O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping já produziu resultados concretos. Os dois líderes acordaram prolongar a trégua comercial em vigor até 10 de janeiro de 2027. A guerra de tarifas iniciada pelos Estados Unidos continua, assim, congelada. Além disso, as duas potências económicas concordaram em reduzir as tarifas sobre bens no valor de 30 mil milhões de dólares (cerca de 26 mil milhões de euros) para cada lado.

A lista, divulgada pela imprensa internacional, abrange um grande manancial de produtos. Vários animais vivos estão na lista: baleias, burros, camelos, cavalos, dugongos, golfinhos e mulas. Ao Guardian, Han Lin, diretor da consultora estratégica Asia Group, classificou esta categoria como “chamativa”. No entanto, o especialista ressalva que esta redução tarifária não tem nada de “exótico”, sendo “apenas mais uma prova do quão minuciosos podem ser os códigos tarifários”.

Na mesma medida, a lista contempla diversos eletrodomésticos (como torradeiras), assim como almofadas, brinquedos, cartas, fogo de artifício, luzes de Natal, cadeirinhas para crianças e materiais para a pesca. Entre os alimentos, produtos como foie gras, lagosta, manteiga e miudezas de animais também vão beneficiar da descida de taxas. No total, a medida abrange cerca de 1.619 bens.

Apesar dos cortes aplicados por ambos os países, Zhu Tian, professor e vice-presidente da China Europe International Business School, referiu ao Guardian que, embora este seja “um passo positivo”, não representa um grande “avanço” decisivo. Produtos estratégicos e sensíveis — como semicondutores, baterias e veículos elétricos — ficaram de fora do acordo.

Em termos práticos, os Estados Unidos desbloqueiam um melhor acesso ao mercado chinês, afirmou o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, citado pela Reuters. O mesmo acontecerá para Pequim, que beneficiará da redução de tarifas, em particular sobre produtos agrícolas e carvão oriundo dos EUA.

Por sua vez, o Ministério do Comércio chinês refere que as taxas aplicadas a mais de 90% dos produtos regressarão aos níveis do princípio de “nação mais favorecida”, retomando as tarifas normais praticadas com o resto do mundo.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]