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Três toques sempre com o Júlio Magalhães. Já sabe que além da rádio, também nos pode acompanhar no YouTube, Facebook e no site do Observador. Carla, estás em bicos de pés? Estou em bicos de pés, porque o Catar está à porta. Põe olhos nisto, Paulo. Vês não fui eu.

Vocês substituem-se uma à outra neste bicos de pés.

Mas há uma boa razão, o Catar está quase a começar e o Catar é o meu pudor.

Há sempre uma boa razão para se estar de bicos de pés.

Ontem o Gabriel Alves, quando fez o campeão, chegou aqui e disse logo: "Carla, já fizeste as malas?" É verdade, eu disse-lhe que sim, mas ainda não vi como é que vai estar o tempo. Bom, mas eu tenho de saber quem é que as seleções andam a convocar para nos encontrarmos todos lá no mundial.

Ser um bom convívio.

Ser um grande convívio.

Não te esqueças de levar a burca.

Sabem o que eu estive a fazer ontem à tarde? Estive a ouvir a longuíssima conferência de imprensa que o selecionador brasileiro fez para centenas de jornalistas, eu incluída, a anunciar os convocados do Brasil para o mundial. Júlio, eu já passei. Foi interessante? Foi giro. Já te passei as informações todas, Júlio. A partir de agora isto é mundial e cromos, não há mais nada.

Mais nada.

Mais nada.

Ora, vai ser curioso olharmos para a caderneta da Panini e para os convocados das seleções. É que esta caderneta já tem uns meses e só agora é que os convocados começam a ser conhecidos. Pois bem, estive a ver. Menos mal, dos jogadores que estão na caderneta, só um é que não foi convocado: o Philippe Coutinho. De resto, como se costuma dizer: "Está tudo certo, senhor Alberto." Curiosidades desta convocatória do Brasil que os nossos ouvintes têm de saber. Os nomes todos, não vale a pena estar aqui a dizê-los. Os jornais dizem, é ir ler ou ir às redes, está lá tudo escrito. Dos 26 jogadores brasileiros convocados, 12 jogam em Inglaterra, cinco em Espanha, três em França e só três é que jogam no Brasil.

Impressionante.

É verdade. Pedro, que é o atacante flamengo, é um deles, é um dos que joga no Brasil. Ontem estava a assistir à convocatória. As televisões brasileiras puseram câmaras nos jogadores para ouvirem o nome dele ou não. E eles puseram nas redes também, estavam a gravar para depois, para o caso de serem convocados, dar nas redes. E estava a assistir à convocatória quando ouvi o nome dele ser convocado, sabe o que ele fez?

Não. Eu sei.

Agarrou-se à namorada. A Carla sabe. Agarrou-se à namorada e pediu-a em casamento.

Eles não se entusiasmaram.

Eles não ficam emocionados.

Corações de pedra.

Aqui há coisas que podemos questionar. É assim: e se ele não tivesse sido convocado?

E aquele momento feliz de ser convocado.

Mas podemos questionar: e se ele não fosse convocado? Pedia a namorada em casamento?

Pois. Pois. De facto, esta é uma dúvida que me assala.

E se calhar pediu em casamento, porque agora vai um mês e meio para o Catar.

É menos um mês e meio com ela.

Pois.

Não sejam ruins. Portanto, vocês não acreditam.

Acho que ele fez bem. Não acredito não.

Como é que se chama?

Pedro. É jogador do Flamengo, é o atacante.

É o Pedozinho.

Agarrou-se à namorada e pediu-a em casamento, porque vai para o mundial.

Boa sorte, Pedro.

Com esta, com outra, pronto. A sério, que sejam muito felizes.

Há gente muito cínica neste estúdio.

Entre o Catar e cromos, eu lamento, mas há vida para além do Catar e para lá dos cromos.

E dos cromos é que não há.

Há mais coisas a acontecer. Sim, senhor. E eu ando a pesquisar e não deixo cair estas coisas no esquecimento. Ontem prometeste, Júlio, falar aqui daquilo que eu te disse, lembras-te? Do Kyrie Irving.

Quem?

Kyrie Irving, já ouviste falar? Eu até há cinco minutos também não tinha ouvido. Estamos quase em pé de igualdade.

Onde é que ele joga?

É jogador dos Brooklyn Nets, da NBA. Júlio, eu sigo esta equipa com muita atenção, como sabes. Brooklyn, logo Manhattan, passas a ponte para o outro lado. E por isso sei desta história. Avançai, eu dou-te autorização para divulgares aquela informação que eu te passei durante esta madrugada.

O Paulo é doutor Facebook.

Muito obrigado, Paulo. Pois bem, este jogador promoveu no Twitter um documentário antissemita. Foi uma polémica de tal ordem que envolveu políticos e tudo. Ele recusou-se a pedir desculpa e foi logo suspenso pela liga da NBA por cinco jogos. Isso foi para o lado que ele dormiu melhor. Acontece é que um dos patrocinadores, a Nike, decidiu imediatamente retirar-lhe o patrocínio, ou seja, foram logo 11 milhões de dólares. Era quanto a Nike lhe pagava e preparava-se até para lançar uma marca de sapatilhas com o nome dele. Nós aqui dizemos sapatilhas, não sei.

Pois é.

Toda a gente percebe.

Queres dizer ténis?

Ténis.

Não, mas aqui estamos a falar de basquete.

Basquete, aqui é sapatilha. E portanto, também cancelou esse lançamento dos ténis ou das sapatilhas em nome dele. Ou seja, foi tudo ao ar. Ele veio logo pedir desculpa a seguir, mas o comboio já ia longe. Num dia perdeu 13 milhões: 11 milhões da Nike, mais 2 milhões pelos cinco jogos que vai estar ausente. Não é que lhe faça muita falta, até porque tem um dos contratos mais lucrativos da NBA, mas como costumamos aqui dizer, nunca ninguém disse que tem muito dinheiro. E mais, isto também mancha muito a imagem dele. Se é que ele se importa também com isso. Como sabem, estes jogadores extravagantes às vezes também não se importam nada com isso. Já agora, sabem quem é o jogador que ganha mais dinheiro com patrocínios e já não joga? Faz tal muito que não me perguntam nada.

Então vá. Quem é o jogador?

Quem é o jogador que ganha mais com patrocínios e já não joga? É o Michael Jordan. Continua a ser, de larga distância E se quiserem fazer outra pergunta, também podem.

Quanto é que ganha por ano?

E quão larga distância é essa?

Vou vos dizer. O segundo que ganha mais é o LeBron James com 32 milhões. O segundo, estão a ver? É para gostarmos. O Michael Jordan, que já não joga há uns anos, ganha ainda anualmente 152 milhões de euros.

Mas é uma diferença de cinco vezes mais.

É incrível, não é?

Impressionante.

Eu era tão bom jogador de basquete.

Tu perdeste. És é. Agora estás aqui a falar de cromos.

É verdade.

Estás a tirar cromos.

Andar aqui a tirar cromos.

A colar chega.

A colar cromos.

A colar cromos.

És tu que colas os cromos, Júlio?

Sou.

É? Dá trabalho, não dá?

Dá. Colar não dá, dá é tirar aquela película que é uma chatice.

Não sai facilmente?

Não. É de sair uma dobrinha no canto.

É preciso ter unhas para aquilo.

Vamos então ao que interessa. Vamos aos cromos. Faltam três dias.

Nós temos muito que lhe dar.

É, temos. Faltam três dias para começar o mundial e 11 dias para a gala da caderneta dos cromos.

Muito bem. Quem é que está?

Já temos o pódio feito. Já podes pôr a musiquinha, se quiseres.

Já está a tocar.

O que é isto?

Esta música vai vos entrar nos ouvidos e dos nossos ouvintes. Olha.

Quem é este senhor?

Vou vos dizer, para já, logo o nome dele. Chama-se Fossa, com dois F.

Fossa.

É um rapper. Eu não percebo, os rappers agora estão nos tops dos tops em todo lado.

Estão em todo lado.

E há uma curiosidade: na Tunísia, no top 50, não há nenhuma música estrangeira, são todas da Tunísia.

É assim mesmo.

E este Fossa tem várias nas 50. Será que eles não gostam muito das estrangeiras ou não podem ouvir? Não sei. Este é o que está na Tunísia, e é um rapper, Fossa, e esta música já está nos ouvidos de toda a gente.

Agora estamos nós aqui com os nossos auditores.

Olhe, e mais, como é que foi?

Vamos ao Rossio.

Sim, às tuas visitas.

Vamos às minhas visitas. Estive no Rossio ontem.

Foi na sexta, não foi?

Foi na sexta-feira. É fresquinha esta. E falei também com o senhor que vende os cromos. Vamos ouvi-lo. Lembram-se de o miúdo ter dito que vendia a caderneta por 100 euros?

E tirar uma fotografia.

O homem que vende os cromos está lá há 20 anos, vejam só. Vamos ouvir.

Olá, tudo bem? Matias. Há quanto tempo é que anda a vender cromos? Vender e trocar. Pois, há volta de 20 anos. 20 anos que faz isto? Todos os anos? Todos os anos. Ou é quase quando há mundial? Não, é todos os anos, todos os dias. É? Todos os dias aqui nesta zona? Sim. A vender cromos? A vender cromos. E anda aqui a buscar, manda vir? Não, compro caixas. Caixas? Caixas, inteiras. Compro 10 caixas, cinco, seis caixas, conforme. E quantas pessoas já aqui passaram? Tem mais ou menos ideia? Este ano tem sido mais do que nos outros anos? Este ano já vieram umas 300 pessoas aqui, buscar material. Miúdos e graúdos, não é? Sim, todas as idades. Todas as idades, idosos, jovens e senhoras também. Você também vende cadernetas? Vendo coleções completas. Quanto é que custa uma caderneta completa? 120. Muito obrigado.

É muito mais em conta.

Pois, é mais em conta 120. E sabem porque é que eu perguntei, não é?

Sei.

Eu mandei reservar, disse-lhe: "Olhe, faça aqui um favor. Você guarde já uma, que se não acabar a nossa, tenho que comprar uma."

Eu tenho que fazer o brilhareira de qualquer maneira, portanto reserve-me lá isso.

Trocamos a nossa por um pedaço completo e ele faz-nos conta.

É verdade.

É tão bom isto. Júlio, para terminar.

Notas de autor, rápido. Vocês não sei se sabem, mas começou ontem o mundial de hóquei em patins na Argentina, em San Juan.

Pois foi.

Suponho que nós, Portugal, somos candidatos à vitória.

É verdade. Lembra-se do último épico campeonato do mundo? Ganhámos.

Claro que sim.

Foi com a Espanha, 1 x 0. Lembra-se no final? Depois foram todos chumbidos, nem Belém.

Sim. A Carla lembra-se bem.

Até vos disse que o meu primo joga lá.

Pois foi.

Portugal jogou ontem e ganhou 5 x 1 à França, primeira jornada.

É clássico.

Temos que acompanhar este campeonato do mundo.

É um problema o hóquei em patins, a bola vê-se mal na televisão, por isso é que não é muito popular.

E mais?

Mais. Amanhã lembra-me para falar do campeonato argentino, tinha prometido ontem. E do Padel também.

Padel hoje é com o Paulo, cara.

E os cromos. Dizer aos nossos ouvintes que nos faltam o número 2 do Catar, o 4 do Equador e o 2 do Senegal.

Alerta cromos.

Para fecharmos esta seleção. Alerta cromos.

Bingo!

Portanto, os ouvintes que nos estejam a ouvir e agora vão no carro.

Vamos repetir: 2 do Catar, 4 do Equador e o 2 do Senegal.

Vamos fazer melhor. O do Catar é o número 2, é que dá 2 do Catar, dá a sensação que faltam dois cromos. Não, falta um só cromo do Catar, que é o número 2, um só cromo do Equador, que é o número 4, um só cromo do Senegal, que é o número 2.

Está feito.

E com isto já conseguimos vender a nossa caderneta e temos três músicas no Três Toques. Vai ser uma dor de cabeça. Não sei se me vou esticar agora, mas podíamos pôr isto na página de Facebook do Observador, se calhar.

Pois podíamos. Ou no mail, ou coisa parecida.

Uma coisa parecida.

Ou até no WhatsApp do Paulo Ferreira.

Mais certo.

No WhatsApp é tranquilo.

Júlio Magalhães e Três Toques da Rádio Observador, sempre no fim do jornal das 20h.