Adán. Também o evitar desse choque, pelo menos é aquilo que parece nesse gol. Minuto 58, já na segunda parte. Pisão de Morita. Havia aqui motivos para que o médio do Sporting, o médio japonês, visse cartão amarelo, o segundo?

Que seria o segundo? Para mim, não. O primeiro já tinha sido mal mostrado e aqui podíamos ter um caso de jogo, mas para mim, bem o árbitro, porque não há. Penso que até que o Bruno Costa, que está a sair a jogar E ele, Morita, está em situação ofensiva. Isto é próximo da área do Futebol Clube do Porto e aqui apenas a falta atacante. Há um ligeiro pisão, sim, mas na tentativa de disputa de bola e não é uma entrada de pitons, nem pouco mais ou menos. É mais uma falta normal, chamada imprudência, e não uma falta de negligência, assim para cartão amarelo. E só estou a chamar à equação este lance porque estaríamos aqui a tentar perceber se haveria aqui segundo cartão amarelo. Bem, não havia motivo. Boa decisão não mostrar cartão amarelo a Morita.

Minuto 65, Edwards na área do Futebol Clube do Porto, volta a ver-se envolvido num lance em que poderia haver a reclamação de penalty. Resta saber se havia motivo para tal.

Não, sem motivo. É um lance mesmo ali no bico da área, do lado direito, em que o Edwards faz uma inversão no seu drible e vai chocar contra o marcante. Tem a posição ganha, parado, não tem que se mexer, não tem que se desviar. Uma coisa é eu ir me colocar à frente do jogador para impedir a sua trajetória, aí, sim, falta. Outra coisa é o jogador que faz um drible e que vai contra um jogador que já tem a posição ganha, que é o caso. Portanto, marcando posição ganha, não tem que se desviar, faz força, choca de frente ambos os jogadores, o marcante é mais forte neste contato, o Edwards cai, mas sem penalty.

10 minutos depois, ao minuto 75, o penalty que deu o segundo gol ao Futebol Clube do Porto e uma expulsão ao Sporting. Isto porque, Pedro Henriques, não sei se te recordas do Mundial 2010, mas Pedro Porro imitou o Luís Soares.

Sim, este é muito tranquilo sob o ponto de vista da análise. O próprio Porro, depois de ser expulso, há um cumprimento do árbitro na perspectiva de um carinho, praticamente havia uma festa na cabeça e o Porro compreendeu isso claramente. Não havia nada a fazer nesta perspectiva. Mão esquerda claramente a impedir que a bola entre na baliza. As leis são claras, impedes um gol jogando a bola com a mão, impedindo que a bola entre na baliza, isso significa cartão vermelho e pontapé de penalty. E aqui, neste caso, a lei da tripla penalização, em que os cartões vermelhos, quando se impede, por exemplo, claro exemplo de gol, passam para amarelos, é na tentativa de jogar a bola utilizando um pé, uma rasteira, um joelho, etc. Tudo o que é jogar a bola com a mão ou agarrar ou empurrar o adversário, mantém-se sempre com o cartão vermelho. Neste caso específico, no impedir da bola entrar na baliza, jogando a bola com a mão, é cartão vermelho e pontapé de penalty, nada a dizer, o VAR limitou-se a confirmar e, portanto, boa decisão. E uma decisão tomada pelo árbitro, não foi o VAR que a tomou. O VAR limitou-se a verificar se estava tudo certo.

Minuto 76, Matheus Reis vê amarelo depois não ter visto naquela situação com o apanha-bolas.

É exatamente neste lance do penalty, aliás, é este e o próximo.

Reclamações de Matheus muito efusivas e até perigosas, às vezes a envolver quase fisicamente. Poderia ter visto um vermelho.

É assim, o Matheus Reis vai para cima do árbitro e fica muito incomodado pelo fato de o árbitro o afastar colocando a mão duas ou três vezes no peito. É assim, o Matheus Reis não pode ir para cima do árbitro. O ideal é que o árbitro não entre em contacto, mas se eu tenho alguém que vem para cima de mim, é normal que eu estique o braço e impeça que ele venha para cima de mim. E o Matheus Reis estava a tentar criar um filme do tipo: "Não podes me tocar", etc. O Matheus Reis tem é que ter mais juízo, como se costuma dizer, porque já tinha tido aquela atitude anterior com o apanha-bolas e num lance que é penalty, que é clarinho como a água, não faz sentido. Porque o árbitro o que estava a fazer? Estava a tentar fazer com que o Adán não fosse desestabilizar o jogador, porque não pode. A regra é muito simples, a partir do momento que o árbitro marca o penalty. O jogador que vai bater o penalty coloca a bola e o guarda-redes tem que ir para a linha de baliza. Eu percebo que haja estas jogadas psicológicas do olhar. Há histórias engraçadas, às vezes, de guarda-redes que fazem apostas com os jogadores que vão marcar. Tudo bem, ali não era o caso e o árbitro fez muito bem, colocou o Adán e o Matheus Reis não tem que lá ir.

Até porque o Adán acabou por se dirigir para a marca da grande penalidade, deixando lá o pé.

Isto é um comportamento desportivo e que passa à mundo também e que não fica nada bem num profissional de futebol. Não faz sentido o que ele fez.

Sobretudo com a experiência de Adán, que costuma acontecer.

Não, exatamente. Não, não faz sentido. O árbitro está de costas, obviamente, e ninguém o pode avisar. Isto é, se for alguém da equipe de arbitragem, o quarto árbitro, o árbitro assistente, pode avisar. E aqui o assistente teria tido um papel importante. O Adán vai para a marca do pontapé de penalty e tentou fazer de forma discreta. Começou a raspar a marca do pontapé de penalty para criar ali alguma irregularidade para bater o pontapé de penalty. Isto é de pouco profissional, isto não faz sentido no contexto atual.

Até porque está tudo a ser filmado. Não há aspas.

É isso que eu ia dizer, estes jogadores não sabem que hoje em dia, com não sei, 20 câmeras ou 19 câmeras que tinha este jogo, não sabem que estes pormenores vão ser vistos e só vai mostrar o mau profissionalismo em relação ao jogo e à atitude a estes comportamentos, que não faz sentido nenhum. Portanto, escapou aqui claramente a um cartão amarelo que ele teria visto.

E vamos também olhar neste mesmo minuto, aliás, no outro minuto, já no 84, aquele que seria o terceiro gol do Futebol Clube do Porto, depois de um penalty cometido precisamente por Adán. Acabou por pagar, de certa forma, com o carma pela aquela atitude.

Penalty clássico, o Galeno, quando vai ao aumento de reunião em que o Adán sai, o Galeno toca a bola e desvia a bola do Adán, o Adán não para o movimento, varre completamente o Galeno e, portanto, pontapé de penalty bem assinalado. E dizer que aqui não há cartão amarelo, lá está, porque o guarda-redes pode usar o corpo e as mãos para tentar interceptar a bola e tentar jogar a bola. E numa situação normal de um ataque prometedor em que seria penalty com cartão amarelo, da mesma maneira que lhe declara o penalty de gol, o vermelho passa para amarelo, aqui, por causa da mesma lei, o amarelo passa para nada. E bem o árbitro a assinar o pontapé de penalty sem cartão amarelo.

E a fazer cumprir a lei da tripla penalização, a lei da qual eu gosto mais de falar aqui no "Sem Faltas". Pedro, ainda um lance antes de sabermos que nota vai merecer o árbitro deste clássico. 92 minutos de jogo, Verón marca, e o gol foi anulado. Resta saber se devia ter sido ou se o Futebol Clube do Porto não poderia aqui gabar-se de um valente 4 x 0 sobre o rival.

Pois, era 4 x 0. O gol devia ter sido validado. Basicamente, o árbitro acaba por ser iludido um pouco na maneira como o Fatowii acaba por cair. Se calhar, há um braço direito do Verón na disputa de bola sobre o braço esquerdo do Fatowii, mas não tem qualquer intensidade, não tem qualquer consequência. Não é isso que faz com que o Fatowii caia E depois, ao nível da perna, o Veron é que coloca a perna à frente, joga a bola e o jogador do Sporting vai até aí, dá um pontapé na atmosfera e é esse pontapé que falha e, portanto, não acerta a bola, que faz com que ele role sobre ele próprio e caia, e tenha dado a ilusão ao árbitro de eventualmente ter sido pontapeado no calcanhar. Qual é o problema do árbitro? É que o árbitro está àquela distância da baliza, eu até podia entender que o árbitro, considerando que era falta, interrompesse logo ali e matasse ali a jogada. Não esperar que a jogada fosse até ao fim, porque é isso que deve ser feito nestas circunstâncias. Não tem nada a ver com o fora de jogo, em que o assistente deve só levantar depois a bandeirola. Não, aqui é uma situação que não é de finalização, está longe. O problema é que o árbitro não apita logo. O árbitro hesitou. Provavelmente alguém da equipa de arbitragem veio lhe dar o feedback que era falta e ele demorou. Já que demorou, esperava mais um segundo para deixar finalizar a jogada, porque a seguir apitava, marcava a falta. Depois da bola entrar na baliza, iria permitir a intervenção do VAR. Assim, ele apitou antes da bola entrar na baliza e automaticamente fez com que o VAR não pudesse chegar à frente. Portanto, ou apita logo naquele momento, se ele tivesse tido por ele a decisão, não foi ele que a tomou. Experiência minha diz que não foi ele que a tomou, mas se é que ele demorou, hesitou e perigo perdendo aquele lance e alguém lhe ter dito que é falta e ele quando apita, o jogador, o Veron, já está muito próximo, embora ainda não tenha chutado à baliza, já está muito próximo para o fazer. E portanto, há aqui um erro que acaba por não ter impacto no jogo, na perspetiva de quem ganha. Estamos no minuto 90 mais dois e o resultado, entre aspas, está feito. Tem impacto, naturalmente, na decisão.

Sim, mas a felicidade das bancadas amanhã seria outra.

Claro, exatamente. Nesse aspeto, sim, tem impacto.

A pentelha também seria maior.

Exatamente, mas sob o ponto de vista daquilo que é a consequência para os três pontos, não tem para já impacto. Mas de qualquer maneira, é o erro da equipa de arbitragem este.

Que merece nota, Pedro Nuno Almeida.

Vou dar nota positiva.

Nota positiva.

Sim, vou dar uma nota positiva e vou fazer aqui uma coisa. Numa situação normal, eu estaria tentado com este erro e com algumas instituições de amarelos a dar um seis, mas eu vou dar sete. Vou dar sete porque este é um jogo de grau de dificuldade alto. E tenhamos em consideração: ele acerta no penalty do Adam, acerta na expulsão do Porro, acerta em não considerar falta sobre o Otávio na discussão com o Neto, na queda do Éderson. Portanto, ele tomou decisões de área relevantes e importantes, por ele, em que o VAR limitou-se a ir confirmar. Não são situações em que ele errou e o VAR veio por cima. E num jogo desta natureza, ele acaba por conduzir o jogo. Repara que ninguém praticamente falou da arbitragem, embora tanto um treinador como outro tenham dado ali um ligeiro toque, mas ninguém falou da arbitragem como, por exemplo, no último Porto.

E os bancos hoje, até prova em contrário.

Sim, e os bancos hoje, uma ou outra explosão maior. Tudo muito mais tranquilo, muito mais sossegados, ambas as equipas. Eu acho que a arbitragem é globalmente positiva. Saiu-se bem num jogo de grau de dificuldade, com muita gente a ver e o Nuno Almeida tem que estar orgulhoso também com a sua equipa do trabalho que fez. É por isso que eu vou valorizar todo este grau de dificuldade, dando um sete, não obstante o 4-0 VTC de validade e não obstante os tais dois ou três pormenores ao nível do cartão amarelo, mas acabam por não ter impacto. E no essencial, ele esteve muito bem.

Pedro Henriques, está feita a análise a este encontro, a arbitragem do Futebol Clube do Porto 3, noutro caso poderia ter sido 4, Sporting 0. Estamos de regresso na próxima jornada, aliás, na próxima terça-feira, porque há um Benfica-Dinamo Kiev. Pedro, um abraço.

Exatamente. Um abraço, boa noite.