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Portugal! Somos os maiores, somos os melhores.
E viva o pastel de nata.
E viva o pastel. Muito pastel de nata. Estes senhores e senhoras não devem comer muitos pastéis de nata, digo eu. Se comem, depois também queimam tudo nos Mundiais de Ciclismo de Pista. Portugal conseguiu quatro medalhas, melhor participação de sempre. Mais uma vez, boas perspectivas se abrem para os Jogos Olímpicos. Aliás, nos últimos já o ciclismo de pista trouxe-nos duas medalhas. Desta vez nos Mundiais conseguimos quatro medalhas, duas de bronze, de Maria Martins nos scratch e Miguel Salgueiro na corrida por pontos. Conseguimos também, mais uma vez com Iúri Leitão, ele que já tinha conseguido medalhas nos Jogos Olímpicos, agora um ouro na prova de omnium e uma prata na prova de Madison, juntamente com Ivo Oliveira. Portugal ficou em oitavo lugar no medalheiro dos Mundiais de Ciclismo de Pista. É obra. Eu chamo aqui a atenção para um artigo que está no "Observador", que dá conta também não só da história de Portugal agora no ciclismo de pista que tem vindo a mudar, para melhor, bastante melhor, a importância da pista de Sangalhos. O Velódromo de Sangalhos tem sido fundamental, é um centro de alto rendimento e tem sido fundamental para os resultados, mas também foi afetado pelas tempestades.
Como é que está? Fazes ideia de como está?
Acho que está a ser feita agora uma intervenção no valor de 1,2 milhões de euros. Mas para impedir que entre água no velódromo.
Portanto, não é para a recuperação total.
E também estão a ser planeadas outras intervenções para melhorar o piso, porque isto não é só, claro, questão da água entrar no velódromo. É também preciso melhorar o piso e ir melhorando para que não haja degradação, porque isso é fundamental para a qualidade do treino dos ciclistas. Eles próprios têm dito que depois com estes resultados, muitas vezes deixa de se falar de alguma falta de condições que os ciclistas portugueses têm em comparação com os seus concorrentes de outros países. Nós temos esta pista e os resultados apareceram. Portugal tornou-se uma média potência nesta modalidade graças a esse investimento que foi feito, mas por vezes esquecemos que é preciso continuar a fazer esse investimento e não deixar que as coisas se degradem. E os ciclistas, o Iúri Leitão mencionava isso, dizem que por vezes o facto de aparecerem os resultados como têm aparecido e agora voltaram a acontecer nos Mundiais de Ciclismo, faz com que as pessoas se esqueçam que é preciso esse investimento contínuo e que as condições de que os atletas portugueses dispõem não são comparáveis às de outros países. Basta pensar na Grã-Bretanha, que também nos últimos anos, há já mais de uma década, se tornou talvez a que se pode considerar a maior potência no ciclismo de pista. Também por uma razão: houve aqui um investimento estratégico da Grã-Bretanha, porque o ciclismo de pista dá muitas medalhas nos Jogos Olímpicos. Depois de 96, em que a Grã-Bretanha teve uma participação muito má nos Jogos Olímpicos de Atlanta, houve aqui uma redefinição também da estratégia e do investimento feito pelo Comitê Olímpico da Grã-Bretanha, e escolheram-se algumas modalidades que poderiam dar retorno em termos de medalhas e o ciclismo de pista foi uma dessas modalidades e tem de facto trazido. A Grã-Bretanha foi agora também novamente o país mais medalhado nestes campeonatos do mundo. Portugal tem seguido mais ou menos esse exemplo, mas de facto as condições não são comparáveis com outros países com que os ciclistas portugueses disputam estas provas. E era bom que o poder político, o poder local, também se lembrasse disso e que aposte e continue a apostar e continue a investir nas condições para que não nos lembremos só dos atletas quando eles estão nas grandes provas e exigimos que eles conquistem tudo e mais alguma coisa. Vamos falar de Lionel Messi, que vai voltar à Espanha, e entretanto os bilhetes já se esgotaram, mas não é para jogar futebol.
Então?
Não é para jogar. Ele foi distinguido com o prémio Princesa das Astúrias dos Desportos 2026. Vai haver uma cerimônia em Oviedo, no Palácio dos Desportos de Oviedo. Havia 4700 bilhetes disponíveis. Eram gratuitos, não era preciso pagar, mas era preciso aceder online à plataforma para requisitar um destes bilhetes, e em 13 minutos os bilhetes esgotaram. Isto para ver Messi ao vivo é uma oportunidade. Não é para jogar. Portanto, aquela situação que falámos na semana passada.
É só para o ver.
É só para o ver.
Não vai desaparecer assim de um momento para o outro.
Eu não sei, se calhar dá uns toques na bola. Na semana passada falávamos aqui das críticas do antigo presidente do Barcelona a Lionel Messi por não regressar a Barcelona para uma despedida ou para ainda não estar anunciada uma despedida em Barcelona, honrando o clube. Talvez aqui seja a primeira porta a abrir-se para que isso aconteça. Para já esgotaram estes bilhetes. Não é para ver Messi a jogar, é para ver Messi a receber o prémio Princesa das Astúrias. Por último, uma notícia muito rápida de um casal, e temos de falar sempre aqui dos casais futebolísticos. Este é um ex-casal, Wanda Nara e Mauro Icardi. Ele agora está sem clube, o jogador argentino. Isto é uma grande telenovela, o relacionamento deles sempre cheio de histórias. Já separaram novamente e agora ela resolveu vingar-se, mas não foi uma vingança violenta, foi uma vingança com muito sentido de humor. Então o que é que ela fez? Fez uma publicação nas redes sociais com uma camisola da seleção argentina a dizer: "Vende-se camisola original da seleção argentina de um ex-jogador com pouco uso".
Que maldade!
Que ele não ia muitas vezes.
Entendeu por quanto?
E ela anunciou um preço base de licitação 11,70 euros. Isto é uma daquelas vinganças que pelo menos tem este mérito de ser com bom humor.