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e palmas ] Está no ar mais um Sem Falta da Rádio Observador. 23ª jornada do campeonato e na noite de hoje, coração, olhos e ouvidos divididos entre Moreira de Cónegos e também o Estádio da Luz. O Sporting venceu o Moreirense por 3 x 0, num jogo fora. Já o Benfica recebeu e bateu a equipa do AVS por três bolas a zero. Mas vamos começar por esse encontro que opôs Moreirense e Sporting e que teve arbitragem, Pedro Henriques, de Bruno Costa. Deve ter sido um jogo, que vamos acompanhar agora mesmo, um pouco mais difícil do que o outro, mas Pedro Henriques, também estavam outras coisas aqui em causa.

Sim, aparentemente sim, sobretudo na primeira parte, mas em termos de arbitragem, os jogos até são relativamente parecidos, embora com notas diferentes, porque vamos perceber que no jogo do Sporting foi tudo limpo e no jogo do Benfica, na minha opinião, nem tudo correu bem. Embora todas as situações que aqui vamos mencionar acabam por não ter qualquer impacto naquilo que foi o resultado final. Ambas equipes já ganharam por 3 x 0 e trata-se, neste caso do jogo do Benfica, apenas de um lance que seria a favor do Benfica e com a vitória de 3 x 0, perde esse impacto. Mas vamos começar pelo Sporting.

O Sporting e pela arbitragem de Bruno Costa.

Vamos começar por isso e vamos apenas destacar aqui seis lances, que são para mim os mais relevantes e importantes. Ao minuto quatro, talvez a única falha do árbitro, uma entrada completamente fora de tempo sobre o Diomande, quando este já tinha feito o passe e não estava já com a posse de bola. Foi uma entrada despropositada e negligente, que deveria ter sido sancionada com o respectivo cartão amarelo e não foi, e por isso faltou aqui o cartão amarelo. Depois ainda na primeira parte, e de resto só tenho dois lances na primeira parte e quatro na segunda, portanto é um Sem Falta neste aspecto com pouca coisa. Ao minuto 38, junto à área leonina, o Diomande acaba por juntar à área leonina, o Sporting estava a defender naquele momento, há um cartão amarelo mostrado ao Diomande. Numa primeira fase, até me parecia que o cartão amarelo tinha sido para o Umann por estar a protestar, porque o Sporting, o próprio Diomande e o próprio Umann, como capitão, estavam a protestar que o Diomande teria, nessa disputa de bola com o Lincoln, sofrido falta. Mas na prática e na realidade, o primeiro momento, que é esse que o Sporting se queixa, o Diomande tem a mão esquerda na cintura do Lincoln e o Lincoln tem o braço direito no ombro esquerdo. É óbvio que aquilo que o Diomande se queixa é que este braço no ombro o teria derrubado. Mas o fato é que o Diomande também vai com a mão engaxada, chamemos assim, na cintura do adversário. E como eu tenho dito aqui várias vezes, nestas circunstâncias em que os jogadores utilizam os braços de forma mútua, os árbitros normalmente nada assinalam.

É quase como ser o laço a falta, neste caso.

Exatamente, porque ambos fazem falta. Mesmo que depois se procure dizer: "Não, mas se calhar o braço de um foi mais intenso do que o outro", não interessa. O que o árbitro vê e aquilo que o VAR, neste caso como são lances de área, este caso fora da área, o VAR não se pode intrometer, mas imaginemos que era lance de área, o que o VAR iria fazer era também deixar seguir. Depois, quando o Diomande acaba por cair na consequência deste lance e do tal braço que ele tem no adversário e o adversário nele, e o adversário aqui é o Lincoln, aí sim, o central leonino pontapeia com o pé direito, o pé direito do Lincoln. E é uma boa patada, como se costuma dizer, é um bom pontapé e é chamada entrada negligente e é isso que o árbitro assinala, ali direto fora da área, e mostra o cartão amarelo, porque o cartão amarelo que diz respeito ao pontapé foi bem mostrado. E eu concordo com a decisão final. Vamos então para a segunda parte. E temos apenas quatro lances. O minuto 49, há um remate do Morita, muito à cama, em cima do Stepanovic. O Stepanovic tem o cuidado, porque os jogadores já começam a ter esse cuidado, sabendo que vai haver um remate e que a bola pode ser interceptada, que ele está dentro da área, no coração da área, no sentido da zona central, que pode eventualmente interceptar com o braço, seja o esquerdo, seja o direito, podia eventualmente interceptar com os braços essa bola, ele tem já o cuidado de fazer aquilo que é, tanto o braço esquerdo quanto o braço direito todos para trás, todos encostados, todos juntos ao corpo, para ter a certeza que não há nenhuma volumetria. E depois o remate, que é de perto, é à queima, acaba por ir bater ali entre o ombro e o braço esquerdo do Stepanovic. E portanto, quer pelo sítio onde bateu, que é mais ombro do que propriamente braço, e o ombro não é penalizado, mas quer também pelo fato de o braço estar junto, encostado, não há motivo para pontapé de penálti. Ao minuto 52, e naquilo que foi o primeiro gol leonino, a questão está na legalidade da recuperação de bola. O Cédric é que perde a bola e ele não pediu bem falta, mas ficou ali naquela que eventualmente poderia ter sofrido a falta e depois até se levanta e vai atrás da jogada. Percebemos, até porque a televisão teve o cuidado de mostrar bem duas ou três repetições, que os jogadores que o estão a envolver é o Umann e o Max Araújo, e ambos com as pernas direitas mais próximas do Taglia. Nenhuma dessas pernas toca, derruba, rasteira o Taglia e ele cai porque na tentativa de passar entre os adversários e levar a bola, acaba por ele próprio se desequilibrar e é isso que faz perder a bola. E portanto, depois daí, dá-se o gol do Sporting e o gol, neste caso, de Francisco Trincão, o gol legal, na recuperação de bola não há falta. Penúltimo lance, minuto 55, o outro cartão amarelo, além do Diomande, o segundo cartão amarelo que foi mostrado, neste caso, ao Rodrigo Alonso, conhecido por Rodri. O Rodri agarra o Luís Suárez, de forma ostensiva e deliberada, mas agarra no momento em que a bola é metida para o Luís Suárez, que já passou o meio-campo e está a fazer a chamada transição ofensiva. E este agarrar, inserto-se naquilo que também muitas vezes temos aqui falado, que é a chamada falta tática. Conduta desportiva e ao mesmo tempo falta tática, porque destrói a jogada. O objetivo é parar a jogada. É o que nós dizemos normalmente falta útil, por isso cartão amarelo bem mostrado. Finalmente, minuto 56, o gol do Sporting, neste caso, o segundo. A questão do Francisco Trincão quando passa a bola para o Jérémy Katombe, depois o Jérémy Katombe, que está no corredor direito, vem por dentro e faz aquele grande gol. Mas não é que tenha ficado muitas dúvidas, parece-nos logo a imagem corrida que estava de forma legal e depois aparece a imagem da televisão a dizer que ele por 112 cm, portanto, mais de 1 m, estava em posição legal e, portanto, gol legal. E com isto terminamos aqui os lances.

E resta saber, Pedro Henriques, depois desta arbitragem, que nota merece esta equipa de arbitragem liderada por Bruno Costa?

Vou dar nota positiva, nota 7. Digamos que o único erro, que não tem qualquer impacto no meu ponto de vista, é a falha em matéria disciplinar, o tal amarelo por mostrar em relação ao Diomande. Aliás, peço desculpa, ao Lincoln, sobre o Diomande, assim é que é, o tal lance que eu destaquei logo ao minuto quatro. E depois, digamos que um segundo ponto menos positivo, o tempo extra dado. Eu ando sempre a bater nisto porque a competição tem gols, tem mercados, frites, diferença de gols, etc. Está bem que o resultado já está resolvido, mas os três minutos foram muito escassos. Eu relembro que houve três gols na segunda parte, houve um cartão amarelo na segunda parte e houve seis substituições onde entraram 10 jogadores. Portanto, o tempo tinha que ser ali a bater entre os cinco, seis minutos. De qualquer maneira, isso são os pormenores que não têm grande relevância e importância. O que tem importância é que os três gols, nomeadamente dois deles, foram completamente legais. Aliás, foram os três, mas dois deles que temos aqui a analisar legais. A gestão técnica do jogo, boas decisões e sobretudo uma coisa muito boa, até por comparação com o outro jogo do Benfica, é que este jogo teve um tempo útil fantástico, 63,34%. Só para termos uma noção, mais 10% que teve tempo útil o jogo do Benfica com o AVS. E por isso, tudo certo, boa arbitragem, nota 7 para a equipa liderada por Bruno Costa.

Nota 7 para a equipa liderada por Bruno Costa na vitória do Sporting em casa do Moreirense por três bolas a zero, a contar para a 23ª jornada do campeonato.