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Está no ar o "Três Toques", sempre com o Júlio Magalhães e eu não pego na bola.

Não?

Pego na bola eu. É assim? Quero notícias fresquinhas.

Eu não disse?

Meu Deus, uma entrada a pés juntos.

O reforço da Carla. Entra logo a pés juntos.

As minhas pernas tremem com tamanha responsabilidade. Eu pego na bola, quero notícias fresquinhas que ainda ninguém deu. Esta madrugada estivemos a ver mais um jogo da final da NBA. Acabou às 4h30, mas valeu a pena. Foi tempo muito bem empregado. Mais fresquinho que isto não é possível. Júlio, avança com pormenores que só estão ao nosso alcance porque seguimos a atualidade à qual te obrigas.

A notícia é fresquinha, mas vocês dois não estão nada fresquinhos, se respeitássemos a 4h30.

Às 4h30 ainda estávamos a trocar mensagens, a falar do melhor jogador do jogo. Não pode ser mais fresquinha mesmo que esta. Somos mesmo os primeiros a dar esta notícia. Ainda ninguém deu, ninguém sabe, é mesmo segredo. Os nossos ouvintes não sabem nada desta informação ainda.

Até pararam o carro agora.

Pararam o carro porque é uma informação decisiva para todos. Vamos recordar que é a final da NBA, jogada a melhor de sete jogos. Quem fizer quatro jogos é campeão. Cronologia: no primeiro jogo, na quinta-feira passada, os Celtics ganharam o primeiro jogo, 120-108 aos Golden State Warriors. 12 pontos, ficou 1 x 0. Depois, no domingo, segundo jogo, Golden State Warriors 107, Celtics 88. Foi uma diferença de 19 pontos. Ficou 1 x 1. Esta madrugada acabou, já eram 5h00, Celtics 116, Golden State Warriors 100. Portanto, surpreendentemente, os Celtics estão na frente desta final. 2 x 1, ganharam esta madrugada o terceiro jogo e isto promete ser de cortar a respiração até o fim. Já sabem, quem ganhar quatro jogos é campeão. Isto pode ainda ir aos sete jogos. Por acaso, só lembrar que hoje também é a final do campeonato de basquete. O Benfica e o Porto estão a jogar a final a melhor de cinco jogos. Quem fizer três vitórias é campeão. O Benfica está a ganhar por 2 x 0, ou seja, tem duas vitórias conseguidas na Luz. Os próximos dois jogos são no Dragão, o primeiro é já logo à noite. E se o Benfica ganhar hoje, é campeão já e não vai haver segundo jogo no Dragão. Para evitar que o Benfica seja campeão, o Porto tem que ganhar e forçar a um quarto jogo. Já agora, estamos nas notícias fresquinhas, não tem nada a ver com o basquete, mas vocês querem saber quem deve vir passar o Santo António em Lisboa?

És tu.

Não.

Diz.

Não conseguem adivinhar? Eu digo-vos: Paulo Sousa.

Pois, aquilo está mau.

Esta madrugada também acabou. Ainda não foi.

Está quase. Já está com um pezinho cá.

É que esta madrugada também acabou de madrugada. Nós temos que estar sempre a cabo verdades.

Sempre. Pois temos olheiros, não faz mal.

O Flamengo voltou a perder 2 x 0 com o Bragantino. Aquilo está mau. Estão a avaliar a continuidade dele. Ele antes de entrar no jogo, houve um adepto que até foi ter com ele e entregou-lhe a carta de demissão. Disse: "Olha, está aqui a tua carta de demissão."

Para assinar.

Para assinar.

Simpático.

Mas já estava mau. Com esta derrota, vai ficar muito pior. E, portanto, é provável que Paulo Sousa já tenha saído.

Santo António já se aqueboia. Paulo Sousa já se aqueboou.

Vem comer umas sardinhas a Lisboa.

Vem comer. De resto, há outra curiosidade no Campeonato Brasileiro, o António Oliveira.

Temos de acelerar, Júlio.

Temos que acelerar. António Oliveira, que era treinador do Benfica B, foi para o Cuiabá, já demos esta notícia. Chegou lá há três dias. Ontem jogou com o Corinthians, o Vítor Pereira, que vai em primeiro, e ganhou 1 x 0.

Grande história!

Cuiabá ganhou 1 x 0 ao Corinthians. Pronto, são as notícias fresquinhas. Avançamos.

Deixa-me pegar na bola, Júlio, para dar um certo toque filosófico, digamos, à coisa também, porque este Três Toques precisa que alguém faça boas reflexões, como é evidente.

Flexões?

Não sou eu, seguramente. Reflexões, são tão importantes. Júlio, eu podia simplesmente usar aquela expressão "o silêncio é de ouro" e calar-me aqui, uma branca na rádio. Mas isto não ia dizer nada aos nossos companheiros de estúdio. Por isso peço que sejas tu a desenvolver isto para eles perceberem que futebol também pode ser cultura.

Amigo, é o pão que nós estamos guardados, já viste.

É mesmo. Esta é uma notícia fresquíssima de domingo passado. Está fresca de ter no congelador também. E tem mesmo a ver com cultura, mas cultura cívica, não é cultura intelectual, Paulo.

Então.

Eu não sei se sabem, a seleção do Brasil fez na semana passada uma digressão asiática, vocês vão ficar extasiados com o que eu vou dizer. Uma digressão asiática. Enquanto na Europa se jogava a Liga das Nações, pelo mundo as seleções aproveitam este calendário FIFA para fazer jogos amigáveis. A seleção Canarinha jogou na quinta-feira passada, faz hoje oito dias, com a Coreia do Sul, que é orientada pelo nosso Paulo Bento. Para quem não deu conta, eu posso desvendar que o Brasil ganhou por 5 x 0. Já foi há oito dias.

Mas distraído.

É verdade. A seguir foi ao Japão jogar com a congénere japonesa e os brasileiros voltaram a ganhar apenas por 1 x 0. Este jogo foi no domingo e é possível que muitos dos nossos ouvintes que agora vão no carro ainda nem saibam o resultado, que é, sem dúvida, também uma informação decisiva para a vida deles. Mas onde é que está, afinal, a curiosidade inusitada, sem ser mais nem menos, deste jogo? Sabem quantas pessoas estavam neste jogo do Japão-Brasil a ver o jogo?

Não.

Eu, por acaso, vi imagens do estádio, estava completamente cheio.

Pronto, eu digo-vos. Eu contei 62.155.

E não fizeste mais nada.

Sente-se, estive ali a contar. E vocês sabem que ordem é que tinham estes-- vocês nunca ouviram falar disto, que ordem é que tinham os espectadores que estavam lá?

Não.

Não?

Ordens?

Sim.

Não.

Tinham que estar caladinhos.

Que horror! Senão ia haver futebol.

Aquilo foi assim: "Vocês querem ver o Brasil jogar?" "Queremos." "Mas é para estarem caladinhos."

Mas por quê?

Para não propagar o vírus Covid.

Não abrir a boca.

E então estiveram 62 mil pessoas.

E cumpriram à risca?

E cumpriram à risca, em silêncio, a ver o jogo.

Ainda bem que não houve muitos gols.

Foi, só houve um e foi pro lado da casa, portanto também não valia a pena falarem, serem muito efusivos.

Juli, como não temos muito tempo, o que queres? Falamos da última notícia ou vamos aos palpites?

Vamos aos palpites.

Então vamos lá.

Era só pra dizer que eles cumpriram à risca e que o silêncio é mesmo de ouro.

Mas não deve ter sido assim nenhum estar assim no estádio.

O próximo toque era teu.

O próximo toque era meu, mas eu sou assim, eu cedo o meu lugar.

Mas deixa-me já dar aqui uma coisa que é um toque também extraordinário, que nunca falamos aqui, que as pessoas vão adorar. Só aqui é que passa disto.

Qual é?

É de uma modalidade que nunca ninguém falou. Nós aqui já falamos de campeonatos do mundo inusitados. O pesto foi o mais.

Sim.

Bem, quando virem este.

Falamos segunda-feira?

Falamos segunda-feira.

Está bem. Então vamos ao campeonato de palpites?

Vamos ao campeonato de palpites.

Vamos lá.

Hoje, Portugal, República Checa, ou Chéquia, mas aqui é Checa. Vai lá, Paulo.

A Chéquia é forte ou não?

É.

Então vai, 2 x 1 pra Portugal.

Pronto, 2 x 1.

Ok.

Miguel, estás no lugar da Carla.

Carla, perdoa-me se alguma coisa correr mal, se nos estás a ouvir, 3 x 1 pra Portugal.

3 x 1 pra Portugal. Maria João.

1.

1. Domingo, temos que já pôr o jogo Suíça-Portugal. Paulo.

3 x 1 pra Suíça.

3 x 1 pra Suíça. Miguel.

1 x 2 pra Portugal.

1 x 2. Maria João.

Eu digo o mesmo que o Miguel, 1 x 2.

1 x 2. Estes dois jogos são os últimos dos campeonatos de palpites, estão a acabar.

Já tínhamos dito isso há meio ano.

Olha, e Bilau, nem vê-lo. Mais uma vez, sem Bilau.

Lembra-me pra falar do Bilau na segunda-feira. Venha o Bilau, então, é que vai ser um sucesso nacional. Quando vocês ouvirem falar do Bilau.

Portanto, o Bilau e uma nova modalidade. Está prometido, só promessas. Júlio Magalhães.

Não há mais nada.

E o Três Toques da Rádio Observador, sempre no fim do jornal das 20:00. Já a seguir chega o José Manuel Fernandes com o tema do Contracorrente desta quinta-feira.