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No Três Toques hoje vamos a mitos que persistem no futebol, vamos à lista de melhores marcadores de mundiais sem penaltis e ao paradeiro inesperado de uma camisola mítica.

Tanto miticismo.

É tudo mítico. E além disso, é épico.

E também é icónico.

Icónicos são todos, mesmo que não se trate de imagens.

E é uma experiência imersiva.

Imersiva e é uma experiência também radical e acima de tudo épica. Épico também foi ontem o jogo do Brasil com a Escócia. Épico para Vini e para o regresso, mais de três anos depois, de Neymar à seleção brasileira. Entrou aos 75 minutos e foi o momento de maior burburinho nas bancadas. Parece que estava toda a gente à espera de Neymar, apesar de Neymar estar com algumas limitações, aliás, como se viu em campo. Mas não interessa, o Brasil ganhou e foi o grande momento do jogo. Apesar dos dois gols de Vinicius, o grande momento do jogo foi a entrada de Neymar em campo. Os brasileiros enlouqueceram e estão à espera que Neymar sirva um pouco de amuleto à seleção brasileira neste mundial. E olhando aqui para os possíveis jogos dos 16 avos de final, ainda não se sabe, está tudo a alterar-se, porque as possibilidades vão se alterando à medida que vão sendo conhecidos os resultados. Mas se acabasse agora, se não houvesse mais mudanças na classificação, Portugal iria jogar nos 16 avos de final contra o Gana de Carlos Queiroz.

E depois estarias a torcer por quem? Pela seleção.

Claro, pela seleção. É bom lembrar que em 2018, Portugal já enfrentou uma seleção orientada por Carlos Queiroz e na altura houve muita polêmica, que foi o Irão. O jogo acabou empatado a uma bola, com muita polêmica à mistura, Carlos Queiroz muito interventivo na linha lateral. Se as coisas acabassem agora, tal como estão, Portugal defrontaria então o Gana e depois defrontaria o vencedor do Espanha-Áustria. Ou seja, logo nos oitavos de final poderia encontrar a Espanha e depois, isto também é interessante, nada disto é definitivo ainda, poderia encontrar, entre outras, ou a seleção da Alemanha ou a da França.

É bom que não seja definitivo.

É bom que haja aqui alterações. Para conseguir fugir a isto, Portugal tem de ganhar mesmo à Colômbia para conseguir o primeiro lugar do grupo. Aí encontraria não o Gana, mas a Croácia. Isto ainda é tudo muito provisório. Temos de esperar pelos restantes resultados. Para já, uma coisa é certa: a África do Sul conseguiu pela primeira vez o apuramento para a fase a eliminar. E por falar em África do Sul, Bastian Schweinsteiger, o jogador alemão que foi campeão do mundo em 2014, agora é comentador, como muitos outros, e fez uns comentários a propósito do jogo Alemanha e Costa do Marfim, que foram mal recebidos, não só nas redes sociais, mas em particular nas redes sociais. Ele descreveu o estilo de jogo dos africanos como pouco ortodoxo, algo selvagem e não tão tático. São velhos mitos que persistem a propósito do futebol africano, que se diz sempre que há muito talento nas seleções africanas, mas depois falta disciplina tática. Não é exatamente isso que temos visto, não só neste mundial, mas já de outros mundiais, e já com treinadores africanos. Ainda hoje há seleções, aliás, a África do Sul é um dos casos, seleções africanas orientadas por treinadores europeus e havia aquela coisa que era preciso o treinador europeu ir para a África, no fundo, para dar ali um pouco de disciplina tática. Ora, as coisas têm mudado. Basta olhar para a seleção de Cabo Verde, orientada por um selecionador cabo-verdiano, o Bobista. E o que não tem faltado a Cabo Verde, de facto, é organização e disciplina tática. Foi assim que conseguiu os empates com a Espanha e Uruguai. Bastian Schweinsteiger foi muito criticado, mas não veio pedir desculpas pelos comentários e também não foi sancionado. Também não se espera que haja aqui sanções a torto e a direito por parte da cadeia de televisão onde faz os comentários. Mas, de facto, ainda persiste esta ideia de que o futebol africano é um pouco caótico, desorganizado, há muito talento, mas pouca organização. Mitos que também se aplicam, às vezes, na questão da análise social e política destes países.

O que conta depois é ali dentro do terreno.

Dentro do terreno.

Dentro das quatro linhas.

Das quatro linhas. Quando o esférico começa a rolar, é aí que conta. Olhámos já para estas declarações de Bastian Schweinsteiger. É bom dizer isto como deve ser, senão recebo um e-mail a dizer que estamos aqui a discriminar. Schweinsteiger, na verdade, quer dizer um porco trepador. Não sei se sabiam. Ficam a saber. É alemão. Disseram uma vez, eu li qualquer coisa.

Nunca mais se esquece isto. Nunca mais.

Nunca mais. Porco trepador. Enfim, os melhores marcadores dos mundiais. Há novidades já durante este mundial. Messi tornou-se o melhor marcador de sempre em fases finais. Agora, há sempre alguém que gosta de lançar aqui a confusão, dizer: "Bem, está bem, é sim, ok, tem 18 gols, o melhor marcador de sempre, mas então e se tirarmos os penaltis?" Pois é Há rankings para tudo. Este aqui é um ranking. Os marcados com o pé direito, depois os marcados com o pé esquerdo.

Este é um ranking à medida de alguém.

É à medida de alguém. Eu acho que é mais à medida de tirar Messi do topo. Ah, OK. Pronto.

Só marcam com penáltis.

É, precisa dos penáltis. É bom não esquecemos que, por exemplo, Eusébio, em 1966, marcou nove gols e quatro foram penáltis. Portanto, aí também haveria uma redução do lugar de Eusébio nesta lista. Mas Lionel Messi é, de facto, o melhor marcador de sempre dos Mundiais. Se tirássemos os penáltis, continuaria a ser Miroslav Klose, que foi ultrapassado agora pelo jogador argentino. Há alguns casos, se olharmos para trás na história, de jogadores que ainda estão nesta lista de melhores marcadores e que não precisaram de penáltis. É verdade. Gerd Müller e Just Fontaine. Gerd Müller beneficiou apenas de um penalti, o avançado alemão que marcou 14 gols no total. Just Fontaine, que marcou 13 gols, que ainda é recorde de gols numa só edição, em 1958, não marcou nenhum penalti. Pelé aparece aqui com 12. Eu creio que dois de penalti, se não estou em erro, tenho que confirmar. Mas Ronaldo Nazário, o Ronaldo Fenômeno, marcou 14 gols de bola corrida. Portanto, creio que também apenas um penalti. Nestas contas, também não diminuiria muito. A verdade é que os penaltis também contam, é preciso marcá-los. No outro dia, o Messi também falhou um. Portanto, isso não são favas contadas. Os penaltis também contam, mas esta classificação alternativa serviu para alguém ficar um pouquinho mais aliviado. Quem também ficou aliviado foram os fãs, sobretudo os espanhóis, a propósito do paradeiro de uma camisola. A camisola que Casillas, Iker Casillas, usou na final de 2010 esteve desaparecida, mas por pouco tempo. Normalmente, a peça está no Museu Legends, em Madrid, mas durante 24 horas ninguém soube do paradeiro da camisola. Desapareceu, já não estava lá.

Alguém a pôs na máquina.

Exato. Vocês só pensam em estender roupa.

Hoje não é bom dia para secar roupa.

Hoje não. Só em casa, só na máquina de secar. Talvez tenha ido, não sei, e provavelmente até terá encolhido. Quem é que apareceu a esclarecer o mistério? O próprio Iker Casillas. Por quê? Levou a camisola para o México. Ele está no México. Mas ele pode ir assim buscar a camisola? Olha, pelos vistos, sim.

Chegou a dizer ninguém.

Esta camisola é minha, desculpem lá. Ele veio dizer nas redes sociais.

Mas que é uma questão de sorte, para lhe dar sorte a ele, à seleção.

À seleção espanhola, precisamente. Ele disse: "Tenho-a aqui no México", num vídeo que publicou nas redes sociais. "Não se preocupem, eu sei que já estavam um pouquinho nervosos, mas está aqui." E ele acredita que estas coisas podem ter alguma influência. Ele próprio disse. Ele tem superstições e acredita que isto pode passar umas boas vibrações para a seleção espanhola.

O Ronaldo também pensou em levar a estátua que está na Madeira, mas depois não. Tinha que pagar excesso de bagagem.

É um pouquinho mais pesada. O Casillas pôs aquilo lá no meio da roupa.

Mas se calhar levou uma miniatura.

Não sabe. Eu não faço as piadas sobre estátuas e o Ronaldo, está bem?