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E hoje no Três Toques temos um português que gosta de vestir cor-de-rosa, um pai extremoso e extraordinariamente abastado e um jogador que viu os festejos, não um gol, não um lance, os festejos analisados pelo VAR. E vamos começar pelo Giro d'Italia, onde o líder é um português. Afonso Helálio, vai ser um nome a partir de agora muito falado.
Já não é João Almeida, já não é Rui Costa.
Já não é João, agora é Afonso Helálio. É apenas o terceiro português a vestir a camisola da liderança no Giro d'Italia, depois de Acácio da Silva naqueles tempos, em 1989, e João Almeida, mais recentemente, em 2020, também terem vestido a camisola rosa, que no Giro d'Italia, na Volta à Itália, indica o líder. E foi uma etapa emocionante, com muitas peripécias, com muitas quedas. O terreno estava bastante escorregadio. Afonso Helálio caiu. Ele estava numa fuga com um ciclista espanhol, Igor Arrieta. Os dois caíram em diferentes momentos e quase no fim, o espanhol enganou-se. Acabou por ir por uma zona que não era do trajeto.
Estava sem GPS.
Estava claramente sem GPS e também com os travões, se calhar, em não muito bom estado. Aliás, os dois apresentavam no final da etapa algumas escoriações em resultado das quedas e pensava-se, porque esta desorientação do espanhol foi mesmo quase no final da etapa, pensava-se que Afonso Helálio ia ganhar a etapa e conquistar a camisola rosa, mas o espanhol ainda conseguiu recuperar e venceu. Conseguiu bater nos metros finais o ciclista português, que não deve ter ficado muito aborrecido com o facto de ter perdido a etapa, porque mesmo assim foi o suficiente para conquistar a camisola rosa. Nós estávamos um pouco desiludidos, porque João Almeida não pode participar por questões físicas neste Giro, onde provavelmente seria um dos candidatos à vitória final, mas agora temos um outro português na liderança e vamos ver como é que as coisas correm. Ainda é muito cedo. A Volta à Itália começou agora.
Quando é que termina?
Daqui a duas semanas.
São 15 dias.
São duas semanas de prova. Vamos ver como é que as coisas correm daqui pra frente, mas pra já está na liderança Afonso Helálio, ciclista de 24 anos, de Figueira da Foz. Boa sorte, vamos acompanhar certamente agora mais de perto este Giro para saber onde é que vai acabar o terceiro português a vestir a camisola da liderança no Giro. Passamos para um assunto totalmente diferente. Fernando Alonso, não é o ciclista, é o piloto de Fórmula 1, que já anda há muitos anos nisto. Não é notícia por aquilo que fez em pista, mas também tem a ver com carros. Ele conduziu nas ruas do Mônaco. Mônaco, já se sabe, é aquele sítio onde vão parar todos os multimilionários, sobretudo desportistas, por questões fiscais.
E o James Bond.
E o James Bond também vai lá, provavelmente não por razões fiscais.
Está ali no centro da Europa. É prático.
É pra ir às compras.
Tem muitas vantagens. E ele adquiriu um carrinho, um Pagani Zonda 760 Roadster Diamante Verde.
Meu Deus!
Já ouviste falar disso, Paulo?
Não, nunca. Com um nome desses, também.
Este carro está avaliado em 10 milhões de euros. E Fernando Alonso comprou este, não vou repetir o nome, é o Pagani. Comprou um Pagani e o que motivou, pra além desta compra bastante cara, aquilo que motivou notícias sobre Fernando Alonso e este carro, foi o fato de ele ter comprado também, ou ter apresentado uma cadeira auto personalizada para o bebê. Ele foi pai há pouco tempo e a cadeirinha do bebê é do mesmo estilo do carro.
Aerodinâmica.
Deve ter sido um extra do carro. Portanto, em vez de 10 milhões de euros, foi pra aí 10,1 ou dois milhões de euros. Fernando Alonso, que já teve melhores dias na Fórmula 1, mas mesmo assim é uma lenda deste desporto, agora está nas notícias por esta compra muito avultada. Ele falou também sobre esta experiência de ser pai. Aliás, aconteceu durante o fim de semana do Grande Prêmio do Japão. Ele diz estar muito feliz e a criança também deve estar feliz andando num Pagani Zonda de 10 milhões e com uma cadeirinha personalizada.
Há pais que pra adormecer as crianças andam de carro.
Eu com o mais velho. E resultava.
Resultava.
Eu não sei se este resulta, mas era sempre muito difícil.
Essa cadeirinha tem uma pegada ecológica superficial.
Eu por acaso tinha esta curiosidade de saber se pôr a cadeirinha num carro destes deve ser tão difícil como era pra mim.
O Isofix.
É que aquilo parece que é muito fácil, até pelo nome, o Isofix, mas pra mim era muito difícil, se calhar não estava a fazer bem.
Não estavas a fazer bem, é fácil.
É fácil? Nesta, se calhar, deve ser só mesmo encaixar a cadeirinha. Vamos ao último toque do dia. O VAR tem sido muito polêmico em muitos países, ou quase em todos os países, há sempre polêmicas com o VAR. Ainda este fim de semana houve uma grande polêmica no campeonato inglês, também no campeonato escocês, e houve uma situação no campeonato brasileiro em que o VAR foi chamado a intervir, mas não pelas razões habituais. Isto é, foi chamado a intervir para avaliar os festejos de um jogador peruano do São Paulo, do clube brasileiro, Bobadilla. Ele marcou um gol aos 41 minutos. E o que é que acontece? Ele fez um festejo em que a mão ficou ali na zona dos genitais. Aqueles festejos que às vezes o Diego Simeone do Atlético de Madrid já foi punido por isso. E qual é que era a questão do VAR? Era saber se ele tinha tocado ou se a mão tinha ficado apenas.
Mas em si próprio ou noutro jogador?
Não, nele próprio. Era um festejo pras bancadas.
Não sei se quero saber mais sobre isto.
Pois, mas o VAR interessou-se muito.
O VAR quis saber.
O VAR quis saber por quê? Porque se tivesse tocado era vermelho, se tivesse apenas andado ali à volta.
É considerado um gesto ofensivo?
É considerado um gesto obsceno.
Ok. Não sabia.
Então ele tocou ou não tocou?
Não tocou.
Pronto, não houve.
Não houve cartão vermelho.
Não houve toque, não houve cartão vermelho para o jogador do São Paulo. Portanto, já sabem, os jogadores podem festejar, podem fazer estes gestos quase obscenos, desde que não toquem.
Senão o VAR não é obsceno.
Não é obsceno. Não é um toque. Este foi o terceiro.