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Sem falta da Rádio Observador, 33ª jornada, o Sporting foi até a casa do Rio Ave, até Vila do Conde, vencer por quatro bolas a uma, num jogo apitado por João Gonçalves. Uma vitória que valeu ao Sporting, depois do desaire que aconteceu em simultâneo do Benfica na Luz, o empate frente ao Braga, que valeu ao Sporting o segundo lugar. Resta-nos saber, Pedro Henriques, se foi tudo legal com esta vitória do Sporting. Vamos começar a análise dos casos deste jogo.
Sim. Minuto 12, gol legal do Rio Ave. E aqui a questão era se no meio-campo, na zona onde o Rio Ave recuperou a bola, o Raine Guilherme tinha feito falta sobre o Luís Guilherme. Para mim, há contacto nas costas, há ali uma mão nas costas, parece-me insuficiente para que o jogador do Rio Ave perdesse a bola, até porque ele ficou com a bola e com o esférico dominado, só mais à frente é que acaba por perder e, portanto, para mim, vou dar como legal. Na sequência, o Bezerra marca o gol e vê cartão amarelo porque a extase a comemorar o gol tira a camisola e, portanto, nada a dizer relativamente a este lance. Minuto 14, praticamente tudo seguido, no interior da área lunina, o Gyökeres remata e a bola vai à mão direita do Eduardo Quaresma, mas tem o braço junto, encolhido e encostado ao corpo. Se a bola não batesse na mão, vamos tirar a mão, a bola ia bater no corpo. Quer dizer que não há volumetria fora do plano do corpo. Minuto 29, o contacto do Francisco Petrassi na sua própria área, ao saltar mais alto que o Luís Soares, acaba por cabecear a bola, promove um contacto ali na zona da nuca, ele fica queixoso no chão a pedir pênalti por uma carga na cabeça ou uma cotovelada, mas para mim, tudo certo neste lance e portanto, sem qualquer motivo. Depois, ao minuto 32, há também um contacto, outra vez Luís Soares no chão a pedir pênalti do Raine Guilherme. Há contacto pé direito com pé direito na disputa de bola de ambos os jogadores. Há ali um contacto a nível de corpo com corpo, mas para mim, sem motivo para pontapé de pênalti. O árbitro mostra amarelo ao Soares, se foi por simulação, errou, se foi por palavras, nada a dizer e na sequência o Diomande também vê o respectivo cartão amarelo e é advertido, portanto, por protesto, porque também queria pênalti. Minuto seguinte, pontapé de pênalti, para mim, bem assinalado sobre o Luís Soares, é o Petrasso, peço desculpa, Francisco Petrasso, que vai com a sua mão esquerda em corrida, isto é, vai em corrida lado a lado com o Luís Soares e já dentro da área, estica o seu braço esquerdo, agarra, puxa, derruba o Luís Soares no interior da área. Portanto, para mim, pontapé de pênalti, mas há aqui um pormenor que eu na altura, no direto, estava com os dois jogos, não tinha conseguido perceber. Há uma clara oportunidade de gol, porque o Luís Soares vai isolado na direção da baliza adversária. Está na direção da baliza, leva a bola controlada, mais nenhum defensor pode intervir e, portanto, estamos perante uma situação de clara oportunidade de gol. Por ser por agarrar, não se anula o cartão vermelho e passa-se para amarelo, que foi aquilo que o árbitro mostrou. Por quê? Porque só os braços, mantém-se tudo, neste caso, sendo uma clara oportunidade de gol. E aqui o erro de não ter mostrado, no meu ponto de vista, cartão vermelho direto. E na primeira parte acabamos aqui. Vamos à segunda.
Vamos à segunda, Pedro.
Minuto 46, é lance fora da área em que o Gyökeres fica a pedir um eventual pênalti, mas percebemos que é mesmo à entrada da área. Para já era fora, se houvesse falta, era fora. E é o Luís Guilherme que é mais rápido, antecipa-se e retira a bola, portanto não pisa, não rasteira o jogador. E portanto, para mim, boa decisão, nem sequer há falta, muito menos pênalti. Minuto 52, primeira expulsão, o Petrasso, que lá está, já tinha visto cartão amarelo, vê o cartão vermelho, é uma entrada fora de tempo, sem bola e com o pé direito pisa a entrada da área do Vila do Conde o pé direito também do Luís Soares, uma entrada negligente passível de respectivo cartão amarelo. Minuto 83, uma entrada muito dura do Raine Guilherme. Fiquei aqui na dúvida entre o amarelo e o vermelho, porque o ato dele é que ele perde a bola e vai tentar buscá-la. E ao esticar a perna direita, acaba por acertar no tornozelo esquerdo do Ján Honzík, de lado, com os pitões. É uma entrada um bocadinho dura, no limite da negligência. Vou aceitar o cartão amarelo, mas é muito no limite. Mas curiosamente, dois minutos depois, o mesmo jogador acaba por ser expulso, por acumulação de amarelos, porque tem uma entrada muito impetuosa, não para o movimento. Ele realmente com a perna direita pontapeia a bola, mas com o pé esquerdo acerta em cheio no calcanhar do Costa Silve.
Costa Silve. É um nome difícil de dizer, sobretudo a estas horas, Pedro.
Exato. Portanto, veio o segundo cartão amarelo e consequente expulsão por acumulação. E portanto, tudo certo aqui. E com isto terminamos a análise.
Vamos saber que nota merece João Gonçalves.
Vou dar seis, porque acaba por não ter impacto aquilo que podia ser uma decisão do Petrassi ser expulso ainda na primeira parte com o pênalti. Lá está, num resultado 4 x 1 e ainda por cima a favor do Sporting, a expulsão do jogador do Rio Ave acaba por não ter impacto na perspectiva do resultado. O Sporting acaba mesmo por ganhar. Esteve bem nas expulsões, que foram por acumulação, nos cartões amarelos antes dessas expulsões, que foram dados aos jogadores. Esteve bem, para mim, na questão propriamente dita do pontapé de pênalti e em todas as outras situações em que não houve pênalti e que falámos aqui. Mas lá está, por falhar aqui num cartão vermelho, que para mim era direto, reduz-lhe aqui um bocadinho a nota e vou lhe dar o apenas seis, mas de qualquer maneira. Por quê? Porque tem um pênalti bem assinalado, porque tem duas expulsões bem dadas e tem muitas situações da área que foram bem resolvidas. Nota seis.
Nota seis para João Gonçalves no Rio Ave 1, Sporting 4, jogo da 33ª jornada do campeonato. Pedro Henriques, temos novos compromissos na próxima jornada, a derradeira jornada deste campeonato. Depois temos ainda a Taça de Portugal e vamos estar cá também pro mundial. O que não falta são momentos para encontrar o Pedro Henriques, que também está sempre conosco, ou quase sempre conosco, em sede de O Campeão, com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto. Um abraço, Pedro.
Um abraço, obrigado.