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Vamos ao Três Toques e vamos fazer um ponto de situação.

Mas hoje são quatro toques.

Hoje acho que vão acabar por ser. Depende, se o João Miguel der permissão, são quatro. Se ele se entusiasmar com a terceira história, ficamos por aí. Mas começamos por um ponto de situação do estado de saúde de Christian Eriksen, o internacional dinamarquês que desmaiou novamente.

Falaste sobre ele ontem.

Falei sobre ele ontem. Ele, entretanto, já publicou uma mensagem nas redes sociais a dizer que foi uma situação diferente. Para já, está tudo bem. Foi uma situação diferente daquela que ocorreu em 2021. Ele agora usa aquele dispositivo interno, um desfibrilhador, que tem a ver com a condição dele. E ele quis dizer que foi uma situação diferente, que o dispositivo existe mesmo para estas situações, que atuou tal como devia e evitou uma situação mais grave. Ele diz que, por agora, o foco está na recuperação e passar tempo com a família e em jogar futebol com os filhos. Para já, como é normal, não está previsto o regresso aos relvados. Poderá nem vir mesmo a acontecer, depende da avaliação médica que seja feita. Mas Christian Eriksen quis garantir que foi uma situação bastante diferente daquela que ocorreu em 2021, até porque o problema já era conhecido, já tinha sido tratado e estava a ser acompanhado. Portanto, foi uma situação diferente e que acabou, tal como da outra vez, aliás, mas acabou bem. E os nossos desejos de maiores felicidades para Christian Eriksen. Agora, convinha acalmar um pouco.

Se calhar estava na hora.

Estava na hora.

E acho que a família deve estar a dizer: "Olha, não achas que... Olha estas pantufas."

É porque mesmo que as coisas tenham corrido bem, o susto foi muito grande, depois de tudo aquilo que aconteceu ontem.

Não podes jogar FIFA.

E quem é que disse que o FIFA também não?

Também provoca acelerações cardíacas.

Eu quando jogava com o meu filho mais velho ficava com os dedos numa lástima, com os nervos.

É o que acontece aos jogadores da alta competição.

Da alta competição da PlayStation. Há campeonatos internacionais de PlayStation. Um dia vamos falar aqui desses campeonatos. Para já, vamos falar de uma coisa que eu tinha dito que falávamos ontem, mas o João Miguel não me deixou falar.

Eu?

É verdade. Ontem não tivemos tempo. Das eleições no Real Madrid, ganhou Florentino Pérez, o que significa que José Mourinho vai para o Real Madrid e significa que muito provavelmente Marco Silva vem para o Benfica. E Jürgen Klopp, o que acontecerá a Jürgen Klopp? Não sei se acompanharam esse pormenor das eleições do Real Madrid, mas o outro candidato, Enrique Riquelme, tinha prometido a contratação de Jürgen Klopp, antigo treinador do Liverpool, que agora é o diretor das equipas do universo Red Bull. Na altura em que ele anunciou essa possível suposta contratação, o agente de Jürgen Klopp veio dizer: "Isto é muito irritante, porque não há acordo nenhum. O Jürgen Klopp não quer regressar ao ativo, não quer voltar a treinar equipa, está muito bem como diretor das equipas Red Bull e não tem planos para regressar aos bancos ou ao comando técnico de qualquer clube." Apesar disso, Enrique Riquelme insistiu que conseguiria a contratação de Klopp. Não serviu, não foi suficiente para ganhar as eleições e Klopp, depois das eleições, publicou uma mensagem nas redes sociais onde apontava para um chapéu que tinha na cabeça e que tinha um globo terrestre dentro de uma chávena. E ele diz: "Agora adivinhem para onde é que eu vou." E agora já se percebe, vai para o mundial, vai ser comentador de uma televisão alemã durante o mundial. E isto foi uma brincadeira do jeito, uma certa provocação.

Para desviar um bocadinho. Jürgen Klopp não tinha sido apontado também como possível treinador do Benfica?

Devo ter sido eu a dizer isso.

Foste. Tinha alguma ideia.

Também não.

Nas eleições havia um dos candidatos. Eu agora não me lembro do nome dele, mas que tinha como sonho, seria um sonho, um objetivo longínquo, trazer Jürgen Klopp. Toda a gente se lembra do nome de Jürgen Klopp, dos grandes treinadores. Ele não está disponível, mas que não estão neste momento a treinar. É talvez o treinador com mais currículo ou com mais impacto.

Cristóvão Carvalho.

Cristóvão Carvalho, precisamente. É normal que venha sempre o seu nome à baila sobretudo em contexto de eleições, porque é sempre uma arma. Se eu disser: "Eu vou trazer o Klopp." "Ah, sim, o Klopp."

É só esta ironia agora de termos o José Mourinho a sair do Benfica, imagina que o Jürgen Klopp.

Isso eu adorava. Mas pronto, vamos ver. Marco Silva parece que é o próximo.

Mas é capaz de acontecer.

O quê?

Somos dados a essas coincidências.

O Klopp a vir para o Benfica?

Sei lá, não sei. Pode acontecer. Não?

Isso é mais provável aparecer um urso no Estádio da Luz.

O Misha, diretamente dos anos 80. Enfim.

Olha, esta notícia eu trouxe especialmente para ti, João Miguel.

São os números da Euromilhões.

Tu és um aficionado do ciclismo. Está de regresso João Almeida, depois de uma fase complicada em termos de saúde.

Parece que ainda está complicada.

É verdade, ele está a participar no Tour de Auvergne, mas as etapas têm sido muito difíceis. Tens acompanhado?

Pouco, muito pouco.

Só acompanhas quando está a ganhar, não é?

Não tem acontecido. Mas sei que está a ter uma prestação aquém das expectativas.

Sim, ele ainda está numa fase muito inicial da recuperação. Voltou apenas agora à competição, depois de um problema de saúde que o afastou do Giro.

Do Giro, sim. Ele estava escalado, depois acabou por não ir participar.

Já se sabe que não vai participar no Tour de France deste ano e que está a apontar baterias para a Volta a Espanha. Agora é quando? É em setembro? Agosto, setembro?

É em 22 de agosto.

22. Portanto, ainda apanha o início de setembro. Vamos ver.

Aliás, o calendário do João Almeida é só espanhol agora, até o final de setembro. É todo espanhol.

Não se pode dizer que tenha corrido mal no ano passado.

Não. Está a correr bem. Agora este Tour d'Auvergne-Rhône-Alpes é que está a correr mal, não é?

Sim, tem perdido muito tempo em todas as etapas. Ontem voltou a perder mais de 13 minutos para o vencedor da etapa. Portanto, as coisas aparentemente não estão muito bem, mas também pode estar dentro daquilo que era expectável ou que a equipa esperaria nesta fase da recuperação.

Os campeões não ganham sempre.

Não ganham, e isto pode até ter sido mesmo uma escolha para recuperar o ritmo lentamente. Esperemos então que João Almeida apareça na Volta a Espanha, que será a grande competição em que ele participará este ano, apareça em grande nível e quem sabe, tenhamos pela primeira vez um português a ganhar uma Grande Volta. Eu sei que tu estás desejoso que isso aconteça. Eu também espero um dia poder testemunhar esse momento em que um português ganha uma das Grandes Voltas. Pode ser que seja João Almeida este ano. As melhoras também para João Almeida.

Combinamos já. Vamos a Madri na última etapa.

Vamos a Madri. O ano passado, em Madri, não foi muito pacífico. Não te lembras que tiveram de cancelar por causa dos protestos em relação à participação?

Exatamente. Cancelaram ou cortaram a etapa? Houve muitos incidentes.

Muitos incidentes, mesmo em Madri. Esperemos que este ano nada disso passe. Por último, uma notícia muito rápida. Nós sabemos que tem havido muitas dificuldades para a entrada dos jogadores e árbitros também nos Estados Unidos para o mundial, devido às regras apertadas das entradas nos Estados Unidos, e desta vez foi um árbitro. Já ouvimos aqui nas notícias da manhã, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que deverá participar neste mundial, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. O árbitro acabou por aterrar em solo norte-americano para integrar a equipa de arbitragem do mundial, mas acabou por ver a entrada recusada pelas autoridades fronteiriças, sendo posteriormente reenviado para a Turquia. Até ao momento, não há qualquer justificação oficial para esta decisão, que terá também surpreendido a própria FIFA. O que é estranho é que a FIFA não tome medidas atempadas para garantir que isto não acontece nem com árbitros, e vamos ver como é que as coisas correm com seleções como a do Irão. Sabemos que há uma grande tensão, não só agora a propósito das entradas, com o conflito no Médio Oriente, mas há uma grande tensão a rodear a participação da seleção do Irão, entre outras. E é estranho que a FIFA não atue de forma a prevenir estas situações. Nós imaginamos que se isto acontecesse noutro país qualquer, teríamos certamente a FIFA a tomar medidas severas, mas são os Estados Unidos e sabemos como Gianni Infantino, o presidente da FIFA, também é um pouco suave quando se trata de questões mais difíceis com os Estados Unidos. Mas isto, de facto, não devia acontecer. É estranho que aconteça mesmo às portas do início do Campeonato do Mundo. Vamos ver se não se repete um incidente deste género.

Muito bem, foi o "Três Toques" com o Bruno Vieira Amaral.