Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora um novo Três Toques com o Bruno Vieira Amaral. Vamos à pergunta do dia, não podemos perder mais tempo: em que ano o Desportivo da Corunha ganhou pela única vez? Única vez, não é a última. É a primeira.
É a primeira e única.
É, pois, é a primeira, única e última. O Campeonato Espanhol- A primeira. A primeira? Ganhou a primeira vez. E última. E única. E única.
Paulo.
Campeonato Espanhol de futebol.
Ora bem, deixa-me cá fazer contas. 1974. Não sei, o Bruno daqui a pouco já vai dizer.
A resposta é no fim. Eu tenho um palpite, Bruno.
Vamos lá.
Eu tenho ideia que o Corunha venceu porque jogou com o Porto no início deste século. No tempo do José Mourinho, treinador do Porto. Certo? Estou correta?
Então ali por 2003, 2004.
Eu diria que deve ter jogado com o Porto em 2004, mas deve ter vencido, portanto, em 2002, 2003 ou 2003, 2004.
Estou impressionado.
Estamos bem?
A lógica não está má.
Pronto, vamos ficar assim, não é, Paulo? Melhor.
Vamos ficar assim com a ideia.
Não queres arriscar, João? Não, não quero. Não faço a mínima ideia.
Isto é uma rubrica aqui dentro da rubrica, que é o cantinho da oligia.
Não sei nada, não tenho ideia dessa altura em que o Porto jogou com o-
Foi o período histórico mais forte do Deportivo.
Da Corunha.
É, foi. Mas a resposta vem no fim.
Hoje, para abrir as hostilidades, temos um mistério que envolve troca de identidades. O Dínamo de Bucareste, clube da Roménia, comprou gato por lebre. Ou seja, comprou um jogador e parece que veio outro.
O que nunca acontece quando se faz uma encomenda. Acontece muitas vezes agora com as compras online, mas não é outro qualquer. O clube contratou o central português Edgar Ié e agora desconfia que quem está a jogar é Edlino Ié, irmão gêmeo de Edgar. Na verdade, comprou um Ié e saiu-lhe outro Ié.
Está tão bom.
Atenção, eu podia ficar a ouvir isto a manhã toda, Hermínia Silva a cantar o "Ié-Ié". Atenção que é apenas uma teoria. É rocambolesca, mas é uma teoria. Em fevereiro, o clube contratou Edgar, jogador que fez a formação no Sporting, que já passou por muitos clubes, como o Nantes, Feyenoord e até o Barcelona. Só que o desempenho de Edgar tem estado abaixo das expectativas e o clube acha que só uma troca de identidades o pode explicar. A teoria foi veiculada por um jornalista romeno, que avançou que o clube pondera fazer testes de ADN para confirmar se o central que tem jogado não será Edlino, porque parece que o desempenho tem sido muito mau, ou pelo menos muito abaixo das expectativas do clube. Edlino, diga-se, tem experiência no futebol amador.
Mas também só sempre podia enganar.
Claro, também não é um qualquer.
Imagina pôr lá um Paulo Ferreira. Porque esse logo não era o Ié. O Ié certo era o Iú.
Era o Iú. Ya. Ya, man. Entretanto, Edgar Ié, já venho desmentir, vendo pelo lado positivo, isto pode ser uma espécie de compre dois, pague um.
Pelo preço de um.
Não é? Leva dois Iés, paga só um. E às vezes acontece os clubes enganarem-se. Por exemplo, o Benfica este ano pagou 20 milhões por Arthur Cabral, avançado brasileiro, e eu acho que quem tem jogado é o gêmeo mau. Esta não percebi, mas pronto. Eu acho que o Benfica fez um bom negócio.
Exato, não jogou nada.
Muito bem, olha, estão preparados, cintos de segurança, tudo.
Bruno, tu essas piadas depois tens que pôr um disclaimer qualquer, uma coisa assim.
Mas assim não tem piada. Mas nós explicamos, Paulo, não deixamos fora.
Bom, vamos partir em viagem. Cintos de segurança, tudo apertado. Preparem-se, vamos subir até à montanha mais alta do mundo. Ah, é? É sempre a subir agora. Estamos tão modernos hoje, não estamos?
Não é?
E muito pequena a música.
Passámos dos ABC dos anos 80 para Hermínia Silva nos anos 70 e agora Manela Bravo.
Anos 80 também, não?
70. Afinal, 79, se não estou em erro. Bem, nós aqui subimos, mas é à distância. Já o senhor Kami Rita, um alpinista nepalês, sobe mesmo a sério. Já subiu ao cume do Everest, não uma, não duas, não 10, mas 29 vezes. É um recorde mundial. O anterior também era dele, já agora.
Mas 29 vezes?
29 vezes.
Isto Kami irrita-me um bocado.
Irrita. E pelos vistos é para continuar. Não estamos a falar de um turista que vai lá passear e subir à montanha mais alta do mundo só por desporto. Ele vive disto, é guia de montanha há mais de 20 anos. Subiu pela primeira vez ao topo do Everest em 1994, portanto, quase todos os anos sobe uma subidinha.
Com o foteli. É como subir a Sintra.
Sintra, por exemplo.
Hoje em dia as pessoas vão de dois em dois ao Algarve.
Ora esta, ele vai: "O que é que vou fazer este ano? Onde é que eu vou? Vou ali subir."
Vou ao monte, ao meu monte.
Mas atenção que ele tem espírito competitivo e isto não é só passeio. No ano passado, ele quebrou a tradição e subiu não uma, mas duas vezes. Isto por quê? Porque outro guia nepalês, cujo nome agora me escapa, tinha batido o recorde dele. Portanto, tinha subido uma vez mais do que ele, e ele disse: "Espera aí".
"Oh, meu amigo!"
"Espera aí que eu agora subo duas vezes". Podemos também olhar para o lado positivo disso: só nos faltam 30 subidas para batermos o recorde mundial.
O que é isso para nós? Agora vamos terminar com uma história daqueles que já não acreditam que há amor à camisola, que eles são todos iguais, que querem todos o mesmo, só querem dinheiro. Só que, Bruno, ainda há quem jogue por amor.
E esta é mesmo uma história de amor, porque este jogador teve que pagar do próprio bolso para jogar no seu clube. Falamos de Lucas Pérez, um avançado espanhol, 35 anos, cujo clube do coração é o Deportivo da Corunha. Pérez já tinha representado o clube há uns anos, foi transferido para o Arsenal, voltou ao Depor e no ano passado estava na primeira divisão, na La Liga de Espanha, a representar o Cádiz. Enquanto isso, o Depor amargava na terceira divisão. Isso mesmo, o histórico clube galego estava na terceira e quase a descer para a quarta divisão. E foi então que Lucas Pérez cometeu uma loucura: deixou o Cádiz para jogar no seu clube de sempre. Deixou, mas atenção, teve de pagar €493 mil para rescindir, quando ainda teria a receber €900 mil se cumprisse o contrato com o Cádiz. E o Depor não tinha dinheiro para lhe pagar e ele aceitou pagar para poder ser-
Isso é o que vai acontecer a ti se não cumprires pelo menos uma semana que fazes à manhã.
Uma semana à manhã.
Vais ter que pagar.
Para rescindir. Mas eu jogo por amor à camisola.
E ele também.
E ele também. Na altura, chamaram-lhe louco. Ele disse: "Chamaram-me louco."
É o Louca Pérez.
É o louco Lucas. Mas esse amor agora foi recompensado, porque Lucas Pérez, este fim de semana, marcou o gol que garantiu a subida do Deportivo à segunda divisão e talvez para o ano avançado ajude a equipa a subir mais um degrau e a regressar ao convívio dos grandes, dos maiores do futebol em Espanha.
Muito bonito.
É uma história inspiradora.
É sim. E isto leva-nos à pergunta inicial, não é? A Carla está muito ansiosa. Estamos a falar. Em que ano se sagrou o Deportivo de Corunha campeão de Espanha pela única vez?
Pela única vez. Foi em 2000.
Caramba! Boa! Terminação. Fica aí com a terminação. Não estás nada longe.
Não, porque o Deportivo nesses anos esteve sempre ou quase sempre na Liga dos Campeões, porque não ganhou o campeonato, não voltou a ganhar, mas ficava nos lugares de apuramento para a Champions. E, de facto, o melhor ano na Champions foi esse em que chegou às semifinais, em que foi eliminado pelo Porto de José Mourinho em 2003/2004.
Muito bem, Carla. Tu és uma querida.
Muito bem, Carla.
Estás mesmo a estiar.
Se isto tivéssemos pontos, tinhas recebido.
Não vamos entrar por aí, pois não, Paulo? Pontos, ex aequo, bips. Estamos muito traumatizados com isso. "Três Toques" com o Bruno Vieira Amaral nas manhãs 360 e sempre em podcast.