Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Paulo Ferreira, tenho uma pergunta para ti. Pode ser?

Claro.

Tem a ver com desporto.

Sou um futebolista.

Desporto ou atletismo. Sabes que está a decorrer o Campeonato do Mundo de Atletismo no Japão?

Já me apercebi. Até pelas diferenças horárias das transmissões em direto.

Mas tens acompanhado?

Não, não tenho acompanhado. Ontem ou anteontem fiz um zapping e eles estavam a correr a maratona em direto.

A maratona é muito interessante.

Mas eu percebi que pela diferença horária já devia ser manhã lá. No Japão.

A que horas é que viste?

Vi aí às 23:00, meia-noite, antes de ir dormir.

Pois, era de manhã.

Era de manhã. Ainda estava a começar.

Mas a maratona masculina teve uma particularidade: foi decidida no fotofinish.

Impressionante.

A sério?

É verdade.

Para uma maratona.

Pois é.

Para uma maratona. Eu não venho para aqui brincar. Eu estou a dizer que isto é muito raro. Eu não me lembro de ter acontecido, mas foi decidida no fotofinish. Só me recordo do derrotado, que foi o atleta alemão que vinha à frente, mas foi ultrapassado nos metros finais.

Naquele esforço final.

Naquele esforço final. Imagina. E o terceiro classificado não estava muito longe. Eles entraram no estádio praticamente todos ao mesmo tempo. Nos 1500 metros, aí já é uma prova em que isso acontece mais vezes.

Claro.

Mas também houve uma recuperação extraordinária do atleta neozelandês para ultrapassar o atleta marroquino. Não, foi nos 3.000 obstáculos.

É menos comum, mas mesmo assim.

Menos comum, mas foi também uma ultrapassagem.

Quanto mais longo é o percurso, naturalmente, mais afastados eles vão ficar.

Normalmente, por isso foi uma grande surpresa ver dois atletas a passar a meta praticamente ao mesmo tempo. O que já não é surpresa, porque tem acontecido muitas vezes nos últimos tempos, é Armand Duplantis, o saltador com vara da Suécia, bater o recorde do mundo. E ontem, mais uma vez, conseguiu bater o recorde do mundo.

Quanto? Diz lá devagarinho.

Um palpite, quanto é que ele salta?

Anda na casa dos seis metros.

Anda na casa dos seis metros.

Como é que é possível?

São dois andares.

É impressionante.

Seis metros e 30 centímetros.

Eu vi grandes fotografias desse salto.

É inacreditável.

É impressionante.

Eu não quero exagerar, mas não me lembro de ver, talvez só o Usain Bolt quando competia, numa disciplina do atletismo, uma diferença tão grande entre um atleta e os seus rivais, porque os outros têm grandes dificuldades em saltar seis metros. Ontem nenhum saltou 6,10 metros, por exemplo. Não chegou. Aliás, o atleta grego, que tem um nome curioso, que é o Karalis, saltou 6,05 metros, acho, porque o recorde dele seria 6,15 metros. Portanto, é uma diferença de 20 centímetros.

É muito pequeno.

E ele salta. Quando ele salta os seis metros.

É sem esforço.

Sem esforço. O que para os outros já é um salto extraordinário, para ele é mais um salto. Ontem bateu o recorde do mundo. É incrível ver as imagens: ele bate com as pernas e depois ainda toca com o peito na fasquia, só que não cai. Aguenta-se ali e bateu mais uma vez o recordo do mundo. Toda a gente está à espera quando vai ver o atleta sueco e uma vez mais ele não defraudou as expectativas, sagrou-se mais uma vez campeão do mundo e mais uma vez com um recorde do mundo. A quem a vida não correu muito bem neste fim de semana não foi a nenhum atleta que estivesse no Campeonato do Mundo de Atletismo, foi a um dos funcionários do bar do Manchester City.

Do bar?

Do bar. Tem um bar.

Sim, o estádio tem um bar. O que é que se passou com o funcionário?

O que é que se passou? O City ganhou. Ganhou ao Manchester United por 3 x 0.

Nós sabemos disso.

O Rúben Amorim então sabe bem disso. Para este funcionário do Manchester City, supostamente as coisas teriam corrido bem neste fim de semana. Acontece que parece que ele é adepto do Manchester United. Pelo menos foi trabalhar com um polo do Manchester United. Não foi uma boa ideia. Foi logo denunciado pelos adeptos do City, que o fotografaram e enviaram.

A brincar com o fogo.

Foi despedido.

Impressionante.

Nem lhe deram oportunidade.

Estamos a viver tempos um bocadinho estranhos.

Nem lhe deram a oportunidade de ele mudar de farda, dizer: "Olha, se calhar não é boa ideia."

Mas para ser funcionário do bar tem que ser adepto. Mas está tudo louco.

Pode não ter de ser adepto, mas não usar o batiste do rival.

Pois, é um bocadinho.

Ser rival. Poder ser aconselhado ser despedido.

Eu já trabalhei no estádio do Sporting, posso dizer.

O batiste do Benfica.

Nunca levei uma camisola do Benfica. Achei que não era boa ideia.

Não, mas e seres despedido?

Mas ser despedido.

Se os funcionários não têm uma farda.

Cada um veste o que quer.

Cada um veste o que quer. Não é muito sensato.

Não é.

Mas se calhar podiam dizer: "Olha, para a próxima não tragas." Mas não lhe deram a hipótese. Só uma última notícia muito rápida.

Também tenho um toque para dar, um mini toque.

Tens um mini toque?

Tenho.

Dá o teu mini toque.

O ciclista João Almeida vai estar amanhã conosco no E o Campeão É.

O João Almeida?

O nosso João Almeida.

Mas vem de bicicleta?

É capaz de estacionar aqui à porta. É logo a seguir ao Jornal da Uma, com o Bruno Roseiro, o Gabriel Alves e o Pedro Henriques. João Almeida amanhã no E o Campeão É.

Que maravilha. O João Almeida não vai ter problemas para estacionar na nossa garagem.

Pois não.

Não vai. Se vier de bicicleta, pelo menos.

É só para dizer que os jogadores do Barcelona estão em grande, estão a ganhar jogos e a jogar muito bem, mas não com a casa às costas, porque o estádio do Barcelona ainda não está acabado, continua em obras, o Camp Nou, então eles têm de jogar noutro estádio, na Arena Johan Cruyff. Não é na Arena Johan Cruyff, tem um nome qualquer. Não, Estádio Johan Cruyff. A Arena Johan Cruyff é em Amsterdão. E agora acabaram o jogo contra o Valência, ganharam por 5 x 0 e nem sequer puderam tomar banho e foram de autocarro. E acontece que não cabiam todos no autocarro. O autocarro teve que fazer duas viagens.

Eles habituados a andar em grandes carrões e estão à espera do autocarro.

Que tristeza!