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Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". Eu, Pierre Fonseca, minha esposa, Rita Da Nova, pessoa que tem a espinha aos Es.

Eu tenho escoliose. Não sei se queres abrir o capítulo do...

Da saúde

...das maleitas da Rita.

Tu foste recentemente fazer exames ao corpo e a tudo. Olha lá para as costinhas direitas. Pois, endireita agora.

Agora não dá, essas espinhas já não se endireitam.

E tu mostraste-me um raio-X em que se vê a tua espinha e parece uma estrada de montanha.

Estás a exagerar também.

Parece a prova do rally da montanha.

Tu já foste fazer o teu raio-X?

Eu ainda não fui fazer o meu raio-X.

É que vai na volta.

Não, a minha está direitinha.

Depois nós vamos comparar.

A minha está reta, parece um pilareta.

É um pilareta?

É. A tua é uma cobrinha.

Uma cobrinha. É o snake. Quando já não havia muito espaço e a cobrinha tinha que se enrolar toda sobre si própria.

Quando estavas a jogar. Não associei logo ao jogo. Tens toda a razão.

Nós somos pessoas do final dos anos 80, início dos anos 90.

Como é que será o resto da tua vida com a espinha nesse estado?

Eu vou ter de ir fazer pilates, alguma coisa assim do gênero. Eu ia pra natação, se calhar vou ter de ir sem ti.

Mas eu alguma vez te impedi de ires sem mim?

Não.

Eu disse para tu ires à natação à mesma. Eu fui lesionado.

Não, tu lesionaste-te sozinho.

Eu fui atirado ao chão por uma celebridade do entretenimento português e estou impedido de fazer natação pelo menos durante um ano.

Coitadinho.

Não quer dizer que tu não possas ir.

Coitadinho do crocodilo.

Tu podes ir fazer a tua natação.

Pois, se calhar vou ter de ir.

Faz o teu pilates. Devias te encostar a uma parede e eu esmagava-te do lado contrário para endireitar.

Exato, acho isso uma grande solução. Queres fazer agora?

Mas como é que funciona? Tu devias te pôr de lado numa parede e eu empurro um móvel contra ti.

Ok.

Que é para endireitar.

Acho que ia solucionar muito bem isso.

Percebes? Não sei onde é que está a ciência.

Acho que ia solucionar muito bem isso.

E aqueles vídeos esquisitíssimos que eu não consigo ver porque faz-me confusão. Acho sempre que as pessoas vão ficar paraplégicas.

Adoro. Ouvir . Adoro.

Não te conseguem pôr a espinha direita.

Não, não conseguem. Isto é uma condição chamada escoliose.

Eu não sei o que te diga. Eu vi o teu raio-X e eu acho que tu estás muito mal.

Eu estou muito mal em geral, não queria começar por aqui, mas toda eu estou mal.

Pois é, tu estás toda estragadinha.

Hoje estou muito mal a gravar este episódio. Sei que não parece.

Não, porque o teu carisma e a tua energia natural saltam logo à vista.

É um dos dias em que eu dou muitas graças por não termos vídeo neste podcast, porque eu não conseguiria estar aqui hoje se tivéssemos vídeo.

Como é que será que as pessoas nos imaginam neste momento?

Tudo o que estão a imaginar, pior.

Pois é.

Pior.

A Rita passou mal a noite derivado de ser uma gaja.

Passei muito mal a noite. Não sei se não fui contagiada pelo meu sobrinho com qualquer coisa.

Pois é. Mas uma coisa te digo, é bom que quarta-feira desta semana tu estejas.

Não, vou estar.

Nem que se arranje uma droguinha. Queres uma linha de coca?

Achas que ajudava?

Eu sei lá o que tu precisas.

Se calhar as pessoas no Porto têm droguinhas pra mim.

Sabes qual é a minha droguinha no Porto? Um cachorrinho do Gazela, uma francesinha e cerveja preta. Eu com isso faço o que vocês quiserem em palco. Eu estou pronto para conquistar o mundo.

Ok. Mas estás contente com o início da tour desta semana?

Estou muito contente. Nós continuamos a ter reuniões de Tribunal da Relação e as reuniões estão a correr muito bem. Naturalmente, nós quando estamos a falar com as pessoas no Zoom, com os voluntários para o Tribunal da Relação, começamos a perceber de que lado é que estamos. Já estamos a preparar o nosso caso, já estamos a ter conversas isoladamente com as pessoas que vamos defender em palco. Eu estou muito entusiasmado. Estamos a fechar convidados, a acertar os convidados nas datas em que podem. Eu estou muito contente.

Eu também. Acho que as pessoas vão gostar muito, se tudo correr bem, do convidado que vamos ter para o Porto já na quarta-feira. É um convidado que anda a ser pedido muito para vir ao podcast.

É verdade.

Vou só deixar assim.

E que já esteve para vir ao podcast e infelizmente não conseguiu, problemas de agenda, não conseguiu. E eu acho, genuinamente, nós estamos a 60 bilhetes de esgotar um Sá da Bandeira inteiro. 50 e qualquer coisa. Até quarta-feira é possível. Eu acho possível esgotar. Eu agora, neste momento, já acho possível.

Já achas?

Eu acho que 50 bilhetes até quarta-feira, perfeitamente fazível.

Vamos, malta, vocês ajudam-nos.

O que eu acho? Eu acho que é o convidado perfeito para encher aquela sala.

Também acho que sim. Vão adivinhar quem é.

É o Marcelo Rebelo de Sousa. Pronto, eu vou dizer. É Marcelo Rebelo de Sousa. Não, estou brincando.

Coitado, não. Coitado do nosso convidado estar a ser comparado ao Marcelo Rebelo de Sousa.

Não, acho que o nosso convidado vai perceber que isto é uma espécie de uma ironia de para onde é que eu podia ir para o lado contrário da pessoa mais desinteressante para ir ao palco.

Exatamente. Sendo que o nosso convidado, vocês se fizerem contas, vão chegar lá. É um convidado que já esteve para vir ao podcast.

Não veio.

Não veio.

É da cidade.

É da cidade do Porto.

E tem uma energia...

Incrível.

Eu estou...

Estou muito entusiasnada. Entusiasnada?

Entusiasnada?

Estou entusiasnada, que é nada, tive medo.

Que é quando não queres.

Exato. Estou muito entusiasmada com o início da nossa tour. Ainda há bilhetes para o Porto.

Sim, senhora.

Ajudem-nos a esgotar aquela salinha bonita.

Eu queria só dizer mais uma coisa, que nós não falamos disto há algum tempo. Este segmento que nós criamos para o nosso podcast, o Tribunal da Relação, envolve voluntários. E é simplesmente uma ideia que eu e a Rita tivemos de fazer uma espécie de sessão de tribunal com comédia de improviso em palco. O que nós precisamos? De um casal Amoroso, podem ser irmãs, podem ser primos, podem ser amigos, que tenham uma quezília qualquer entre si e que tenham bilhetes para o espetáculo. E que digam assim: "Nós temos este problema, nós gostávamos muito de fazer o tribunal da relação na data X, porque é esse espetáculo que nós vamos". Vocês podem ir a qualquer data. Algumas já estão fechadas, mas nós aqui reorganizamo-nos. E a ideia é, em palco, eu defender um, a Rita defender o outro, exatamente como num tribunal, e o nosso convidado ser o juiz.

Exatamente.

O convidado dessa data. Ser o juiz, que vai pedir testemunhos, vai pedir provas, vai botar sentenças, vai pedir alegações finais. E esse momento só acontece se houver voluntários. Neste momento, nós temos um bocadinho mais de um terço de datas de terapia de casal.

É que podemos dizer que datas é que não têm praticamente pessoas.

Acho que não vale a pena, porque se for preciso reorganizar, as pessoas dizem assim: "Eu vou a esta", e nós já temos. Nós reorganizamos para outra, está tudo bem. Têm é que enviar para terapiadecasalpodcast@gmail.com a vossa proposta.

A vossa candidatura.

A vossa candidatura. Dizer assim: "Nós gostávamos muito, porque eu estou farto de discutir com o meu melhor amigo sobre isto ou com o meu namorado sobre isto, e nós gostávamos muito de ir a palco e resolver isto". Outra coisa que eu quero dizer. Está-se a aproximar as datas, não é?

Aproximar?

A aproximar.

Está-se a aproximar, diga.

Estão-se a aproximar as nossas datas. E o que é que se passa? As pessoas têm: "Ah, eu procuro bilhete para Almada, está esgotado." "Ah, eu tenho aqui um bilhete para Lisboa, dia 18, e eu não vou poder ir. Alguém quer comprar?" Malta, eu vou dizer isto outra vez, porque as pessoas estão a me inundar as caixas a dizer: "Podes, por favor, partilhar a minha story a dizer que eu vendo dois bilhetes para Almada e está esgotado?" Eu vou explicar. Eu e a Rita, no último post que nós fizemos no nosso Instagram.

Eu já fiz outras entretanto.

Nós fizemos em collab, que é como se diz agora nas merdas. Com o cartaz, vocês comentam lá e lá é uma espécie de marketplace.

Exatamente.

Vocês lá podem pôr as coisas, eu vendo, eu procuro, eu quero, leem os comentários. "Olha, só a vender para Coimbra, eu quero para Coimbra, eu quero comprar, vou mandar mensagem." Lá é o sítio onde vocês brincam todos uns com os outros e dizem o que é que procuram e o que é que não procuram, o que é que querem e o que é que não querem. É lá que nós estamos a condensar esse tipo de coisas. Porque se eu for fazer uma story, por cada pessoa que diz que tem dois bilhetes para vender, o meu Instagram vai parecer o da Inês AP. Isso não vai acontecer. Ok? Pronto.

Exatamente. Já deste os recados todos aos meninos.

Vai arrancar a tour e eu senti necessidade de fazer estes preâmbulozinhos. O que é que sentiste?

Acho que fizeste muito bem. Eu acho que eu estou com febre.

Neste momento?

Sim.

Tu queres tomar alguma coisa? Queres tirar a temperatura in podcast?

Quero. Pode ir buscar.

Então o que é que eu vou dizer? É para tu atualizares.

Eu quero, já que falamos de marketplace.

Exato. Mas eu sou ou não sou um profissional dos media?

Esta senhora vai buscar-me um termómetro, se faz favor. Então marketplace, malta, sonhávamos, desejávamos, conseguimos. Lisboa, Portugal, Leroy Merlin, vitória. Já me devolveram o dinheiro. Não só já me devolveram o dinheiro, como a nova secretária de outra loja que eu comprei já chegou, já está montada. Ainda não posso partilhar fotografias porque o escritório ainda está todo torto.

Pronto, já podes pôr. Eu vou ver a tua temperatura.

Muito bem, vamos lá, espera aí. Ok. Mas o escritório está a aproximar-se de ficar direitinho. De facto, um pouco de pressão social nunca fez mal a ninguém.

Eu não estava à espera que tanta gente fosse escrever nas redes sociais do Leroy.

Ya, as pessoas foram um bocado malucas.

"Deixem a Rita escrever um novo livro." Pá, ri-me muito, muito, com a quantidade de gente que foi, mas principalmente com um comentário que dizia só: "Free Rita", como havia o Free Britney. Criámos um movimento de Free Rita. Agora, é um bocadinho triste. Eu fico contente que tudo se tenha resolvido, mas é um bocadinho triste que porque temos um podcast.

Sim, porque temos uma plataforma pública.

E temos uma plataforma, nós lançámos o episódio às 06:00, ao 12:00 estavas a receber chamadas.

Sim, às 14:00.

Pronto, é do género. Ok, obrigado, mas não é?

Sim.

E as pessoas que não têm um podcast com dezenas de milhares de pessoas a ouvir, se calhar não têm as mesmas capacidades de resolver os seus problemas.

Não têm. Eu recebi uma chamada da própria Leroy Merlin.

Pois, pá, e eu fico contente, mas é do género, e as outras pessoas?

Exato. E as outras pessoas não têm esta plataforma. Devia haver um podcast que era só o livro de reclamações.

Ok.

Tinha um host, podias ser tu.

Ok.

E depois as pessoas iam lá e queixavam-se de coisas que já estavam pendentes há muito tempo. Davam expose.

Problemas que tinham para resolver. Eu não sei se tu já espreitaste as reuniões da Assembleia da Câmara Municipal de Lisboa.

Algumas.

Que tem uma secção, olha.

36.1. Não, estamos bem.

Eh pá, até estás fria. Queres que eu te aqueça um bocadinho?

Não estou fria.

Eu aqueço-te um bocadinho.

A Bibiette ficou um bocado chocada com este barulho. Desculpa, Bibiette.

Pois é, está tudo a apitar. Isto é semicadáver ou não? 36?

36 é bom.

36.1 é semicadáver.

Não é nada.

Queres uma mantinha?

34 ou 35 é que é semicadáver, mas eu sinto-me quente. Olha, toca lá na minha testa.

Estás perfeitamente normal.

Achas? Ok.

Tu estás, como dizem os ingleses, discombobulated.

Adoro essa palavra.

Eu também. É das minhas palavras favoritas.

"Favoritas".

"Favoritas". Não, olha o racismo.

Não, veio do discombobulated.

Discombobulated é uma palavra ótima.

Ok.

Mas as reuniões da Assembleia Municipal de Lisboa têm uma secção em que as pessoas vão lá e dizem merdas. "O meu pássaro fugiu" e não sei o quê. Vão lá com os seus problemas. Pá, e às vezes é hilariante as pessoas a falarem dos seus problemas. E eu não sei se esse podcast não seria um sucesso, o livro de reclamações.

Eu vou deixar aqui. Eu posso fazer. Também quem tem dois podcasts, tem três.

Eu já tenho três. Fazes tu três.

Quem tem dois podcasts, tem três, mas isso até era uma coisa assim tipo limitada, era giro. Gravava não sei quantos e depois ia saindo.

Só com queixas das pessoas.

Só com queixas das pessoas.

Ya. Muito bem. Rita, eu tenho mais um tema desta semana. Pronto, já passamos Leroy Merlin, já conversamos, já agradecemos. Nós andamos os últimos oito meses, não, mais, quase um ano, com uma câmera.

Não, mais de um ano.

Quanto tempo?

Um ano e meio, pra aí.

Um ano e meio?

Daquelas descartáveis.

Andamos com uma câmera descartável. E íamos tirando fotos em momentos, tipo 25 de abril com os nossos sobrinhos, quando fomos a Nova York, quando fomos de férias pra Escócia, quando fomos pra cabaninha agora nos teus anos. Nós andamos e íamos tirando uma, duas fotos em cada momento. Por que não?

Por que não?

E chegou o fim e nós pensamos: "Agora vamos revelar esta máquina que nos acompanhou o último ano e meio". E a quantidade de fotos que têm dedos à frente.

Eu não sei o que se passou.

O que aconteceu? Nós não temos capacidade. Eu estou a falar daquelas máquinas, se calhar há pessoas mais novas, que tiras uma foto e depois até ficar outra vez engatilhado para tirar uma nova. E depois no fim tens que revelar.

Sinto que eu acho que muitas delas queimaram e nem sequer aparecem aqui.

É perfeitamente possível. Eu acho que as que estão completamente queimadas eles não revelam.

Porque eu acho que nós tínhamos 30 fotos.

Eu não me lembro.

E de repente estou aqui a ver que temos...

Quantas fotos é que estão aí? Espera aí, ela está a contar.

29.

Caiu uma.

Caiu uma.

Estavas a dizer: "Estão aqui fotos!" Para ver se era uma.

Eu achei que tinha tirado a Alice no primeiro aniversário dela e claramente não tirei.

É que eu acho que foi só depois, eu acho que no aniversário não havia. Agora, eu não tinha noção da quantidade de fotos que nós tiramos com o dedo à frente. Há uma foto tua em Nova York, muito gira.

Perfeita.

Por acaso até podemos usar para divulgar este episódio. Há uma foto mesmo muito gira.

Que está estragada por tua causa.

Tem um dedão à frente. Mas como é que eu não vejo o meu próprio dedo quando nós estamos a tirar? Eu sei tirar foto, eu ponho os dedos para cima.

Eu não sei, mas temos muitas com o dedo à frente. Há uma então da paisagem de Nova York, espera aí, que está perfeita, que é mesmo literalmente uma mão inteira à frente.

Pois é. Isto é uma tristeza. Isto é mesmo uma grande tristeza. Como é que isto acontece? É que não só as fotos, como são de uma máquina de revelar.

E descartável, portanto, também não tem assim propriamente muito boa qualidade.

É uma máquina descartável, portanto, já tem ar antigo, como agora estamos a tirar fotos com o dedo à frente, que é uma coisa de velho. Portanto, as fotos têm um aspeto velho e nós temos um aspeto velho.

Eu não sei o que se passa, nós estamos mesmo anos 90 máximo, mas como se tivéssemos a nossa idade nos anos 90, portanto, agora estaríamos mais velhos. Percebes? Se calhar há qualquer coisa que quando tu pegas em objetos que já não são da tecnologia de agora, te envelhece também.

É possível. Achas que se eu pegasse agora num discman, eu ficaria todo grisalho?

Ya, acho que sim.

Isso é uma boa história.

Este episódio é só ideias de podcast, ideia de histórias.

Tu estás um bocadinho mortiça da tua feminilidade, mas te esparras ideias.

Estou prolífera nas ideias, estou muito mal na existência.

Na energia.

É. Pronto. Temos aqui muitas fotos com o dedo à frente, é só isso.

Podíamos fazer uma espécie de uma compilaçãozinha para divulgar o episódio.

Mas as do dedo. As do 25 de abril estão muito giras, só não dá para mostrar porque temos-

Há bebês. Mas há uma foto muito gira da Alice com o dedo todo enfiado no nariz.

Todas as fotos em que a Alice aparece, ela está com o dedo no nariz. Olha aqui.

Sendo que a Alice já não é esse bebê. A velocidade em que as crianças crescem, eu vou te dizer uma coisa, eles crescem tão depressa, os nossos meninos.

E o Duarte aqui nesta foto. Espera, será que é esta? Que também está todo-

Atenção, isto é um podcast, nós estamos a ver fotografias, as pessoas não fazem ideia do que nós estamos a ver.

Vê lá o Duarte aqui, também já não é este bebê.

Pois não.

Já é um bebê que me passa merdas.

Ya, encheu-te de doenças. Queres ir a e-mails, então?

Quero ir a e-mails, vamos ver e-mails.

Não tens mais nada para dizer.

Não, não tenho mais coisas para dizer.

Estás muito entusiasmada de começar a tour.

Estou muito feliz.

Palmela e Viseu continuam com bilhetes à venda.

Exatamente.

E para as pessoas comprarem.

Comprem.

Palmada está esgotado. Se forem da Margem Sul, Palmela. Se forem da zona centro, está tudo praticamente esgotado também, portanto, ainda Aleiria e Viseu. E se forem de Lisboa, há para 1 de dezembro, é a única que há. 1 de dezembro às 19h.

Ainda há uns bilhetinhos, portanto.

Há meia sala para aí ainda, mas temos tempo.

Temos tempo.

E é isto. Comprem bilhetes, nós estamos muito entusiasmados com esta tour.

Achamos que vai ser muito gira.

Acho que vai ser muito divertido.

Se tudo correu bem, este fim de semana fiz os meus encontros também do "Livre-te", de aniversário do "Livre-te".

Pois é, o teu outro podcast fez anos. Já faz quantos anos?

Quatro.

Quatro anos.

É o quarto ano do "Livre-te".

Muito bem.

E pronto, desculpem, estava a arrotar um bocadinho na boca.

Pois é, tu arrotaste.

Eu não estou nada bem.

Eu acho que é melhor nós avançarmos para e-mails. Queres qual e-mail?

O da Zara Home.

Então vamos embora. Eu vou abrir aqui o e-mail da Zara Home. Então lê lá, tu precisas de arrebitar.

Desculpem. "Querida Rita, querido Guilherme, está tudo bem." Desculpa, não era está tudo bem. "Olá, tudo bem?"

Mas é que claramente não está tudo bem.

Eu não estou bem, não estou não.

O que te arrebitava agora? Diz-me. Neste momento, o que te puxava a energia?

Era só ir tomar um banho, que é o que eu quero ir fazer a seguir a isto.

Ok, isso não dá para fazer durante o podcast. Nem eu posso ajudar. Quer dizer, posso ajudar, se tu quiseres.

Neste momento não vai ser bom para mim tu ajudares-me a tomar banho, Guilherme.

Ok. Então toma banho sozinha, por favor.

"Costumamos ouvir o vosso podcast e precisamos da vossa ajuda no seguinte dilema: estamos no processo de compra de uma casa que nos vai levar todos os cêntimos que temos disponíveis".

Esta mulher lê 110 livros por ano e não consegue ler.

Eu estou fraquinha Não estou bem.

Vai. Não, dá-lhe.

A nova casa vai ter que ter mobília.

Pois claro.

Claro, convém. Desculpem.

Rita da nova, eu vou ter que pôr um pin nesta merda. Isto é inacreditável. Tu não fazias isto. Eu vou ter que pôr um pin. Tu não fazias isto há imenso tempo. Tu disseste o nome da pessoa que está no e-mail. Rita, queres te concentrar? O que precisas de mim? Diz o que tu precisas.

Eu só preciso ir para o sofá. Parece que é a primeira vez que estou a fazer isto. Ok.

Episódio 292.

Ok.

Bora.

Bora. Eu, Zara Home, quero muito contratar uma decoradora de interiores porque acho importante não comprar peças soltas para uma divisão que na soma das partes podem não combinar.

Ok.

Portanto, ela é a Zara Home. Para além do mais, nenhum dos dois tem paciência e conhecimentos estéticos para o efeito. Considero também que podemos juntar dinheiro até conseguirmos comprar o projeto e as respetivas peças. Eu, IKEA, considero que é dinheiro mal gasto e que as decoradoras de Instagram são scam. Com este dinheiro podíamos comprar pelo menos um sofá. Acho que não termos decoradora também era uma excelente oportunidade para um projeto de casal que nos ia tornar mais unidos, pelo menos até àquela parte em que um fica a dormir no quarto e o outro na sala, mas ambos no chão, porque não há dinheiro para colchão. Posto isto, digam qual a vossa equipa, team Zara Home ou team IKEA. Muitos beijinhos e abraços. PS: caso não tenham percebido, este e-mail foi escrito em conjunto.

Foi, sim, senhora. Foi muito bem. Nós gostamos sempre quando os casais fazem coisas em conjunto, nós aprovamos. Qual é a tua posição, Zara Home ou IKEA, neste caso?

Neste caso, eu sou IKEA.

Pois é que eu também acho que sou mais IKEA, mas eu percebo a Zara Home. Ou seja, tu tens uma casa para decorar e nenhum dos dois percebe de decoração ou de estética. O que é que tu fazes? Não tens referências, não tens sítios com referências, não percebes onde é que podes comprar coisas. Se olhares e vires uma casa que é gira, tu percebes, mas não tens maneira de chegar até esse ponto. Eu identifico-me 100% com este casal.

Tens tantas formas.

Ajuda, dá-lhe.

Tens tantas formas. Eu concordo muito com o IKEA neste caso, porque eu também acho que isto é uma oportunidade para um projeto a dois.

Sem dúvida.

Sobretudo tendo em conta que o IKEA está motivado para isso, porque, por exemplo, o que eu sinto às vezes é: eu tenho ideias para as divisões e quero mudar as nossas divisões, e tu ficas tipo: "Tudo o que tu achares que está bem, eu acho que está bem".

Ok.

Agora, se ele está motivado para, em conjunto com ela, olharem, planearem, verem coisas que gostam os dois, incluírem, etc, acho uma excelente oportunidade para esse projeto em casal. Acho que, obviamente, não vão ficar com uma casa já decorada, nem mobilada, toda finalizada no primeiro mês.

Claro, não. E uma casa demora anos.

E a ideia é a casa ir sendo também mudada.

Mas o grande problema que eu acho que tu não estás a...

Não acabei.

Ok, então diz lá.

Há uma aplicação chamada Pinterest.

Ok.

O Pinterest é o meu melhor amigo em termos de referências, seja do que for.

Ok.

Eu gosto de unhas, eu vou ver ao Pinterest. Eu gosto de decoração de escritório, agora como estou com o projeto no escritório, tenho que estar tipo como é que eu posso decorar aqui o escritório.

Vais lá ver referências, é isso?

Vou ver referências ao Pinterest.

Mas como é que funciona? Eu nunca fui ao Pinterest. Imagina que eles dois também não, IKEA e Zara Home nunca ouviram falar.

O Pinterest é uma aplicação que tem pins, que são imagens ou vídeos.

Ok.

São coisas que tu literalmente podes pinar. Tu pinas no teu board.

Ok, já estou interessado.

É quase como se tivesses um quadro de cortiça.

Ok. E tu vais pondo coisas.

E tu vais colando.

Como é que eu inicio? Imagina que eu quero.

Aliás, Pinterest vem de pin, interest.

Ok, parece-me bastante óbvio. Mas imagina que eu agora queria redecorar o meu escritório.

Ok.

Eu vou lá e ponho assim: caveman macho office.

Pronto, e vais ver ideias. E depois o que tu vais fazer, tu vais criar um board.

Ok.

Com as tuas referências.

Mood board.

Tu vais criar um board com as tuas referências.

Expressem-se no seu Pinterest, os dois não pagaram nada.

Tu vais criar um board com as tuas referências. Por exemplo, há uma imagem que tu gostas da disposição da secretária. Guardas essa imagem. Há uma imagem que tu gostas da maneira como os quadros são postos na parede. Guardas essa imagem. Há uma imagem que tu gostas das cores do escritório. Guardas essa imagem.

E depois ficas com o teu quadro de cortiça, que é do género novo escritório, e tens lá as tuas referências todas.

Tens lá todas as tuas referências e depois tu podes olhar e dizer: "Olha, eu gostei disto, gosto deste tipo de móvel para aqui". Vais procurar móveis parecidos.

Ok, como é que fazes esse salto?

Vais às lojas e procuras móvel.

E até encontrares um que seja parecido.

Que seja parecido.

Ok, já percebi.

Dá um bocadinho de trabalho.

Mas também é um investimento, não é?

Exatamente. Eles também podem fazer isto no Instagram, por exemplo, se eles começarem a seguir páginas.

As tuas imagens saved do Instagram, 90% são unhas.

São unhas. Sim, às vezes. Sabes aquela parte do Instagram de quadros que é o explore, que aparecem coisas random?

Por acaso, o explore, este tema é engraçado, não sei se não levamos para...

Para terapia de casal ao vivo.

Para terapia de casal ao vivo, que é o que é o teu explore. Porque o meu explore é basket, séries. Olha para isto.

Ya.

É basket e séries. E eu não sei se a lupinha da pessoa não diz muito sobre as pesquisas da pessoa.

Olha o meu.

Taylor Swift, livros, maquiagem e unhas. Mas está ali uma coisa que é things I love in my apartment, também é decoração.

Por exemplo.

E depois está ali um homem barbudo a ler um livro.

Mas é porque está a decorar a sua casa com a sua mulher.

Exatamente. Ou seja, eu acho que a lupa de uma pessoa diz muito sobre os interesses dessa pessoa no Instagram.

Também acho que sim.

Eu tenho amigos que abrem a lupa, eu vou-te dizer uma coisa.

Tem de esconder, tem de fechar logo a lupa, não é?

Eu parece que entrei no restaurante do Olivier.

Ok.

Porque é só

Vamos continuar a ajudar aqui os nossos amigos, IKEA e Zara Home.

Desculpa. É que isto da lupa está engraçado.

Exato.

Mas o que eu queria dizer? Eu acho que, por outro lado, eu também percebo as pessoas que quando não têm um conhecimento, pagam a um profissional.

Eu também percebo, mas há coisas e coisas.

Eu sou 100% a favor disso.

Por exemplo, esta semana estávamos a ficar sem bateria nos comandos do carro.

Eu sabia que tu ias buscar essa história. Eu sabia que tu me ias atirar isso à cara.

Não é atirar à cara.

"Não vamos a uma loja e pagamos a um senhor pra trocar a pilha?" E tu disseste: "Não, vamos aqui ao YouTube e vemos como é que se muda."

Claro.

E trocamos em dois minutos.

Pois.

Tens toda a razão.

Com pilhas que já tínhamos cá em casa.

Tens toda a razão.

Não gastámos dinheiro.

Eu às vezes atiro dinheiro para os problemas deles aparecerem resolvidos.

Exatamente, é isso. Era aí que eu queria chegar, era essa a admissão. Até já estou mais bem disposta. Era essa a admissão que eu queria que tu fizesses. Era essa a admissão, porque eu acho que, sobretudo, agora voltando pra casa, eu acho que sobretudo quando estamos a falar de uma coisa que é tão pessoal como a tua casa, a mim me parece um bocadinho estranho teres uma pessoa que te põe uma casa linda de revista, mas depois não é tua.

Então e se a Zara Home e o IKEA tirarem duas horas do seu sábado ou uma hora à noite antes de jantar, das 19h às 20h, sentam-se e vão os dois pro Pinterest e começam a ver referências de cozy home, living room, e começam a procurar, vão fazendozinho, aquilo o algoritmo vai começando a procurar cada vez coisas mais dentro do teu gosto. E por que eles não se sentam e não fazem essa procura os dois, sem sair do sofá, podem pôr um vinil a dar e estão os dois sentadinhos com o computador no Pinterest e estão a ver coisas e referências e começam a construir a partir daí.

Exatamente. Por exemplo, há umas estantes de metal do IKEA que eu gosto muito. E eu estou aqui d'olho neste carrinho das bebidas, trocar aqui este cantinho.

Pois.

E eu esta manhã pensei: "Olha, ficava bem aqui neste canto". Já não me lembrava desse móvel metálico. Pensei: "Ficava bem aqui neste canto, mas como é que eu posso fazer a decoração deste móvel?"

Ok. Bar corner.

Não, eu até queria algumas bebidas, mas se calhar não queria todas. Se calhar, até podíamos passar a máquina de café pra aqui.

Na sala?

Sim, muitas pessoas têm a máquina de café na sala, Guilherme.

Quem que tem a máquina de café na sala?

Bué gente.

Diz-me uma pessoa.

Bué gente. A Mafalda e o João, mas a sala deles é a cozinha.

Pois.

Não, mas há bué gente que fica com coffee corner e fica muito giro.

Espera, eu nunca tinha ouvido isto, mas lá está, eu não sou a pessoa que está a par das trends. A máquina de café agora está na sala?

Pode estar.

E eu sou favor da cozinha.

Eu não estou a dizer que a nossa máquina de café vem pra aqui. Estou a dizer que abri os meus horizontes do que este cantinho se pode tornar.

Ok, se calhar abriste um bocadinho mais os teus horizontes.

Sendo que nós estamos aqui, nós nunca usamos estas bebidas. Portanto, este canto podia estar a ser usado para decoração, para livros, pra outras coisas e está aqui um canto morto.

Eu gosto do bar.

Gostas do bar, mas tu não usas as bebidas.

Pois é, temos que começar a beber mais, tens razão.

Pronto. Se calhar isso é que me animava.

Queres beber alguma coisa?

Se calhar um bagaço. Temos bagaço.

Eu acho que temos bagaço, de certeza. Temos ali uma quantidade de bebidas que nunca mais acaba.

Um licorzinho.

Há aqui coisas com história. Há garrafas que nós compramos nos sítios onde fomos de viagem.

Não, claro, mas essas eu não quero deitá-las fora.

Claro.

Podem ficar na estante, mas se calhar, há outras coisas que podem estar na estante.

Por exemplo, a ideia que tu tiveste de comprarmos o texto de cada peça do Shakespeare que nós fomos vendo. E termos um cantinho com todas pra sabermos que peças do Shakespeare já vimos juntos com o livrinho. Esse tipo de coisas de decoração, eu nunca me lembraria e eu acho super giro.

É muito giro.

E viste onde? No Pinterest?

Não.

Foi uma ideia tua.

Acho que foi uma ideia minha. Mas eu acho que o projeto de uma casa pode ser uma coisa que vai sendo construída e eu aqui estou com o IKEA.

Ya, caga, não paguem a decoradores de Instagram. Vocês podem fazer. Já que escrevem e-mails juntos, parecem-me um casal que está preparado pra fazer as coisas juntos e gosta de passar tempo juntos e de se dedicarem os dois a um projeto. Sentem-se os dois, como a Rita disse, com o Pinterest, vão vendo interesses, façam só browse na página do IKEA e da Zara Home, onde vocês quiserem.

Às vezes também têm referências.

Eu, por exemplo, pra o meu escritório, eu apaixonei-me completamente pelas coisas de uma loja que se chama Sculum e encontrei coisas muito giras e comprei. Ou seja, há imensas lojas, vão vendo coisas, e montem vocês a decoração com inspirações do Pinterest. E acho que é uma coisa que podem fazer os dois em vez de pagar alguém.

E acho também, é assumir que a casa nunca vai estar final.

Ya, isso nunca acontece. Então se vocês forem casados com a Rita da Nova, eu garanto-vos que de seis em seis meses, o que estava feito já não está bem.

Por exemplo, esta sala já me está a irritar um bocado.

Pá, não dá, eu não consigo.

Mas ao menos tem entretenida.

Ya. Não, sem dúvida nenhuma.

Queres ir a mais um e-mail?

Eu acho que podemos ir a mais um e-mail se for bastante rápido, ou queres deixar?

Não, acho que podemos ir a mais um e-mail, podemos ir este do meu primeiro namorado, blá-blá-blá.

Então queres que eu leia?

Que é da musa do Nicholas Sparks. Não digas o nome das pessoas, Guilherme.

Nós vamos ter que gravar um P a seguir pra meter ali atrás, mas tudo bem. "O meu primeiro namorado escreveu um livro sobre mim. Peço desde já anonimato, não só a nós, como também ao ex-namorado. Conhecemo-nos em 2013, no pico da adolescência." Tinham 13, 14 anos, diz aqui. "E tivemos um namorico daqueles que nem conta bem. Em 2022, voltámos a reconectar. Partilhamos momentos, mas nunca nada sério, por desejo de ambas as partes, apesar de ele ter admitido que durante os últimos 10 anos continuava com uma crush enorme por mim, mesmo quando teve outra namorada, tanto que eu era um tópico sensível na relação deles. Eventualmente, cada um voltou a seguir o seu caminho e no final de 2023 ele escreveu e publicou um livro "Na altura fui convidada para o lançamento, mas não consegui ir. Cruzámo-nos este fim de semana e lembrei-me do livro. Decidi fazer uma pesquisa, a ver se comprava e havia a opção de ler as primeiras páginas, quando me deparo com um excerto sobre mim, a nossa relação e a forma como ele se sentia sobre toda esta situação. Fiquei em choque, não sei o que pensar ou sentir. O que está lá escrito é de facto bom e bonito e de certa forma sinto-me lisonjeada, mas ele não me pediu, nunca veio falar comigo sobre esse assunto e odeio", ela aqui odeio escreveu em caps lock, "o facto de ter a minha vida amorosa exposta. Devia confrontá-lo ou deixo tudo isto cair no esquecimento? Como se sentiriam na minha situação e o que fariam? Obrigada e beijinhos."

Eu creio que aqui estamos numa situação...

Atenção, este e-mail é ótimo.

É ótimo. Estamos numa situação Joana Marques versus Anjos.

Como assim?

Que é, se tu fizeres o que nós andamos a queixar-nos que os Anjos não fizeram, que é estar caladinha, ninguém vai saber que isto é sobre ti.

Sim.

Portanto, a não ser que ele tenha posto lá o teu nome, que eu acho que não deve ter feito, pode ser sobre qualquer pessoa. E a verdade é que, infelizmente, pessoas que estão à volta de escritores podem potencialmente vir a ser inspiração para coisas que aconteceram. Eu não sei se este livro é ficção, se é não ficção, se é uma lógica dele a falar das suas experiências pessoais, se é um livro de ficção em que ele usa a vida dele.

Crónicas biográficas.

Não sei o que é, mas eu percebo a sensação de ver a vida espelhada.

Tu estás a ler e és tu. Sabes o que é que me lembrou? Aquela série que nós vimos com a Cate Blanchett e com o Sacha Baron Cohen.

Sim. "Disclaimer".

"Disclaimer". Eu acho que a musa do Nicholas Sparks devia ver esta série, porque é sobre uma senhora que lê um livro, ou melhor, recebe um livro na caixa do correio e lê o livro e é sobre si. E é sobre um episódio da sua vida. E ela começa a ficar transtornada e a série toda segue à volta dessa premissa. E eu não sei se tu não devias ler, porque depois aquilo foge um bocado do controle.

Mas o que eu quero dizer? Eu acho que não há nada a fazer. Aquilo que ele viveu contigo também é dele. E ele também pode usar.

Excelente frase. Vou dizer uma coisa, eu não vou dizer mais nada. Isso é uma excelente frase. E tens toda a razão.

Pronto.

Eu percebo que ela não goste de se sentir exposta, mas ele também viveu as coisas que ela viveu.

Sim. E embora esteja a falar sobre ela, está a falar sobre alguém que esteve na vida dele e foi importante.

Sim. E se ele não pôs o nome, ele está sempre protegido.

É outra pessoa. É ficção.

Sim, é ficção, eu inventei, eu exagerei.

Eu diria que é deixares passar.

Pois, e é que quanto mais chamas a atenção para o facto de saberes que é sobre ti...

Qualquer dia estás a pedir 1 milhão de euros.

Pois, é isso. E vais falar com ele e vais dizer assim: "Olha lá, tu escreveste sobre mim." E ele: "É porque escrevi sobre a experiência que eu vivi, eu não pus o teu nome".

Exato.

Imagina que nós nos separamos.

Está tramado. Ai, está tramado, meu menino.

E há um livro sobre um casal que se separa, um ex-marido e não sei o quê. E uma stand-up sobre uma ex-namorada muito chata que vai aparecer aí.

Muda a casa toda, que quer pôr a máquina de café na sala.

Pois, prepara-te. Se nós nos separamos, vai ser uma guerra.

Vai ser muito bom.

Vai ser muito giro.

Vou descrever a tua pila pequena.

Não, isso não dá, porque já há um episódio deste podcast em que se fala do tamanho da minha pila e é perfeita, é ligeiramente acima da média.

Não é ligeiramente acima da média, Guilherme.

Nós já falámos disto aqui.

Não é. Lá está, nós podemos usar a realidade e moldá-la como nós quisermos aqui no podcast.

É pá, inacreditável.

E agora só porque queres ficar bem na imagem.

Inacreditável. Inacreditável o que tu estás a inventar.

Todos os tamanhos são comparáveis. É grande em comparação com o quê? É pequena em comparação com o quê?

Também é verdade. Se compararmos com o Luxemburgo, a minha pila é pequena. terapiadecasalpodcast@gmail.com. Vou repetir: terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar tudo. Mails como fez a Zara Home e como fez a musa do Nicholas Sparks, voluntariado.

Candidaturas.

Candidaturas para Tribunal da Relação, problemas, questões, questõezinhas, o que vocês tiverem, vocês mandem para nós. Nós vamos continuar a estar aqui para vocês e a gravar episódios. Não é porque estamos a gravar episódios ao vivo que não sai à segunda-feira um episódio aqui. Era o que faltava.

Exatamente.

E portanto, comprem bilhetes, apareçam, gostamos muito de vocês. Até à próxima.

Calma, ia só dizer que já estou melhor. Obrigada às pessoas, isto ajudou-me. Estar aqui a falar para as pessoas ajudou-me a estar um bocadinho melhor.

Tu queres cagar em tudo o que aconteceu e começar outra vez e gravar?

Ok, bora.

É?

Então vá.

Então vá.