Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Ana Marques, muito boa tarde. Bem-vinda à nova tarde em direto do Observador. Como estás?

Olá, boa tarde. Boa tarde e bom ano.

Bom ano? Agora para conversa com a Judite França e também com o Bruno Vieira Amaral.

Bom ano, Ana. Bom ano.

Bom ano.

Ana Marques, vamos começar o termómetro pelo quente, onde colocaste só o guarda-roupa da realeza.

Exato. Foi muito específico. Porque acabámos de entrar no novo ano, é certo, mas falta aqui fazer um balanço importante que é o balanço do guarda-roupa da realeza. E se 2021 ainda foi um ano marcado pela pandemia, como todos nós sabemos, não foi por isso que rainhas, duquesas, princesas deixaram de investir nos looks com que surgiram em público. E há um blog chamado UFO No More, que é especializado em moda e na realeza, e neste caso citado pela espanhola "Olá", que fez as continhas todas. Portanto, sabemos quem gastou mais dinheiro em roupa neste ano que passou e a culpada, digamos assim, é Kate Middleton.

Eu lembro-me que há alguns meses apareceu em público num vestido dourado assim meio hollywoodesco, que eu adorei. E para ela foi claramente uma escolha fora da caixa e fico pá, pronto. Não olhei para mais nada naquela passadeira vermelha. Dito isto, se calhar, foi isso que excedeu o orçamento, não?

É possível que tenha sido, sim, mas de facto ela estava muito bem nesse vestido. Ela usou na estreia do filme "007" no Time Today, exatamente, em Londres. Aconteceu no final de setembro essa tal passadeira vermelha. Eu diria mesmo que ela fez rodar muitas cabeças com aquele vestido dourado lindíssimo da estilista britânica Jenny Packham. Até acho que ela facilmente ofuscou o marido, espero que ele não tenha ciúmes.

Mas isso não acontece todos os dias?

Acho que acontece com bastante facilidade, não é? Exato. Kate Middleton ao lado do Harry, do William, portanto, é capaz de acontecer.

Sim, mas já agora, como é que essas contas são feitas, as do blog citado pela "Olá"!

Olha, é uma pergunta importantíssima para aqui para as continhas.

Graxa ao novo membro do painel.

Claro, é para começar bem o ano. Mas em causa está aqui o número de peças que são estreadas, e no caso de Kate Middleton, foram 118, e também o preço médio de cada outfit. Portanto, a duquesa aqui rondou em média 1000 €, gastou em média 1000 € por cada vestido. No final do ano e feitas as contas, foram mais de 100.000 €.

Pois, então há aqui qualquer coisa que sobe a média.

Sobe a média, sim, exatamente. Se calhar esse vestido dourado, total.

Acho que sim, acho que isso faz aí um pico.

E onde é que anda a cunhada, a Meghan Markle?

Tinha que ser.

Exato. Anda logo atrás.

A fixação pela Meghan Markle.

Mas realmente ela surge no segundo lugar deste ranking. Não gastou tanto como Kate, mas ainda assim ficou pelos 75 mil € em roupa. E é interessante que, apesar deste número, a duquesa foi quem usou o vestido mais caro do ranking.

E estás a falar daquele vestido vermelho um pouco decotado que ela usou, se não me engano, em novembro, não é? Está para vestidos de passarela o que estou cá eu.

Exato, essa memória fotográfica está assim ao rubro.

É que provavelmente é filmes e galas de Cannes e não sei o quê, eu gosto dessas coisas.

E pronto. Mas foi mesmo certeiro, porque é realmente esse o vestido de que estamos a falar. Foi um vestido que, aliás, marcou na altura o regresso dos Sussex à passadeira vermelha. Na altura, Harry e Meghan tinham estado numa gala em Nova York para homenagear militares veteranos e esse tal vestido da Carolina Herrera custou assim qualquer coisa como 5275 €. Coisa pouca para se ter em casa.

Para um Carolina Herrera até não está muito caro.

Será que ela vai repetir? Pergunto.

Ai, espero que sim, que ela amortize isto.

Tem que usar muitas vezes.

Exato. Muito batizado, muito casamento.

Mas já agora, quem é que faz parte do restante ranking? Estou muito curioso por saber. Estamos a falar do tradicional top 10?

Neste caso é mais top 15. E respondendo à tua pergunta, aqui em terceiro lugar temos a máxima dos Países Baixos.

É a máxima.

A máxima dos Países Baixos. Exatamente. Matilde da Bélgica surge em quinto lugar e faço aqui uma grande transição do quinto para o 12º lugar, onde está Charlene do Mónaco, e ainda antes dela, a rainha Letícia de Espanha, no 11º lugar. Eu diria que ela é bastante mais poupada do que o sogro, para brincar.

É curioso que a Charlene não apareceu durante o ano inteiro e ainda assim está no 12º lugar.

Exato, boa observação.

Esteve doente, ao que consta.

Esteve doente, mas bem vestida.

Ana, vamos falar do morno, onde escolheste o príncipe Carlos. Continuamos na realeza.

Exatamente, sim, porque ontem à noite Carlos elogiou publicamente Harry e o trabalho que ele está a fazer no combate às alterações climáticas. Toda a realeza está muito voltada para esse tema e num ensaio que foi escrito para a publicação norte-americana Newsweek, o herdeiro ao trono britânico elogia, naturalmente, tanto os esforços de William como de Harry.

Pois, eu tinha a ideia era que a relação deles já tinha tido melhores dias, a de Carlos e Harry.

Exatamente, sim. Aliás, esse é o ponto e é por isso que o tema está no morno de hoje, porque pelo menos a julgar pelo que escreve a imprensa internacional, de facto, eles já estiveram melhor como pai e filho, já falaram mais vezes. Portanto, desde que os Sussex deixaram o Reino Unido e se afastaram da família real, que as coisas têm sido mais complicadas. Eu diria que a entrevista que eles deram à Oprah também não ajudou muito E é curioso que o The Guardian escreve que não é certo se os Sussex vão ou não participar nas celebrações do Jubileu de Platina da Rainha, que estão marcadas para junho. Será um bocado evidente, será um bocado estranho se eles não estiverem lá.

Eu espero é que, se forem ao Jubileu, não andem de avião privado, porque as alterações climáticas e os aviões privados não se dão muito bem.

Exato, mas eles já o fizeram no passado.

Fizeram. A Meghan foi a um baby shower nos Estados Unidos de avião privado e depois deu uma passagem por uma cimeira qualquer sobre as alterações climáticas.

Malvada.

De avião privado.

A hipocrisia dos ricos.

É, de facto, é a hipocrisia dos ricos. Bom, este elogio público de pai para filho será uma espécie de tréguas?

Eu diria que sim, que parece-me ser uma espécie de tréguas importantes, até porque já se passaram muitos meses desde que há este arrufo entre Carlos e Harry, entre Harry e a família real. E eu diria até que Carlos ainda não conhece a neta mais nova, a Lilibet, que curiosamente faz exatamente hoje sete meses. Portanto, são sete meses sem conhecer o avô, pelo menos fisicamente. Não sei se por videochamada a coisa já se deu.

Fizeram um Zoom já, quase de certeza.

Exato.

Muito bem, vamos ao frio. Lily Collins está no frio. Quem é a Lily Collins?

Lily Collins, já vou explicar melhor quem é a Lily Collins, mas ela está no frio de hoje por causa da série da Netflix, "Emily in Paris". Não sei se já viram a série. Já viram, pronto.

Eu já vi. Aposto que os meus compinchas não.

Não. Eu já ouvi falar muito. Até sei que a crítica francesa ficou muito irritada com esta série por causa do retrato da cidade, será isso?

E do retrato dos franceses, que é perfeito.

Ops, polémico. Atenção à embaixada francesa à escuta.

Para todos os imigrantes que nos estão a ouvir neste momento, em França, eles concordarão comigo.

Mas é verdade que a série tem sido criticada localmente pelo retrato da cidade, pelo retrato dos franceses. Há quem acuse a série de usar muitos clichês, digamos assim. O exemplo disso é o portal AlloCiné, que na primeira temporada realmente escreveu que a série dava uma imagem completamente errada da cidade e depois outro crítico, agora para a publicação Première, identificou muitos motivos para se sentir insultado. Foi isso que ele à data escreveu.

Oh là là!

Eu ia dizer isso, que peninha.

Mas as novas críticas que foram feitas à série não têm que ver com franceses, porque, de facto, queria responder à pergunta do Nelson, a série é protagonizada por Lily Collins, que, como o apelido já desvenda, é filha do cantor Phil Collins.

É? Não é da Joan Collins.

Não. Phil Collins.

Phil Collins. Muito bem. Phil Collins, que se bem me recordo, não teve um 2021 espetacular, não é?

Não, não tem tido anos muito fáceis, na verdade. Tem sido notícia por motivos menos simpáticos e em 2021 sabemos que foi afastado da bateria por motivos de saúde. Aliás, chegou mesmo a comentar que mal conseguia pegar numa baqueta com as mãos. Portanto, foi até substituído pelo filho em alguns concertos. Mas voltando aqui ao show da filha, eu queria dizer que as críticas não se focam desta vez nos franceses, porque quem vai falar e criticar a série foi o ministro da Cultura ucraniano, que criticou a série por causa da personagem ucraniana, que é interpretada pela atriz Daria Pavchenko. E além de ter apresentado uma reclamação à Netflix, ele escreveu no Telegram que na série está presente uma imagem caricatural de uma mulher ucraniana que é inaceitável e também insultuosa.

O ministro devia estar preocupado com as tropas russas que estão ali na fronteira.

Estão à porta.

Mas então a personagem é retratada como? Com clichês, claro, aquilo é uma comédia, senhores.

É sim, estão a levar muito a sério, se calhar.

Estão a levar um bocadinho a sério.

Por acaso, a personagem não aparece muitas vezes na série, chama-se Petra, e na história ela é retratada como tendo receio de ser deportada e até rouba peças de roupa num momento de compras com Emily, que é a personagem principal. Eu diria que não parece assim tão escandaloso, que não merece assim tanto burburinho.

Mas tu não és ucraniana, não é?

Olha, eu não sou ucraniana.

Não és ministra da Cultura ucraniana.

O país anda muito sensível e andam a passar muito tempo na Netflix.

Olha, se nós nos chateássemos com os filmes que os franceses fazem sobre portugueses.

Mulheres de bigode.

Exatamente.

Também fazem isso.

Declarávamos guerra imediatamente.

Invadíamos.

Já.

Invadir a França.

Ana Marques, muito obrigado por este termómetro. Bom resto de dia.

Bom resto de dia.