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E começa agora o Três Toques.
Começa e hoje vamos falar só de apagões.
Apagões.
Apagões históricos. Às vezes as equipas apagam-se.
As pessoas também se apagam.
Não houve uma polémica aqui há uns tempos?
Não, apagar de dormir. Não é de finar.
Pronto.
E também se finam.
E também se finam. Às vezes bebem muitos finos.
Pois.
Houve uma polémica aqui há uns tempos de um clube que fechou.
Ora, essa é a pergunta do dia, Paulo.
Do propósito, mas aí foi um apagão propositado.
Pois. E tu também não sabes se foi ou não.
Diz.
Não sabes se não veio uma cegonha malvada que se mandou de cabeça. Não, mas a pergunta tem a ver com esse apagão propositado. Em que ano ficou o Estádio da Luz às escuras?
Mas não faltou água?
Não, a água não faltou.
A relva ficou bem regada.
Lembra-se do ano?
2001?
Foi um problema hidroelétrico então de uma barragem.
Vá lá, Maria João.
Foi em que ano? Eu não disse agora o ano.
11.
11. Maria João diz 2011. Já está dito, Maria João, não vale a pena.
Pois. Então se calhar foi.
Olha, foi isso, 2011.
Espera aí.
2011.
2011. O Paulo também disse.
Foi no ano da troika, quando veio a troika.
Foi. Habitúamo-nos logo ao racionamento de energia.
Parece-me um bom ano esse.
Parece um bom ano. 2011, Carla.
Então 2011, está bem.
2011, muito bem.
Eu digo 2012.
Está bem.
Pronto.
Está bem, cegonha.
Está bem, a velha.
Está bem, a velha. Ontem as pessoas não devem ter reparado, mas houve alguns adiamentos de jogos da Primeira Liga.
Fui ouvindo aqui na Rádio Observador.
Sim, mas ninguém deve ter dado conta, a não ser os jogadores.
Ontem era o Casa Pia, não era?
É, o Casa Pia tinha o jogo marcado com o Estoril Praia.
Carla?
Foi adiado.
Não consegui assistir.
Atenção, o Estoril Open manteve-se. Este ano é challenger, mas saíram as pessoas, a Proteção Civil permitiu que se realizassem as partidas, mas sem público para não haver problemas de segurança. Mas houve outros jogos da Segunda Liga, por exemplo, que tiveram também de ser adiados e outras partidas da Liga Revelação. De resto, tudo se manteve, como por exemplo, o Sporting. Eu encontrei esta notícia no jornal A Bola e o Sporting conseguiu manter tudo a funcionar na academia. A equipa principal tinha agora dois dias de folga, depois da vitória contra o Boavista, portanto, não houve treino. Só os jogadores a recuperar de lesões é que trabalharam na academia e com esses e com os jovens que também treinam lá, não houve nenhum problema, porque o Sporting tem na academia capacidade para manter tudo a funcionar, com geradores próprios, obviamente. E aí não houve qualquer dificuldade. O que é de assinalar, porque nós sabemos como houve algumas infraestruturas e alguns serviços com muitas dificuldades, nomeadamente no recurso a geradores e outros por não disporem precisamente de geradores, mas o Sporting tinha tudo controlado e manteve tudo a funcionar. Interessante também na Bola foi esta fotogaleria que encontrei de apagões históricos no futebol português, mas apagões involuntários.
Mas apagões de falta de energia?
Falta de energia. Eu por acaso lembrava-me aqui de alguns. O primeiro que é aqui mencionado é um Porto-Benfica, na primeira mão da Supertaça, em 1994, quando a Supertaça ainda era disputada a duas mãos. Houve falhas nos holofotes do Estádio das Antas e durante aquele tempo em que ficou tudo às escuras, ou pelo menos uma parte às escuras, foram as tochas a iluminar o estádio. Havia sempre dúvidas quando isto acontecia, se era uma falha de energia mesmo, a sério, ou se não haveria ali intervenção humana. Mas eu lembro-me deste. Talvez este seja o mais famoso, eu pelo menos tenho uma memória muito nítida do que aconteceu, apesar do apagão. Foi um Chaves-Sporting em 1995/96, que foi interrompido por falhas na iluminação do estádio. E quando o jogo estava a acabar e o Sporting teve de regressar 12 dias depois, a Trás-os-Montes, para jogar dois minutos.
Eu sei, lembro-me disso.
Para jogar dois minutos.
Dois minutos, é verdade. Ficou célebre por isso.
Os regulamentos não preveem que, sei lá, quando está disputado 90% do encontro se possa ficar assim.
Não, o Sporting teve de voltar para jogar dois minutos. Ainda por cima teve de voltar. Eu lembrava-me por isso. Sim, ser estranho ir jogar dois minutos. Enfim, 12 dias depois. Em 2011.
Ainda por cima ir para Chaves. São umas horinhas.
E a 30.
Isso foi quando?
Em 95/96.
Não havia autoestrada, a A24 não estava feita, se não me enganei.
Sim, mas é como diz o João, comer um pastelinho.
Passar o Chaves.
Não, vai-se parando pelo caminho duas vezes, pelo menos. Calma lá.
Ora, em 2011 houve um Braga-Benfica que também foi interrompido por três vezes, por falhas na iluminação. Ficou 1x1 esse jogo, mas ficou marcado por essa situação. Internacionalmente, ou seja, em jogos internacionais de equipas portuguesas, também em Braga, em 2012, o Braga ganhava ao Manchester United quando houve uma falha também na iluminação, e depois de ser reposta a energia, o Manchester United acabou por ganhar 3x1.
É a vida.
Não correu bem aí, não se pode dizer que foi propositado, não correu bem. Também num jogo internacional, no Estádio de Alvalade, em 2014, no Sporting-Maribor, o início da segunda parte foi atrasado uma hora por uma falha de energia. E não foi geral, não foi em toda a cidade de Lisboa. Estamos a falar de falhas de energia.
Nos equipamentos lá do estádio.
Dos próprios estádios. Há aqui outros exemplos. Um que nós sabemos que foi uma falha propositada, voluntária.
Está a falar que alguém custou o interruptor.
Olha.
Quem é que te diz a ti que foi propositado?
Pois, também não tenho provas que apontem nesse sentido.
Nada faz crer.
Não tenho provas que em 2011.
Ó Paulo.
Por quê, Paulo? Estavas tão bem.
Estavas tão bem. Estávamos com nós todos.
Tu não sabes estar bem, Paulo.
É só um jogo, para que é que vocês se aperreiam tanto?
Não, Paulo, desculpa, tu não sabes estar bem.
Eu hoje senti que o Bruno queria que nós ganhássemos todos. Todos estavam a ganhar.
Ganhámos todos.
Não, mas a Maria João se descolar.
Mas qual foi a época?
Foi em 2010, 2011.
Se não, pronto. 2010 ainda.
Mas depois lembramo-nos. Foi o jogo do título.
Foi o jogo do título de 2011. Ó Paulo.
Grande memória.
Coisas na minha vida que aconteceram nessa altura que me marcaram. Uma rega.