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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. Começa agora mais um Termômetro das Manhãs 360. Hoje, com o jornalista da editoria de lifestyle, Mauro Gonçalves. Olá, Mauro, bom dia.
Olá, muito bom dia.
Boa semana. Vamos ao quente?
Boa semana para vocês também. Vamos ao quente, sim. Dois dias após o funeral do príncipe Philip, é inevitável fazer aqui um rescaldo da cerimônia, mas talvez pegando nos detalhes que poderão ter escapado a uma parte considerável do público.
A começar pelo visual de Kate Middleton.
Pelo visual de Kate Middleton, no quente, precisamente. A Duquesa de Cambridge escolheu um vestido casaco preto assinado pela britânica Catherine Walker. Não era Dior nem McQueen, como se especulou no sábado, mas o centro das atenções foi mesmo a gargantilha de pérolas e diamante que usou, uma peça da coleção de joias da própria rainha.
E que tem também algum simbolismo, não é?
Sem dúvida. A peça foi oferecida a Isabel II por ocasião do seu casamento com o Duque de Edimburgo, precisamente em 1947. Diana também chegou a ter estas pérolas ao pescoço e a própria Kate já tinha usado esta joia em 2017, a propósito dos 70 anos de casamento da Rainha e do seu consorte.
Portanto, sempre em momentos especiais, não é?
Exatamente.
Vamos ao morno?
Vamos. No morno, falamos aqui de Lady Susan Hussey, uma mulher que permaneceu na sombra durante toda a cerimônia, mas que desempenhou aqui um papel fundamental, o de dama de companhia da Rainha, neste momento mais delicado.
Certo. Aliás, estamos a falar de uma pessoa, de uma senhora que já acompanha a monarca há várias décadas, não é?
É, desde 1960, o ano em que nasceu o príncipe André. Na altura, terá sido escolhida para ser a mulher de confiança da Rainha e também para gerir a sua correspondência. Hoje, aos 81 anos, ligeiramente mais jovem que a Rainha, Lady Susan continua a desempenhar o papel para o qual foi nomeada há mais de 60 anos.
Sessenta anos nesse papel, sendo que no sábado mal a vimos.
A discrição há de ser um dos fortes dela, senão não estaria no posto há tanto tempo. A dama de companhia da Rainha não estava incluída no grupo restrito de 30 convidados que assistiu ao funeral no interior da Capela de São Jorge, em Windsor. Coube-lhe apenas estar ao lado da Rainha nos trajetos de automóvel que esta fez à chegada e à saída da capela.
Mauro, e continuamos a falar do funeral do príncipe Philip.
É uma espécie de apanhado. Aqui no frio falamos de William e de Harry. Acho que não estou a exagerar se disser que era um dos momentos, senão o momento mais esperado deste funeral. Era, de fato, o reencontro dos dois irmãos. A relação entre eles terá ficado algo tensa, melindrada, depois da entrevista dos Sussex à Oprah Winfrey, na qual a família real britânica não ficou muito bem vista, como vocês sabem.
Sem dúvida. Aliás, a própria rainha fez alterações ao protocolo habitual, isto para evitar ferir sensibilidades sobre a indumentária para o funeral.
Exato. Já tínhamos falado disso aqui. Realmente, foram todos de luto, sem uniformes militares. Também já sabíamos que William e Harry não caminhariam lado a lado no cortejo fúnebre. Entre eles esteve, de fato, o primo, Peter Phillips. Dentro da capela, ficaram sentados em lados opostos. Harry sozinho, foi assim que viajou desde os Estados Unidos, e William com a mulher, Kate.
Até que no final, Mauro, parece que trocaram algumas palavras.
É, o momento pode ter sido pensado também para apaziguar a especulação de que a relação entre os irmãos estará menos bem. Mas o certo é que os dois caminharam em Windsor lado a lado, já depois do funeral, e sim, como nós dizemos por cá, em amena cavaqueira.
O jornalista de lifestyle Mauro Gonçalves nesta viagem ao mundo dos famosos, hoje com especial funeral Príncipe Philip. Foi mais um Termômetro das Manhãs 360, acontece sempre depois das 10h30. Amanhã há nova edição. Até amanhã, Mauro.
Até amanhã.