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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

9:17, já aqui temos conosco a editora de lifestyle do Observador, Maria Ramos Silva. Bom dia, Maria.

Olá, bom dia.

Vamos ao nosso termômetro.

Vamos, hoje estamos a escaldar.

Pois é.

Estamos bastante a escaldar.

Vamos ao quente, então.

Temos a Meghan Markle e o Harry, que deverão mesmo mudar-se para a América do Norte. Parece que tomaram gosto a esta vida longe dos holofotes enquanto estiveram do outro lado do Atlântico a celebrar o Natal e a passagem de ano. E ontem finalmente surgiu a confirmação através do seu Instagram.

E eles, claro.

Sim, até já lançaram um site novo à margem da família real, portanto estão mesmo empenhadíssimos neste projeto a solo.

E com uma estratégia já clara. Não foi uma coisa pensada em dois dias.

Pois, parece que já estava a ser trabalhado há algum tempo. Eles supostamente querem afastar-se da linha da frente, desse protagonismo trazido enquanto senior members da família real. Se bem que, na verdade, eles também não são as figuras-chave neste momento e portanto também poderão estar à procura.

Nem nunca viriam a ser.

Nunca viriam a ser. Provavelmente também poderão estar à procura do seu espaço próprio, além de introduzirem esta grande novidade, que é o de quererem ser financeiramente independentes, o que quer que isto seja .

Ainda não se sabe muito bem como é que isso funciona, até porque isto é tudo novo para a Casa Real.

Para os próprios ingleses. Exato.

O que a Casa Real diz? Já reagiram?

Eles surgiram ontem. Aliás, os tabloides britânicos levantaram logo esta hipótese de mudanças ontem de manhã. Não era nada ainda garantido. Supostamente, o casal deveria reunir-se por estes dias com a rainha para avaliar esta possibilidade de se transferirem. E ontem à noite, depois da notícia, um porta-voz do palácio confirmou que de facto as negociações estão em curso, ainda numa fase muito inicial, e que é um processo complicado. Já hoje os jornais voltam à carga e dizem que a rainha está furiosa porque soube tudo pelas televisões.

Não sei se reparaste na música que escolhemos.

É perfeita . É perfeita para este momento.

Na Rádio Observador, nunca pensei dizer isto.

Não sabemos se o facto-

Se sabia pela televisão.

Foi bastante grave. Há pelo menos aqui algum fator surpresa, mais que não seja, porque não há enquadramento perante esta situação e portanto há de estar tudo aqui um pouco...

Já estou a imaginar a temporada seis de "The Crown". Sabes que as piadas ontem no Twitter já falavam disso. Como é que vamos acompanhar isto no "The Crown", porque é matéria-prima.

E vamos seguramente.

Isso é uma temporada inteira. Vamos ao morno, Maria. A Casa Real nunca mais será a mesma.

Nunca mais será a mesma. No morno, aqui outro tipo de realeza igualmente mediática, mas num outro nível. Temos a Kim Kardashian. Mudando totalmente de assunto. Primeiro porque há uns tempos tinha dito que ia deixar de aparecer em trajes menores e afinal andou a partilhar fotos em sutiã para promover a sua coleção nova.

Tem que fazer por ganhar a vida, a rapariga.

Claro. E que enquadramento é aquele? Escolheu o cenário do seu frigorífico.

Do frigorífico?

Do frigorífico.

Assim à partida, é o cenário perfeito. O visual ideal.

A transbordar de charme. E tu ainda não sabes a polêmica. O que chamou mais a atenção dos fãs não foi a própria Kim Kardashian e a sua lingerie, mas o recheio do tal eletrodoméstico.

Deixa-me adivinhar, tudo vegan ou cheio de hidratos de carbono.

Não, cheia de nada, Maria João. A verdade é que tirando garrafas de leite e de água, não havia mais nada no interior do frigorífico.

Não se come naquela casa ou é só comida fora?

Isso foi o que os fãs desde logo perguntaram. O que provocou grande perplexidade, até porque a Kim tem quatro crianças em casa que devem, de verdade, ser alimentadas. E surgiram então frases como: "Mas nem os cereais?" ou "Vivem do ar?". A verdade é que a casa já é vazia, portanto há mesmo quem ache que não passa de mais um cenário na vida das Kardashians.

É provável.

É provável. Ela, entretanto, já veio fazer um vídeo da sua casa mostrar que não só tem uma despensa recheadíssima, como aquilo parece um walk-in closet, mas em formato despensa, onde há de tudo e mais alguma coisa.

Só não usa frescos, mas tem a mercearia bem composta.

Bem composta.

E só fica a faltar o frio.

No frio, mais uma notícia também aqui de realeza. A morte da Infanta Pilar, a irmã mais velha do rei emérito Juan Carlos, aos 83 anos, e que há bastante tempo lutava contra um cancro no cólon, portanto era uma notícia mais ou menos aguardada.

Sim, não se talvez falar muito dela.

Não.

Mas também uma pessoa de Portugal.

É verdade, tem uma relação com Portugal. É bem documentada essa passagem, aliás, pela Costa do Sol. Ela foi lá que em outubro de 54 a Infanta Pilar celebrou a sua maioridade com um baile de debutantes muito badalado, com uns 2 mil convidados, recebeu inúmeras figuras de relevo e claro, chegou às primeiras páginas dos jornais e das revistas. Ela mais tarde voltou a ser notícia quando prestou auxílio naquele famoso desastre do Cais do Sodré em 63, quando a queda de uma das coberturas provocou uma série de mortos e feridos. Também arregaçou as mangas e na altura foi muito falada, foi até homenageada pelo governo português.

E ela que era também muito conhecida pelo mau feitio.

É o que dizem. Chamavam-lhe a velha tia rabugenta, com muita graça. Apesar de tudo, esta tinha imenso sentido de humor. Ela costumava dizer que jamais escreveria um livro de memórias, porque então teria que abrir mesmo o livro à séria e começar a dizer mal de imensa gente. Leva os segredos todos consigo, com imensa elegância e não falou mal de ninguém.

E é assim, com a notícia da morte da Infanta Pilar, que fechamos o termômetro das manhãs 360, hoje com Maria Ramos Silva, a editora de lifestyle do Observador. Vais partir, Maria?

Vou partir. Até já.

Daqui a pouco atualizamos toda a informação na síntese das 9:30 com Carla Jorge Carvalho. Primeiro, uma música aqui no Ao Vivo com a Maura. Esta chama-se "TPM".