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Rola a bola para mais um relatório de jogo. É o apito inicial, como sempre, com o ex-árbitro internacional e audioárbitro da Rádio Observador, Pedro Henriques. Vamos olhar para o jogo que pôs frente a frente Benfica e Moreirense. Um jogo que, e já lá vamos, acabou com uma assobiadela monumental à equipa de arbitragem. Já vamos perceber se foi ou não merecida esta assobiadela. Para já, em detalhe, os lances de arbitragem deste jogo. Na primeira maior, nada a destacar, Pedro Henriques, mas aos 30 minutos pediu-se pênalti de Steven Vitória.
Mas não há motivo para o pontapé de pênalti. É um cruzamento do Rafa e o Steven Vitória, de forma um pouquinho desajeitada, acaba por tocar a bola com a coxa e com a barriga, num movimento quase a encolher o corpo, mas a bola nunca tocou no braço ou na mão e, portanto, boa decisão da equipa de arbitragem. Não houve motivo para pontapé de pênalti.
Foi uma série de ressaltos que também deixou dúvidas nos adeptos que estavam no estádio. Aos 40 minutos, o primeiro amarelo do jogo.
Sim, é um tackle deslizante do Fábio Pacheco, que acaba por acertar em cheio no pé do Paulo Bernardo. Eu recordo, uma vez mais, que isto é lance apenas para cartão amarelo e não para cartão vermelho. Isto porque lendo um pouquinho as redes sociais, dá para perceber que há muitas pessoas que agora nesta questão dos tackles, sempre que acerta-se num pé ou que há um pisão, é cartão vermelho. São questões distintas e uma delas é a forma como tu acabas por impactar, ou seja, qual é a zona que atinges. Uma coisa é um pé estar fixo no chão e acabares por pisá-lo ou, neste caso, acertar no pé. Outra coisa é acertares num calcanhar ou acertares, inclusivamente, num tornozelo, que fica acima do pé e que é uma zona muito mais desprotegida e, aí sim, com as tais consequências de pôr em perigo a integridade física do adversário. Não quer dizer que isto não doa, não é isso que está em questão. Esta é uma questão apenas para cartão amarelo. Tivemos na jornada passada muitas situações de pisões e que muita gente depois quer vermelho para tudo e mais alguma coisa. Não, isto é apenas um lance de cartão amarelo e foi bem mostrado por parte do árbitro.
Passamos para os 44 minutos, também com pedidos de pênalti, mas aqui na grande área do Benfica.
Sim, mas não há motivo também para isso. É um lance entre o Gilberto e o Walter Silva, em que o próprio Gilberto está na área do Benfica, na sua própria área, e o Walter Silva é que provoca o contacto. É só isso mesmo que existe, nem sequer é falta do Walter Silva. Eles vão tentar disputar a bola, acaba por haver um contacto, chocam um com o outro, mas aquilo que era mais importante era tentar perceber se o Gilberto tinha cometido alguma infração, não cometeu e, portanto, mais uma boa decisão da equipa de arbitragem.
Ainda na primeira parte, já no tempo de descontos, com um minuto depois dos 45, o amarelo a Rafael Martins.
Sim, também na linha do pisão. Este não tão evidente como o primeiro que nós falámos sobre o Rafa, mas também um pisão, neste caso, ao Grimaldo e por isso o cartão amarelo também foi bem mostrado, as chamadas entradas negligentes.
E Pedro Henriques, uma dúvida com que eu fiquei aqui na primeira parte. Tenho a ideia que anteriormente, sempre que havia duas bolas em campo, o jogo tinha que ser interrompido. Hoje aconteceu entrar uma bola em campo que foi posta fora, mas ainda assim o árbitro interrompeu o jogo. Tem que o fazer?
São duas situações distintas. Se o jogo estiver a decorrer, isto é, a primeira bola está em jogo e entrar uma segunda bola, o árbitro só interrompe o jogo se aquela segunda bola tiver algum impacto, isto é, for pro pé da primeira bola que está a ser jogada ou for pro pé dos jogadores que eventualmente até se possam atrapalhar por causa dessa segunda bola que entra. Quando é uma reposição de bola em jogo, e era o caso, na situação de um lançamento lateral, se entrar uma segunda bola em jogo, isto é, há um jogador que tem a bola na mão pra fazer o lançamento, entretanto, a bola, por alguma razão, às vezes ela apanha bolas ou às vezes bate na tabela, como foi ali o caso naqueles placares publicitários e vem pra dentro. Uma coisa é o árbitro ver e depois conseguir apitar. Quando o árbitro viu a segunda bola entrar e o jogador do Benfica já estava a fazer o lançamento, o que o árbitro deve fazer é que nunca deve deixar recomeçar um jogo com uma segunda bola. Portanto, são duas coisas distintas. Com o jogo a decorrer, deixa seguir, a não ser que haja impacto. Quando é um recomeço de um jogo, pontapé de baliza, pontapé de canto, etc., e entra uma segunda bola, o árbitro não pode recomeçar esse jogo com uma segunda bola. Foi isso que aconteceu. É lógico, quando o árbitro apita, já o lançamento tinha sido executado e fica a ideia que o árbitro interrompeu. Não, na mente dele, o que ele vê é uma segunda bola antes do recomeço e automaticamente tem que apitar no sentido de "Atenção, não podemos recomeçar com essa segunda bola". Portanto, cumpriu com a lei.
Seguimos em frente então, já para a segunda parte, aos 56 minutos, cartão amarelo mostrado a Rafa.
Sim, eu na altura tinha dito que me pareceu bastante exagerado o cartão amarelo, mas como faço sempre, depois recebo as imagens, vou ver o que se passou e realmente há uma falta aparentemente ligeira, mas depois, na sequência, ele acaba por atingir com a perna e até mesmo com a sola da bota o seu adversário na coxa. E é por isso que o cartão amarelo acaba por ser bem mostrado e fazer aqui também um mea culpa, nós estamos em direto e muitas vezes é aquela imagem e não temos as melhores imagens ou só mais tarde é que aparece a repetição. E foi isso que aconteceu. Por isso, cartão amarelo bem mostrado ao Rafa Silva por esta entrada também negligente sobre o seu adversário.
Aos 61 minutos, aquele que poderá ser considerado o lance do jogo foi aos 61 minutos que aconteceu o gol do Moreirense. Na altura, gerou-te aqui já bastantes dúvidas. Depois de analisares mais em detalhe as imagens, este gol foi bem validado?
Não, pra mim não. E eu vou explicar de forma rápida, mas pra tentarmos perceber o que acontece. Estamos perante uma situação que há um jogador que estando em fora de jogo posicional, não toca na bola. E a lei prevê num dos pontos aquilo que chamamos o interferir com o adversário, que é quando o jogador está em fora de jogo, realmente não toca na bola, e depois existe um conjunto de pontos que podem levar a que o árbitro anule. Aqueles mais básicos que nós conhecemos é quando tapa a visibilidade do guarda-redes ou impede a movimentação, mas não é o caso. Aqui o que acontece Estou-me a referir a Rafael Martins, porque o Yan também está lá na jogada e parece-me que ambos os jogadores estão em fora de jogo, mas o Yan claramente fica parado e, portanto, não tem qualquer interferência, isto é, não se vai tentar disputar a bola. E o problema que se coloca é que o Rafael Martins, estando em fora de jogo, salta claramente à frente do Otamendi e ao saltar à frente claramente do Otamendi, faz com que o Otamendi, de alguma maneira, não consiga fazer a interceção da bola da forma mais correta. E é por isso que entramos naquele aspeto, que vem depois na página 94, que é quando um jogador, e aqui entenda-se Rafael Martins, tenta claramente jogar a bola que se encontra perto, e estava, passou-lhe mesmo por cima da cabeça, e quando esta ação tiver impacto num adversário. E para mim, tem claro impacto na ação do Otamendi. A questão aqui que se pode colocar, e eu só deixo este parêntesis aqui, eu vou dar como má decisão, a não ser que me surjam, que vai ser difícil aparecer isso, alguma imagem que me prove que efetivamente o Rafael Martins não está em fora de jogo, e essa era a única hipótese, é o Rafael Martins não estar em fora de jogo e automaticamente o lance é legal. Se me aparecer alguma imagem dessas, obviamente que eu não podia estar a falar nisso, porque na prática estava em posição legal. Mas se o Rafael Martins, e agora esta é a questão porque eu acho que tenho razão, se o Rafael Martins estivesse em jogo, claramente que a cidade de futebol iria injetar o sinal e iria aparecer depois aquelas linhas com os respetivos centímetros, em que víamos o Rafael Martins em jogo. O que é que isto significa? Significa que, com a certeza, o Rafael Martins está em fora de jogo e automaticamente não vão estar a injetar o sinal, porque senão iriam dar a dúvida se ele está fora de jogo e não marcou, e passamos para a fase da interpretação. Portanto, aquilo que eu acho é que o vídeo ao árbitro, e sobretudo o AVAR, porque o AVAR nestes aspetos, isto é uma parte técnica, tem um papel muito importante nestas questões dos fora de jogo posicionais e, portanto, dá ali uma ajuda. Mas vamos chamar o vídeo ao árbitro. O vídeo ao árbitro, na minha ótica, viu realmente o que eu vi, o Rafael Martins em fora de jogo, e interpreta que ele não tem impacto na ação adversária. Como estou aqui para dar opinião, e é para isso também que a Rádio Observador me chama para aqui, na minha perspectiva, claro impacto na ação ou interferência, neste caso, com o adversário, e o adversário aqui é o Otamendi. Portanto, na minha perspectiva, este golo do Moreirense foi regular, repito, a não ser que me surja alguma imagem que mostre que o Rafael Martins não está fora de jogo. Por aquilo que eu vi.
O AVAR é o VAR assistente.
É o VAR assistente. O VAR significa Video Assistant Referee, AVAR significa Assistant Video Assistant Referee. Portanto, ele tem várias funções. Uma delas é dar as perdas de tempo quando dá as licenças aos guarda-redes, etc. E tem uma função muito importante que é quando o vídeo é o árbitro. Imaginemos que há um possível penálti e o árbitro não interrompe o jogo, o jogo segue. E o VAR tem que logo ir ver esse lance. O AVAR tem que continuar a fazer o seguimento do jogo, porque pode acontecer outra coisa qualquer, entre outras coisas.
Então, em princípio, e até prova em contrário, má decisão da equipa de arbitragem neste golo do Moreirense.
Se o Rafael Martins está em fora de jogo posicional, porque é aquilo que as imagens me parecem muito claras e que mostram, e eu também já tive a hipótese de pôr aqui no telemóvel e ampliar, etc. Para mim, tem impacto, claramente, na ação do Otamendi.
E só para fecharmos esta análise a este lance. A responsabilidade da validação do golo do Moreirense é do VAR.
Vamos lá ver uma coisa, é sempre do árbitro. Isto é mais ou menos como cai uma coisa qualquer, vamos ver quem é o ministro que está por cima do grupo. E o ministro tem sempre uma responsabilidade. O que eu quero dizer com isto é que é lógico que o árbitro é que tem a responsabilidade, porque as decisões finais são deles.
Mas ele poderia, por exemplo, ter pedido para ir ver.
Lá está, voltamos à mesma questão. O fora de jogo, obviamente que quando o jogador toca ou não toca, é só colocar os centímetros e como é uma situação factual, o árbitro nunca vai ao monitor nos fora de jogo. Quando são situações de interpretação, partindo do princípio que o Rafael Martins está em fora de jogo, eu acho que o VAR deveria chamar o árbitro para ir ao monitor, para ele próprio interpretar o lance, para ele próprio ter a sua decisão final. Eu percebo que o VAR, partindo do princípio que o Rafael Martins está em fora de jogo, há de para ele dizer: "Não, isto é claro e óbvio que realmente a decisão é boa, que ele não tem impacto, e a partir de aí nem vou dizer nada ao árbitro". De qualquer maneira, nestas situações de fora de jogo, e são estas coisas que o protocolo devia ser afinado também, situações de interpretação, todas as situações de interpretação, o VAR deveria chamar sempre o árbitro. A questão aqui que se coloca é que o VAR não está a contrariar uma decisão do árbitro e é por isso que não chama. Não tem a ver com o lance em si, tem a ver, sobretudo, com aquilo que é o protocolo, aquilo que está escrito. Ou seja, se o VAR fosse contrariar a decisão, porque achava que tinha impacto, aí o árbitro tinha que ir claramente. Quando o VAR interpreta como boa a decisão tomada em campo, mesmo sendo de interpretação, não vai chamar o árbitro. Ou seja, isto é uma parte técnica do protocolo. Isto agora é passar por cima do protocolo e dizer, no meu ponto de vista, este protocolo, aliás, já fui descrito em relação a isto Tudo o que é zonas cinzentas, sobretudo penáltis e destes lances de interpretação, o árbitro devia ter ido ao monitor. E só digo e termino com isto por uma simples razão, porque eu quando era árbitro de futebol, aquilo que eu queria não era que alguém interpretasse por mim. Aquilo que eu queria é que me dessem a possibilidade, num telemóvel, num monitor, de eu próprio ver aquilo que tinha sido a minha tomada de decisão. E é por isso que eu acho que tem que haver alguma flexibilização em relação ao protocolo para poder, nestes casos, o árbitro interpretar. De qualquer maneira, na minha perspectiva, o gol do Moreirense é irregular, porque Rafael Martins, estando em fora de jogo, de posição, tem claro impacto na ação do Otamendi, ou seja, faz aquilo que é o intervir com um adversário, conforme disse, a página 94 explica pela parte teórica que sustenta isto que eu estou a dizer.
Decisão errada do VAR e do AVAR, com responsabilidade, claro, do árbitro Rui Costa. Seguimos em frente, agora para o minuto 72, com Paulinho, que foi advertido.
Exatamente, agarrou.
Com o cartão amarelo.
Exatamente. Agarrou o ombro, penso que do Grimaldo, na altura, impediu uma jogada no corredor esquerdo, já próximo da área. Foi só com o objetivo de destruir o jogo e a jogada e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.
E aos 86 minutos, amarelo para Otamendi.
Sim, depois percebi, é a chamada falta tática. Além da falta em si ter sido muito inteligente, é a falta tática. Portanto, corta ali a possibilidade da equipa, neste caso do Moreirense, sair em contra-ataque e por isso o cartão amarelo bem mostrado.
E aos 89 minutos, Rui Costa mostrou o cartão amarelo a Arthur Jorge.
Sim, é perda de tempo numa reposição, é aquela situação em que ele vai bater o livre e depois deixa para o guarda-redes. Independentemente até de poder estar com a perspectiva de não querer, de repente, bater o livre, o facto é que, dadas as circunstâncias, o resultado, obviamente que se considera que há uma perda de tempo clara e, por isso, o cartão amarelo bem mostrado.
Aos 93 minutos, e este poderá ser um dos lances também que gerou insatisfação por parte dos adeptos benfiquistas, a bola entrou na baliza, mas o árbitro já tinha parado o lance devido a uma falta do Yaremchuk.
Sim, em primeiro lugar, dizer que, com razão ou sem razão, o árbitro a apitar, e já me apercebi também que apitou antes da bola entrar, já fui confirmar isso, portanto anularia qualquer intervenção de VAR à posterior. Mas o árbitro bem aparentou e para mim esteve bem. Há um braço esquerdo claramente nas costas do Steven Vitória e lá está. Uma coisa é tu colocares a mão e empurrares um adversário quando ele está depois no chão. Isso pode ou não ter consequência, tem a ver com a intensidade. Quando tu estás em salto e no no ar, qualquer pequeno, entre aspas, toque que coloque nas mãos, tira-te claramente da possibilidade de jogar a bola. Portanto, para mim, falta atacante bem assinalada ao Yaremchuk. Não vamos dizer que houve um gol que foi bem anulado, porque na prática, antes da bola entrar, já tinha sido anulado, mas aquilo era a sequência, era aquilo que as pessoas iam dizer, que foi um gol em que foi, bem ou mal, no meu ponto de vista, a falta atacante existe e, portanto, não há erro nesta decisão.
Aos 96 minutos, praticamente ao cair do pano deste Benfica-Moreirense, o guarda-redes do Moreirense viu também o cartão amarelo a par com Grimaldo.
Sim, o Kevin, por perder tempo, exatamente, mais uma reposição.
Não veio tarde demais este cartão amarelo?
Já vou responder. E o Grimaldo também, obviamente, por protesto. Aqui a questão que se coloca é que não cai bem, sob o ponto de vista quase plástico, que um árbitro esteja a chamar a atenção, neste caso, para o guarda-redes durante todo o jogo, e depois quando entra no minuto 90 é que mostra o cartão amarelo. Portanto, isso não cai bem. E de resto, os árbitros já tinham invertido um bocadinho esta situação, ou seja, quando se começam a perceber que é um sistema que o guarda-redes, aqui estou a falar do guarda-redes, como podia ser um jogador defensor, que está a adotar este critério de retardar o recomeço do jogo, porque obviamente o resultado lhe interessa, naturalmente que o que é interessante e é bom é os árbitros terem a consciência que tem que se mostrar mais cedo, até para passar uma mensagem clara, porque aqui já não faz muito sentido. Se o guarda-redes tivesse tido um comportamento normal e agora nesta parte final tivesse este comportamento isolado, obviamente que tinha que ser mostrado o cartão amarelo. Mas não, ele foi insistindo neste comportamento.
Até porque passa uma imagem para o resto da equipa que não vale a pena estar a tentar atrasar o jogo.
Claro, exatamente. Portanto, isto até entrando naquilo que vai ser já a nota, já vais solicitar, obviamente, quer dizer que eu acho que o que fica aqui desta parte específica da perda de tempo é que o árbitro muitas vezes está atado de mãos e pés, como costumo dizer, para poder acelerar o jogo. Mas há uma coisa que o árbitro tem em seu poder, que é exatamente a possibilidade de dar o que a gente chama de descontos, que no fundo é a recuperação de tempo perdido, acrescentar tempo. E aqui, até pela parte emocional e psicológica, percebendo claramente que o Moreirense foi fazendo isso de forma sistemática, porque foi, em diversas situações, clarinho como a água, agora dava oito a nove minutos. Se calhar o resultado era o mesmo, não é isso que está em questão, mas dava oito a nove minutos e ia muito mais ao encontro daquilo que foram, para já, as perdas reais de tempo para estas situações. E depois passava uma mensagem clara para este jogo e para os próximos, porque as equipas quando apanhassem: "Olha, este é o árbitro que não tem problema em dar oito a nove minutos. Portanto, se calhar não vale a pena, se calhar é melhor a gente jogar." Isto funciona assim. Mas pronto, nesse aspeto acho que o Rui Costa não esteve bem nesta gestão do tempo. Às vezes não é uma questão de ser mais um minuto ou menos, se calhar estavam ali mais de três a quatro e não havia gols, mas é a mensagem que passa claramente na tentativa. É este o combate forte que os árbitros podem fazer, embora felizmente já esteja a ser estudado nas mais altas esferas do International Board, a possibilidade de termos no futebol profissional, tempo útil de jogo, cronômetro, como se faz no futsal e outras modalidades.
Sem falta, edição alargada. Para terminar, Pedro Henriques, faço-te duas questões em uma. Vamos voltar ao início deste Sem Falta, à assobiadela monumental que a equipa de arbitragem recebeu no final do jogo, perceber se foi ou não merecida e também a nota para esta equipa de arbitragem.
Olha, eu acho que os adeptos, se calhar, estavam a assobiar pelas perdas de tempo e pelo pouco tempo que foi dado. Acho que por isso.
E aquele lance do Yaremchuk também, talvez.
Sim.
Que a bola acabou por entrar na baliza.
Não tenho a certeza se os adeptos neste momento terão a certeza ou não, ou na altura, embora estejam sempre ligados às redes sociais e a todas as notícias, se o gol do Benfica, neste caso do Moreirense, teria sido legal ou não. Eu acho que foi muito mais focado até na questão das perdas de tempo e da gestão que o árbitro acaba por fazer esse aspeto. E eu acho que é por isso que os assobios acontecem quando a equipa de arbitragem, especificamente, sai assobiada. Relativamente à nota, vou dar nota quatro, portanto, mantenho o meu critério, sempre que há um lance de penálti, um gol, etc. Algo que eu acho que o árbitro não decidiu bem. Normalmente, ou dou quatro, no limite, dou cinco, quando não há grande impacto naquilo que é o resultado. Para mim, sendo um gol e ficando o jogo um a um, obviamente que isto para mim tem claro impacto naquilo que é também o resultado do jogo e por isso nota negativa, nota quatro, porque o árbitro, como vimos, quer nos amarelos, quer até nessa situação do Yaremchuk, esteve bem. Não esteve bem na gestão do tempo, mas isso não é um erro clamoroso, mas para mim este é o lance do jogo, o gol do Moreirense e, como disse, salvo outras imagens, para mim, fora de jogo de posição do Rafael Martins, que tem impacto no Otamendi. Portanto, nota quatro, nota negativa à equipa de arbitragem.
Fica aqui então a análise do ex-árbitro internacional e audioárbitro da Rádio Observador, o Pedro Henriques, para este Benfica-Moreirense, com empate na Luz, o árbitro e a equipa de arbitragem a terem aqui um papel fundamental no resultado do jogo e nota negativa. Este Sem Falta vai ficar disponível para voltar a ouvir, para fazer download e também para partilhar dentro de momentos em podcast, em observador.pt e nas habituais plataformas de podcast. Obrigado, Pedro.
Obrigado também.