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Três toques, sempre com o Bruno Vieira Amaral. Vamos lá. PSG, PSG.

Hoje é quase só PSG.

Também pudera, tinha de ser.

Tinha de ser. Eles merecem. Foi uma vitória extraordinária. Mas vamos começar por outra vitória extraordinária. Aliás, como acabámos agora o noticiário com a vitória de Portugal no Campeonato da Europa de sub-17, a terceira vez que Portugal conquista este título. A primeira foi em 2003, quando a equipa tinha jogadores como Miguel Veloso, Vieirinha, João Moutinho. É verdade, foi a primeira vitória e a segunda foi em 2016, em que estava Diogo Dalot, era um dos jogadores. Jota, também outro dos jogadores.

Há nove anos.

Há nove anos. E agora voltámos a conquistar este título com uma vitória sem espinhas contra os franceses. Os franceses festejaram a vitória do Paris Saint-Germain.

Estava bonito, ficou bom assim?

Alguns franceses e outros festejaram de uma forma estranha. Ontem foi a nossa vez de comemorar. Mas vamos lá, à vitória do Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões, que o clube parisiense buscava já há muitos anos. E a pergunta do dia é esta: em 1997, o Paris Saint-Germain perdeu a final da Taça das Taças contra que clube?

Eu acho que sei esta porque li um artigo este fim de semana.

Leste.

Mas não sei se estou a recordar, porque o artigo era longo e eu lembro-me de ter fixado que o Olympique de Marseille tinha sido o único clube francês.

A ganhar a Liga dos Campeões.

Este aqui perdeu. Barcelona.

Barcelona.

Barcelona?

Logo, sim.

Claro, eu vou pelas mais. Eu sigo o certo. O artigo era muito longo, eu vi muita coisa. Portanto, pode não ser essa a moralidade.

Taça das Taças. Posso dar uma pista. Era um clube que tinha vários jogadores portugueses, tal como agora o Paris Saint-Germain também tem quatro. Eu não sei se na altura eram quatro jogadores portugueses, mas eram pelo menos três.

Contando-se, até podia ser um clube português.

Eu ia dizer, até podia ser.

Não, são demasiados para um clube português.

Estou a achar muito Barcelona.

São demasiados. Eu vou dizer o Real Madrid.

Real Madrid.

Isto é em 97?

97, 1997.

Real.

Já havia Ronaldo nessa altura? O Ronaldo isto é obviamente.

O nosso não, ainda não.

Carla.

Tinha 12 aninhos, o Ronaldo.

Eu acho estranho. Eu vou dizer, em 97?

Em 97.

Isso foi há muito tempo. Não! Ó Carla. Até parece que és velha.

Eu disse Real Madrid, não disse?

Mas já te arrependeste.

Vou dizer Benfica.

Benfica.

Se calhar, quantos é que eles tinham? Quatro?

Quatro. Três, eu tenho a certeza que tinha.

Três é demasiado para um clube português. Três portugueses a jogar. Não, mudei. Está errado de qualquer maneira.

Carla, ou vais com a Maria João.

Esta se vais acertar, vais com o Paulo, vais para o Real Madrid.

Vais para um clube.

Estás inclinada para quê?

Ou dás a resposta correta.

Italiano?

Italiano, inglês.

Juventus.

Olha.

Juventus.

Juventus.

Em 1997, por acaso. Coiso. Já me esqueci. Então ficamos assim. Barcelona, Benfica e Juventus.

Ou vais com a Maria João, ou vais comigo, ou dás a resposta certa.

Exato.

Então, o Paris Saint-Germain ganhou finalmente a Liga dos Campeões, a segunda vez que um clube francês vence o título, com esta curiosidade: em 2020, o Paris Saint-Germain disputou a final em Lisboa, naquele ano da Covid, contra o Bayern de Munique. Perdeu.

No Estádio da Luz.

No Estádio da Luz, vazio.

Inter de Milão.

Não lembraste?

Não sei. Porque jogadores portugueses estavam no Inter de Milão.

Inter de Milão, pronto. A Carla alterou.

Na Juventus acho que não há assim memória. Avança. Desculpa. Já está.

Em 2020, o Bayern de Munique ganhou ao Paris Saint-Germain 1 x 0. Foi a única final até agora a que o Paris Saint-Germain tinha chegado. E agora foi em Munique. Há esta curiosidade, teve de ir a Munique, a cidade do clube que o tinha derrotado em 2020, para conquistar, sem qualquer margem para dúvidas, 5 x 0. Nunca nenhum clube tinha vencido 5 x 0 uma final da Liga, Taça dos Campeões. Aliás, nunca se tinha registado uma diferença de cinco gols, o máximo tinha sido quatro, duas vezes pelo Milan, que ganhou ao Barcelona em 1994 e ao Steaua de Bucareste em 1989.

Sim, Milan.

E o Real Madrid, que em 1959, 60, tinha vencido 7 x 3 ao Eintracht de Frankfurt.

Mas lá está, quatro de diferença.

Quatro de diferença. A última equipa a marcar cinco gols numa final da Liga dos Campeões tinha sido o Benfica contra o Real Madrid em 1962. Foi 5 x 3.

Para a história.

Que grandes memórias. Grandes recordações. Tu lembras-te muito bem, não é, João?

O Paulo foi árbitro desse jogo.

Cada gol celebrado.

Bem, mas esta do Paris Saint-Germain foi uma vitória Muito portuguesa. Não estamos a exagerar, não é daquelas histórias em que há um roupeiro português e que o título também é nosso.

Estavam dentro do campo.

Três jogadores titulares, mais Gonçalo Ramos, que entrou. Os titulares foram Nuno Mendes, Vitinha e João Neves. E depois também é aqui que referir Luís Campos, o diretor desportivo do Paris Saint-Germain e o responsável também por muitas das contratações que mudaram este paradigma do Paris Saint-Germain, que durante alguns anos estava mais preocupado em contratar grandes vedetas, as estrelas. Não resultou, pelo menos para ganhar a Champions, e agora foi sem grandes estrelas, mas com grandes jogadores, conseguiu finalmente esta tão desejada vitória, mas com a participação de alguns dos melhores jogadores portugueses, que pode dar uma força e inspiração para Portugal triunfar na Liga das Nações. Vai jogar precisamente na Alemanha, contra a Alemanha, nas meias-finais, terça ou quarta-feira.

É já?

É agora, é esta semana. Vamos ver se eles chegam animados para vencer. O melhor jogador desta edição da Liga dos Campeões, claro, é do Paris Saint-Germain, Ousmane Dembélé, que já se julgava que não ia ter uma carreira por aí além. A passagem dele para o Barcelona não foi muito feliz, ele não se deu bem em Barcelona. Foi uma transferência muito cara, mas ele não se conseguiu adaptar. E Luís Enrique, o treinador, teve o mérito de tirar o melhor de Ousmane Dembélé, que agora é recompensado com este triunfo individual, ser eleito o melhor jogador da Liga dos Campeões. O melhor jogador jovem também é do Paris Saint-Germain, Désiré Doué, que marcou dois gols na final, fez uma assistência, também muito merecido e é quase inescapável. O 11 ideal da Liga dos Campeões tem sete jogadores do Paris Saint-Germain, dois dos quais portugueses, Vitinha e Nuno Mendes. E, por último, temos de falar de Luís Enrique, que voltou a ganhar uma Liga dos Campeões 10 anos depois da última, que tinha conquistado pelo Barcelona. Na altura, ficaram para a história essas imagens. Festejou em pleno relvado com a filha, Sana, que morreu com nove anos, em 2019, e foi lembrada nesta final pelos adeptos do Paris Saint-Germain, que mostraram um grande cartaz no final de homenagem, e o próprio Luís Enrique, no final, vestiu uma camisola com o desenho da filha, ligado à associação, a fundação que ele e a mulher, entretanto, criaram em homenagem também à filha. Portanto, houve ali muitas emoções.

Muita emoção.

Muitas emoções misturadas, porque de fato, essas imagens do triunfo do Barcelona na Liga dos Campeões e de Luís Enrique a festejar com a filha, foram muito lembradas na altura em que a Sana morreu e agora foi lembrada com mais este motivo de festa, mas claro, de grandes emoções. Emoções profundas e contraditórias, mas um momento bonito para o treinador e, sobretudo, para o pai. Vamos à resposta à pergunta do dia?

Estou muito curiosa. Espera aí, só acertar aqui.

E aí, então?

Parabéns, ganhou a Carla, não é?

Não, quem ganhou foi Maria João. Foi o Barcelona.

Olha que entre umas amêijoas e uns caracóis, fixei o Barcelona.

Fixaste o Barcelona.

Eu tinha fixado o Olímpico de Marra Salé, porque estava aqui na minha cabeça.

Estás a estudar para os três toques ao fim de semana.

Entre caracóis e amêijoas. Uma esplanada com caracóis, um salmão e a Maria João.

Ela era a bola e o recorde. Chega à esplanada com a bola debaixo do braço, Maria João.

Mas há muitas ligações desse Barcelona de 1997 ao futebol português. Tinha lá o Vítor Bahia, o Fernando Couto e o Figo. Pelo menos estes três jogadores, eu não sei se não havia lá mais algum.

A sério? Grandes jogadores. Não me lembrava imediatamente.

Mourinho era o adjunto do Bobby Robson.

Grande época essa.

1997. Mas isto foi em março, Lisboa, isto tem muito tempo.

Essa época, 97, 98, foi uma época dourada para o Barcelona, isso claramente, toda gente sabe.

Foi para o Ronaldo Fenômeno. Não o Ronaldo português, o Cristiano, mas para o Ronaldo Fenômeno. Foi uma época fantástica, foi a única época que ele esteve ao serviço do Barcelona, depois foi transferido para o Inter de Milão, mas foi uma época extraordinária com aquele gol contra o Santiago Compostela. Não te lembras aquele gol que ele arranca do meio-campo, finta meia equipe do Santiago Compostela.

E pumba!

E o Bobby Robson pôs as mãos à cabeça no final. Tu lembras-te dessas coisas, Paulo.

Nós vamos mandar-te o link do YouTube.

Manda-me o link então.

Está bem.